Solenidade de Pentecostes: A Festa do Espírito Santo

Bispo preside Missa de Pentecostes e fala sobre a grande promessa do Pai: O envio do Espírito Santo

A Solenidade Pentecostes é a festa propícia para contemplar a ação do Espírito Santo que opera sobre toda a Igreja. Festa iniciada com a Vigília de Pentecostes, que foi realizada na noite do sábado (30) com a celebração da Santa Missa presidida pelo Vigário Geral da Diocese, o Padre Luciano Guedes.

No domingo (30), a Missa Solene do dia da Festa do Espírito Santo, também realizada na Catedral, foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e a mensagem trazida pelo Pastor foi sobre o cumprimento da promessa de Jesus Cristo: O envio do Espírito Santo que dá vida à Igreja. A Solene Missa de Pentecostes foi concelebrada pelo Padre Luciano, e contou com o serviço litúrgico do Diácono Ricardo e o apoio dos seminaristas.

Na homilia, o Bispo começou falando sobre a caminhada litúrgica da igreja e lembrou do Evangelho do domingo passado onde Cristo prometeu aos seus apóstolos que eles não estariam sozinhos, pelo contrário, Cristo estaria presente continuamente até os fins do tempos. “E para não nos deixar desassistidos, hoje, o Senhor Jesus Cristo cumpre a sua promessa em união com o Pai, enviando o Espírito Santo, Pessoa divina que procede do Pai e do Filho”. Disse o Bispo.

Ao explicar as leituras desta Solenidade, Dom Dulcênio ensinou que exitem duas versões para se entender o Pentecostes, uma diz respeito ao evento cronológico, isto é, aquele que está no tempo e espaço, o derramamento do Espírito descrito por Lucas. A outra, diz respeito ao sentido teológico do Pentecostes narrado por São João no evangelho.

“A versão teológica trazida pelo Evangelho, alude ao sopro de Jesus, tal como na Cruz. Se no madeiro “Jesus entregou o Espírito” dando muito mais do que um último suspiro, na Sua ressurreição, o Senhor soprando, ordena aos Apóstolos e, neles, à Igreja: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Assim, da Cruz a ressurreição, e da manhã de Páscoa a de Pentecostes, um só é o sopro, o hálito divino que repercute em toda a vida da Igreja e dos cristãos como coroamento, “plenitude dos mistérios pascais”. Ensinou o Bispo.

E concluindo sua reflexão dominical, o Bispo de Campina Grande, falou sobre a força vivificadora que o Espírito Santo traz à Igreja ao longo dos séculos: ” É Pelo poder Daquele que é o amor entre o Pai e o Filho, o Espírito Divino, a Igreja é governada numa sincronia perfeitamente harmônica, tal como um corpo saudável, cujos membros, todas as classes de fiéis, se coordenam por Aquele que é a cabeça, o próprio Deus. A Igreja é conduzida a perfeição daquele que hoje a presenteia com a Sua presença, a perfeição de Deus”. Findou.

Fotos da Vigília – Rafael Augusto

 

 

Sobre o  Pentecostes

A celebração dessa festa vem desde o Antigo Testamento (Lv 23,15-21), conhecida como Festa das Semanas: sete semanas após a Páscoa celebrava-se em ação de graças pelas primícias da colheita dos cereais, sobretudo do trigo. Posteriormente, a festa passou a recordar também a entrega da Lei no Sinai.

Na tradição cristã, a festa de Pentecostes celebra a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e o início da missão da Igreja (At 2,1-11). Os primeiros registros são do início do século III: a festa de Pentecostes concluía a celebração dos cinquenta dias da Páscoa, como atestam Tertuliano e Orígenes. A Festa de Pentecostes coroa os mistérios pascais; foi o grande dom de Cristo ressuscitado, Ele enviou o Espírito Santo para conduzir os Apóstolos e toda a Igreja .

Fotos da Missa de Pentecostes - Joaquim Urtiga

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