Oito seminaristas receberam a batina neste domingo

Na tarde deste domingo (16), solenidade da Assunção da Virgem Maria, aconteceu na capela do Seminário Diocesano de Campina Grande São João Maria Vianney, a investidura da batina de oito seminaristas. Sendo sete do segundo ano e um do terceiro ano de filosofia. A solene celebração eucarística foi presidida pelo Padre Leandro Márcio de Normandia, reitor do seminário.

O rito da imposição da veste talar marca mais um passo dado na vida vocacional dos jovens seminaristas, que caminham rumo ao sacerdócio. Discernindo assim, junto a Cristo, sua vocação, procuram corresponder o chamado que o Divino Mestre fez a cada um deles. A batina é bem mais que uma veste usada nas ações litúrgicas, é um sinal da pertença a Cristo, procurando assim não mais viver suas vontades, mas deixar-se configurar à imagem de Cristo Bom Pastor. É sinal de morte para as realidades mundanas e vida em Cristo.

Durante a homilia o padre reitor dirigiu-se aos seminaristas dizendo: “Hoje a batina, esse sinal que simboliza uma mortalha também, é um choque para o mundo. Como é que alguém morre para o mundo e ainda é feliz? Será que estão loucos? Será que vocês não tem juízo? Alguém pode perguntar. Sim, morremos para o mundo, mas vivemos para Deus… Pois isso não acontece só para cumprir um ritual no seminário, mas acontece porque nós encontramos Jesus […] encontramos a felicidade”.  Disse o Padre Reitor. Ainda afirmou que a batina “Deve ser sempre um sinal de confirmação”.

O sacerdote também recordou o sentido do uso da veste: “Vestir a batina em alguns momentos também deve fazer com que cada um de nós possamos ter consciência da nossa vocação de povo santo, a vocação à santidade, sempre um sinal de Deus no meio do povo”. Acentuou.

Ainda mencionando a Solenidade da Assunção da Virgem Maria, o Padre Leandro meditou: “É preciso nunca deixar que apague em nós o desejo de Cristo […] Quem deposita toda a sua vida nas mãos do Senhor, nunca terá uma vida fracassada. É só olharmos para Nossa Senhora, ela é toda de Cristo. Hoje nós celebramos não uma ideia, uma hipótese, não uma estorinha, mas uma verdade. Essa mulher que é nossa mãe e santa não pode estar em outra realidade, a não ser o céu.”

Para toda a casa formativa o dia foi de festa e alegria. Os seminaristas que foram investidos são: Ademar Júnior (Esperança-PB), Allan Silva (Areial-PB) Arthur Araújo (S. S. de Lagoa de Roça), Fellipe Gusmão (Campina Grande), Harisjop Rocha (Campina Grande-PB), Israel Pedro (Campina Grande-PB), José Cristiano (Campina Grande) e Romeu Arruda (Campina Grande-PB).  Além dos seminaristas da Diocese de Campina Grande, estiveram presentes na cerimônia os seminaristas das Dioceses de Patos e Petrolina, que residem e estudam no Seminário São João Maria Vianney.

A missa foi transmitida pelos perfis da Paróquia do Seminário, para que os parentes pudessem acompanhar este momento de tão grande importância, tendo em vista a pandemia não poderam se fazerem presentes. A cerimônia deveria ter ocorrido no último dia 22 de março (domingo da alegria), como tradicionalmente acontece todos os anos. Com o início do isolamento social, a cerimônia precisou ser transferida para o mês de agosto tendo em vista ser o mês das vocações, sendo realizada apenas com a presença dos seminaristas e o Padre Leandro Márcio, reitor do Seminário.

 A batina é utilizada pelos Seminaristas da Diocese de Campina Grande apenas nas solenidades da Igreja e naquelas presididas pelo Bispo, para sinalizar o exercício das funções litúrgicas.

Com informações e fotos: Seminaristas Syllas Emanuel e Humberto Carneiro

 

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