Os 250 anos da Matriz – A Igreja de São Sebastião

O 11ª artigo do Vigário Geral da Diocese, o Padre Luciano, conta a história de outra matriz, a de São Sebastião que está localizada no bairro do Alto Branco; a origem desta igreja está ligada aos 250 anos da Catedral e por essa razão a leitura é bem sugestiva. Seja bem vindo a mais um artigo da Série Os 250 anos da Matriz.

Boa Leitura!

Quem transitar pela Rua Estelita Cruz encontrará, na colina do Alto Branco, a bem zelada Igreja Matriz de São Sebastião. Este lugar sagrado é guardião de uma bonita história de fé e de solidariedade da Igreja com as necessidades dos desvalidos em Campina Grande.

Em 1960 teve início ali o serviço religioso e missionário, precisamente junto às famílias mais pobres e abandonadas. O projeto incluía escola, artesanato, igreja, biblioteca, ambulatório, esportes e sala de reuniões. Com o auxílio do Apostolado da Oração e a decisão pastoral do Pe. José Bonifácio de Araújo a obra foi lançada, no seu começo já contando com matrícula de cento e cinquenta alunos atendidos.

A construção contou com a participação da comunidade cristã e a celebração da Santa Missa dominical tornou-se referência para o encontro de todos os colaboradores. No dia 20 de janeiro de 1961, a venerável imagem de São Sebastião foi transladada da Catedral para tomar lugar definitivo na nova igreja.

Assim como em 1856 a devoção a São Sebastião foi recorrida para livrar a Vila da epidemia de cólera morbus, outra vez o santo querido pelos campinenses foi representante  dos clamores de uma população necessitada dos serviços básicos e da dignidade humana. Santo amado na tradição católica e que deve ser lembrado em Campina como sinal de alívio nas intempéries enfrentadas  pelas  limitações de  nossa configuração social.

Fato importante para registro diz respeito à participação das mulheres do bairro, junto aos homens, conforme conta-nos Boulanger Uchoa, dispostas a carregar tijolos para a construção da igreja e do complexo comunitário de São Sebastião.  Testemunhos de vidas, caros à nossa consciência histórica e eclesial.

Um santo, o socorro aos doentes, a valorização da vida humana nas cercanias da cidade, deixou nos rastros de sua expansão, o clamor da gente mais sofrida e a resposta pastoral da Igreja.  No Jubileu dos 250 anos da Catedral de Campina Grande identificar na sua história a defesa e promoção da vida ilumina o seu presente e recorda a todos nós o cuidado de Deus com os pequeninos da terra.

Glorioso Mártir São Sebastião, rogai por nós!

Pe. Luciano Guedes do Nascimento Silva
Vigário Geral e Pároco da Catedral

 

 

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