Setembro Azul: Homenagem do Vicariato de Caridade, Justiça e Paz ao mês dedicado aos surdos

A Pastoral dos Surdos faz parte da Dimensão da Promoção Humana do Vicariato de Caridade, Justiça e Paz, da Diocese da Campina Grande, e em face das comemorações alusivas ao mês dedicado aos surdos, o Pe. Fagner Wellington (Coordenador Diocesano da Pastoral) atendeu a solicitação e, juntamente com a intérprete Elizabeth Teófilo e o jovem surdo Ayrton Maracajá, dedicaram em vídeo esta homenagem.

A escolha do mês de setembro não foi por acaso. O mês tem datas importantes para os surdos, pois nele celebram boas lembranças e perdas do passado.

Podemos citar alguns registros marcantes:

06 a 11/09 –  Congresso de Milão de 1880, no qual foi proibido o uso das Línguas de Sinais na educação dos surdos. Esse marco fez com que os surdos tivessem que se adaptar às línguas orais, até que as línguas de sinais fossem novamente aceitas.

23/09 – Dia Internacional das Línguas de Sinais.

26/09 – Dia Nacional do Surdo. O dia foi escolhido por ser a data de fundação do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), a primeira escola para surdos do Brasil!

30/09 – Dia do Tradutor. Dia significativo para homenagear os Intérpretes de Libras.

Você sabe por que Setembro Azul?

Agora que você já entendeu o porquê do mês de setembro, é importante salientar que a cor azul representa dois momentos distintos, são eles: Durante a Segunda Guerra, os nazistas identificavam as pessoas com deficiência com uma faixa azul no braço, por julgarem como inferiores. E, os surdos, também eram obrigados a utilizá-la. Com o fim da guerra e o passar dos anos, a cor passou a simbolizar, ao mesmo tempo, a opressão enfrentada pelos surdos e o orgulho da identidade surda. Apesar dos desafios e grandes problemas enfrentados na história da comunidade surda, serviu como entusiasmo para revigorar a identidade deles e também da Cerimônia da Fita Azul (Blue Ribbon Ceremony) em 1999, que destacou os surdos como vítimas da opressão. Naqurka ocasião, o Dr. Patty Ladd (surdo) usou uma fita azul no braço pela primeira vez, como símbolo do movimento.

A cor azul turquesa é utilizada para representar a Comunidade surda.

Texto: Diác. Marco Danillo
Imagens: Pe. Fagner Wellington e Elizabeth Teófilo

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  • Em nome da Pastoral do Surdo e toda comunidade surda, minha gratidão ao Diác. Marco Danilo, ao Pe. Fagner e a Diocese de Campina Grande, por essa iniciativa. A luta por inclusão continua, não só na sociedade, mas também dentro da igreja. Muita gente acha que os intérpretes estão ali para aparecer, pois diz que chama atenção. Enquanto isso não se tornar uma coisa normal, vão ter esse sentimento. As pessoas ainda acham que a Pastoral do Surdo tem que ficar isolada no cantinho da igreja, era dessa forma até antes do Pe. Macio Henrique M. Fernandes se tornar Pároco da nossa Paróquia, e quando Pe. Márcio Henrique tomou posse, tive a coragem de conversar com ele e explicar a situação, pois a Pastoral existe desde 1996 e até o Pe. Márcio chegar, a Pastoral não tinha acesso a nada que acontecia no Altar,eles ficavam no cantinho da igreja. Depois que conversei com Pe. Márcio, ele falou que a Pastora era para ficar nos bancos em frente ao Altar, muita gente não gostou, mas o Pedre Márcio deixou bem claro que não era questão de escolha e sim de necessidade já que a Língua de Sinais é uma Língua visual. Por isso minha Gratidão ao Pe. Márcio Henrique. A luta não acaba por aqui, a luta vai continuar por mais conquistas não só na sociedade, mas também dentro da nossa igreja católica.

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