XIX Domingo do Tempo Comum: “O segredo para enfrentarmos os ventos e a fluidez do mundo é olhar para Jesus e confiar Nele”. Disse Dom Dulcênio

Neste dia (09), a Igreja celebrou o XIX Domingo do Tempo Comum, e trouxe em sua liturgia uma reflexão profunda: Jesus questiona, “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”.

Na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa do Lar na manhã deste domingo (09). A Missa foi concelebrada pelo Padre Luciano Guedes, e auxiliada pelo Diácono Ricardo. Presentes também, os seminaristas João Igor e Pablo Nunes que ajudaram no serviço litúrgico.

A Catedral reuniu um bom número de fiéis, dentro da capacidade limite dos 30%. Entre as intenções da Missa, Dom Dulcênio rezou por todos os Pais, haja vista que, neste domingo é comemorado o Dia dos Pais;  colocou como intenção todos os que sofrem pela perda de seus entes queridos,  lembrou as 100 mil vítimas do covid-19 e por todos os que foram nessa pandemia. O Bispo rezou também na intenção da Semana Nacional da Família que foi aberta neste dia 09 e segue até o 15.

A reflexão do Bispo para este XIX Domingo do Tempo Comum centrou-se na grande questão do Evangelho: o medo e a dúvida de Pedro. Jesus que vem ao encontro dos discípulos andando sobre as águas, surpreende a todos eles que, fracos na fé, ficaram temerosos a pensarem se estavam delirando ou vendo um fantasma.

“Ele vem ao encontro dos discípulos, porém é confundido com um fantasma, um espectro, uma ilusão, uma inconsistência, um absurdo. Isto é o que produz o vento da glória do mundo no coração humano. Entretanto, tranquiliza-nos o Senhor: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”. Com tais palavras, o Senhor nos diz: “Avante! Eu Sou Deus. A minha lógica é contrária, mas a única certa para irdes da incerteza ao ‘seguro’. Não temais! Sou a vossa garantia”. Refletiu Dom Dulcênio.

A cena do Evangelho sugestiona uma imagem da realidade do homem: As ondas agitadas, os apóstolos com medo, o vento contrário. Dom Dulcênio traduzia essas figuras como circunstâncias da vida e refletia sobre a condição do homem, que por vezes, se torna Pedro, questionando, duvidando, não crendo:

“Como Pedro, duvidamos, treplicamos: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. Conhecemos Jesus, mas Lhe duvidamos a presença. Com a condicional “se”, Pedro exige um demonstrativo empírico, uma prova: ir contra o “vento”, lançando-se na inconsistência da vida (figurada pelo mar), caminhando, erguidamente confiante pela fé. Pedro desfoca o olhar do Senhor; cai; caímos. Grita, gritamos: “Senhor, salva-me!”. Disse.

E concluindo sua homilia, o Bispo de Campina Grande disse que o segredo para enfrentar os ventos contrários à vida e a fluidez do mundo, é olhar para Jesus e confiar Nele, e sem temer, acreditar que ele se faz presente a todo instante, manifestando-se de forma discreta sem alarde: “Estejamos atentos porque o Senhor, certo e discretamente, está conosco. Manifesta-Se, não na euforia, mas no silêncio de uma fé orante, discernida e segura em Deus”. Findou.

Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga

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