Em Alagoa Nova: Adultos Recebem o Sacramento da Confirmação Durante Missa Presidida por Dom Dulcênio
Celebrando o XXI Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, presidiu, na tarde deste domingo, 23 de agosto, a
Santa Missa com o rito do Sacramento da Confirmação, na Paróquia de Santa Ana,
em Lagoa Nova.
Ao todo, 52 adultos receberam o Sacramento da Confirmação e foram
fortalecidos na fé para testemunhar o Evangelho em suas comunidades. A
celebração reuniu crismandos, catequistas, familiares, padrinhos e demais
fiéis, em um momento marcado pela fé e pela alegria da comunidade paroquial.
Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre Flávio, que concelebrou
a Santa Eucaristia juntamente com o Padre Adeildo Ferreira. A celebração contou
ainda com a assistência dos diáconos Carlos e Joatan e dos seminaristas.
A celebração da Crisma representa um importante momento na
caminhada cristã dos fiéis, que, por meio do Sacramento da Confirmação, renovam
seu compromisso com Cristo e são chamados a assumir com maior maturidade a
missão de testemunhar a fé e servir à Igreja.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre “As chaves do reconhecimento”,
destacando que Deus confia a cada pessoa os bens do seu Reino, segundo sua
vocação. Esses dons devem ser desenvolvidos e colocados a serviço.
Na Primeira Leitura, o bispo apresentou o contraste entre Sobna e
Eliacim. Enquanto Sobna se deixou levar pela vaidade, Eliacim recebeu a missão
de administrar com responsabilidade e serviço. Assim, a verdadeira autoridade
deve estar voltada ao bem daqueles que são confiados a ela.
“Aquele que sonda os corações, vendo o interior de Eliacim –
conhecendo-lhe os defeitos inclusive –, pôde perceber, sobretudo, acerca de sua
fé, e o envolveu de uma autoridade aberta ao serviço daqueles que lhes foram
confiados: “Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá e
ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. Hei de fixá-lo como
estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai” (Is
22,22-23)”, trouxe.
No Evangelho, Jesus entrega a Pedro as chaves do Reino dos Céus.
Dom Dulcênio ressaltou que Pedro foi escolhido mesmo com suas fraquezas, porque
reconheceu Jesus como o Messias, o Filho do Deus vivo. Sua autoridade nasce da
fé e deve ser exercida como serviço à Igreja.
“O Senhor entrega o que é Seu para quem O reconhece e O aponta;
confia o que tem de mais sublime: a Sua Igreja, pela qual deu a vida de maneira
cruentíssima. E mesmo com fraquezas, Pedro foi escolhido, não pela capacidade
do seu coração, mas por Aquele que detém e é fonte da “profundidade da riqueza,
da sabedoria e da ciência” (Rm 11,33), como exclamava São Paulo, na Segunda
Leitura, diante da inescrutabilidade e da impenetrabilidade dos pensamentos do
Senhor”, disse.
Ao concluir, Dom Dulcênio recordou a continuidade do ministério de
Pedro no Papa e convidou os fiéis a reconhecerem o Senhor e colocarem seus dons
a serviço do Reino. Ser cristão, destacou, é também uma graça e um compromisso.
“Hoje, Pedro continua com as chaves, agora nas mãos do Papa Leão,
que deve, por primeiro reconhecer, indubitavelmente, o Senhor, sem se deixar
desviar pelas tentações, inclusive da vaidade. O papado é também um carisma,
uma graça privilegiada concedida para a edificação da Igreja. Ser cristão
também é graça. Que conduzidos pelo Papa, dóceis à sua autoridade-serviço,
aproveitemos a porta aberta pelas chaves do Senhor, e cheguemos à plenitude do
Seu Reino”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom


































