O Tempo e a Eternidade

O fim do ano se aproxima e quantos, envolvidos no corre-corre, nem percebem seu inexorável desfecho. “Tempus Fugit”, poetizava o escritor Rubens Alves. Isto é uma verdade! Ninguém tem o poder de parar o tempo. Segundo a segundo, hora a hora, dia a dia, mês a mês, ano a ano, o tempo se vai. E, filho do tempo, o homem só se dá conta quando se olha no espelho e lê, nos sinais da própria face, suas marcas indeléveis.

Dezembro chega e com ele as festas natalinas e de réveillon. Neste período, as preocupações se voltam para suas celebrações e parece que o tempo se acelera freneticamente. É que a alegria curtida nos festejos é tão sensacional, que não se percebe passar o tempo. É sempre assim quando se vive intensamente estes momentos que nem se dá conta do que está acontecendo. Quando se vive intensamente se depara com a eternidade, o tempo de Deus.

No balançar da existência, de repente termina o ano e começa outro! E um novo ciclo se apresenta. Há sensação de que tudo está se renovando, mas cronologicamente a vida, está em seu próprio curso passando. A renovação se dá em outra ordem: a do espírito. Este não envelhece e para ele o tempo é oportunidade de recomeçar com novo ânimo, novos propósitos e novas iniciativas. Nesse sentido, a possibilidade de crescimento oferece visão nova das coisas e horizontes inéditos se apresentam.

É na ordem do espírito que acontecem as verdadeiras transformações que elevam o ser humano. Quando alguém apreende um valor superior e é tomado por ele, sua vida se renova. As festas natalinas oferecem esta possibilidade de, refletindo, as pessoas acolherem o ensinamento mais contundente que o mundo já conheceu: “o Verbo que se fez carne”! A palavra precisa se encarnar na vida humana para realizar o que ela significa. Enquanto ela permanece nas ideias não imprime à vida nenhuma renovação, mas quando se encarna a enche de luz, de esperança, de paz e de alegria.

O tempo que se vai transforma-se em eterno quando abraça com vigor e determinação cada instante, preenchendo-o com o conteúdo do amor. Aqui a palavra continua se encarnando e a vida se renovando, sem medo do passageiro, pois se respira o sentido do eterno. Vinicius de Morais proclamou que “o amor é eterno, enquanto dura”. Isto significa que a eternidade subsiste no amor. Quem vive no tempo do amor já repousa nas asas da eternidade.

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