Violência apavorante!

Está difícil viver! A violência surge por toda parte. Na verdade, a população está apavorada e sofre todo tipo de violência: aquela praticada por marginais (assaltantes, ladrões, drogados, traficantes, corruptos, falsários, etc.) e aquela mais difusa no cotidiano (discriminação, desrespeito, falta de educação, injustiças, direitos negados…). Seus danos são irreparáveis ao cidadão. Os noticiários e as conversas nos dão conta do quanto a sociedade está mergulhada numa grande onda de violência. Os crimes contra a pessoa, contra o patrimônio privado e público e contra a vida, de tão repetidos, vão parecendo comuns e até “normais”. A vida é o maior de todos os patrimônios, dom de Deus, único e irrepetível, vem sendo banalizada, ferida, maltratada e violentada. Triste situação! Estamos passando por um momento de convulsão social.

O cidadão, que trabalha e paga impostos, tem direito à segurança, à proteção do Estado. A lei garante isto. Está no papel. No entanto, o habitual é a insegurança e o medo.

O primeiro sentimento do cidadão é o de abandono por parte dos responsáveis pela segurança. “Ninguém faz nada”! Esta frase escutada tanta vezes, vinda da boca de pessoas atingidas pela violência, diz muito sobre o estado de espírito que a todos envolve. O aparato policial, as forças de segurança e as instituições de proteção ao cidadão estão falidos, porque não conseguem proteger a comunidade e nem criar um ambiente, onde as pessoas se sintam seguras. “A sociedade está perdendo a guerra para os marginais”. Este outro enunciado está se tornando frequente na boca dos desesperados.

As consequências da violência são terríveis: prejuízo material, quando as pessoas são roubadas, assaltadas, enganadas, tendo seus bens subtraídos por quem assume a criminalidade como meio de vida; abatimento moral e sentimento de impotência diante de tanta agressividade, gerando tantos problemas psíquicos como depressão e suas variadas manifestações. O medo paralisa! Por conta da violência muita gente se tranca em casa e perde a oportunidade de convivência social e até religiosa, tão necessária e salutar. Há prejuízo econômico para o comércio, e principalmente para aqueles que buscam o entretenimento e diversão. Sair à noite é perigoso. Ir a um restaurante, a um teatro, visitar amigos, torna-se opção de risco. E muitos não querem se submeter ao perigo de serem roubados ou assaltados.

Neste triste cenário, não sabemos o que é melhor: fechar-se nas casas e não participar das oportunidades que se têm, com medo, ou arriscar e procurar levar a vida como se estivesse num tempo de normalidade. Certamente, que há necessidade de sair. Muitos trabalham à noite. Outros estudam. Mas, quando for necessário, deve-se buscar estratégias para evitar as surpresas. Não sair sozinho, evitar ruas desertas e escuras, estar sempre com os olhos abertos, vigiando o entorno para não ser surpreendido. Para os que têm fé, ao sair, além desses cuidados, uma oração, pedindo a proteção divina é indispensável!

As autoridades de segurança, que estudam este fenômeno da violência crescente, encontrem o mais rápido possível estratégia para combatê-la. Que a paz chegue para todos!

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz

Bispo de Campina Grande – PB.

 

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