Diocese de Campina Grande Institui 16 Novos Ministros Catequistas em Celebração na Catedral
Na vivência do mês vocacional, neste mês de agosto, a Diocese de
Campina Grande celebrou a instituição de 16 novos ministros catequistas, neste
domingo, 23. A celebração aconteceu durante a tradicional Missa do Lar, na
Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A Santa Eucaristia foi
presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada
pelo Pároco, Padre Evanilson Souza; pelo Padre José Jorge, Coordenador da
Comissão Diocesana de Animação Bíblico-Catequética; e pelo Padre Miguel Rocha,
integrante da comissão. O momento contou ainda com o auxílio do diácono Ricardo
e dos seminaristas.
Seguindo o rito litúrgico próprio do XXI Domingo do Tempo Comum,
os candidatos foram chamados solenemente após a proclamação do Evangelho.
Diante do bispo e da assembleia, cada um respondeu com o tradicional “Eis-me
aqui”, expressando sua disponibilidade para assumir o serviço catequético e
colaborar na missão evangelizadora da Igreja. Em seguida, após a oração
silenciosa da comunidade, Dom Dulcênio realizou a prece de bênção sobre os
candidatos, invocando o Espírito Santo para fortalecê-los na vivência da fé e
no compromisso com a missão recebida.
Um dos momentos mais significativos do rito aconteceu quando cada
novo ministro recebeu das mãos do bispo a cruz, sinal da fé cristã, e a Bíblia,
expressão da Palavra de Deus que deverá acompanhar e iluminar sua missão. Mais
do que um gesto simbólico, a entrega dos sinais recordou que o catequista é
chamado a anunciar Cristo não apenas com palavras, mas também pelo testemunho
de sua própria vida.
Foram instituídos no ministério de catequista: Adeilma Gervázio,
da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Campina Grande; Claudete Dantas, da
Paróquia São Sebastião, em Picuí; Danielle Torquato, da Catedral, em Campina
Grande; Elpídio Beserra, da Paróquia São José, em Campina Grande; Jonnatah
Macedo, da Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Boqueirão; Leandro Rodrigues
de Souza, da Paróquia São Severino Bispo, em Nova Floresta; Maria de Carvalho
Dantas, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Campina Grande; Maria de
Lourdes Fernandes, da Paróquia São José, em Campina Grande; Maria do Socorro
Sarmento, da Paróquia Santíssima Trindade, em Campina Grande; Maria Lindailda
de Lima, da Paróquia São Pedro, em Caraúbas; Maria Lúcia Maciel, da Paróquia
Nossa Senhora de Fátima, em Campina Grande; Patrícia Emília, da Paróquia São
José, em Areial; Renato Gonçalves Suassuna, da Catedral, em Campina Grande; Tamires
Fablício, da Paróquia São João Batista, em Fagundes; Tereza Neuma, da Paróquia
São João Maria Vianney e São Sebastião, em Campina Grande; e Waleska de Brito,
da Paróquia Nossa Senhora das Mercês, em Cuité.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a imagem das chaves, presente na
Primeira Leitura e no Evangelho. O bispo destacou que, diante dos valores do
mundo, os cristãos são chamados a manter o coração ancorado no Céu e nas
verdadeiras alegrias.
“Muito mais do que interessante, chega a ser conveniente,
principalmente no mundo que apregoa tantos contra-valores aos filhos da Igreja
de Cristo. Tal conveniência já vem exposta pelo pedido que elevamos a Deus na
Oração de Coleta, porque a Igreja assim percebe tal necessidade: que, “[...] na
instabilidade deste mundo nossos corações estejam ancorados lá onde se
encontram as verdadeiras alegrias”; ou seja: ancorados estejam os nossos
corações no Céu”, destacou.
A Primeira Leitura apresenta Eliacim, escolhido para administrar o
palácio real. Diferente de Sobna, ele recebe a missão de cuidar do povo com
fidelidade. A chave da casa de Davi simboliza, assim, uma autoridade colocada a
serviço do bem.
“Sob a responsabilidade de Eliacim, estará o cuidado para com o
povo do Senhor, como governante fiel e realmente preocupado com os que lhe
serão confiados, de tal maneira que, sob sua direção, se sentirão seguros, ao
que o novo mordomo receberá a justa recompensa da parte de Deus. É que Deus
diz, por Isaías, acerca de Eliacim: “Eu o farei levar aos ombros a chave da
casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém
poderá abrir”, disse.
No Evangelho, Cristo entrega a Pedro as chaves do Reino dos Céus. Dom
Dulcênio destacou que esse poder se prolonga no ministério dos sucessores de
Pedro, dos bispos e dos presbíteros, especialmente no Sacramento da
Reconciliação, sinal da misericórdia e do perdão de Deus.
“Este poder das chaves em relação ao perdão dos pecadores
estende-se a partir do primado de Pedro e de seus legítimos sucessores ao
ministério dos bispos e presbíteros a ele unidos. De maneira que, no
confessionário, participando do múnus do poder das chaves entregues a Pedro, o
sacerdote - bispo ou presbítero - “liga ou desliga, não aos que são,
respectivamente, inocentes ou culpados, mas, por causa do seu ofício”, pregou.
Ao concluir, o bispo convidou os fiéis a permanecerem firmes na fé
e unidos à Igreja. Recordando o Papa Leão XIV, ressaltou a importância de
reconhecê-lo como Pai, Pastor e Mestre universal, permanecendo unidos a ele e,
sobretudo, a Cristo, Filho do Deus vivo.
“Assim como Pedro reconheceu Cristo “Filho do Deus vivo” (Mt
16,16), e, por isto foi o Apóstolo reconhecido pedra de edificação da Igreja
(cf. Mt 16,18), na voz do Sucessor de Pedro, Leão XIV, reconheçamos sempre o
Senhor, mas reconheçamos também o Papa como Pai, Pastor e Mestre universal,
unindo-nos a ele de espírito e coração”, findou.
Mensagem de Dom Dulcênio aos Catequistas
Dom Dulcênio agradeceu pela missão e destacou que catequizar é
mais do que transmitir ensinamentos: é ser sinal de Deus na vida dos irmãos.
“Os catequistas que aqui estão, instituídos ou não, são forças
vivas que ajudam os seus pastores na condução e na edificação da missão
salvífica de Jesus. Ser catequista não é simplesmente formar os outros, mas ser
sinal de Deus na vida dos irmãos”, destacou.
O bispo ressaltou que a missão exige dedicação, responsabilidade e
uma fé constantemente alimentada. Recordando São Domingos de Gusmão, convidou
os catequistas a contemplarem a fé e oferecerem aos outros aquilo que dela recebem.
“É preciso contemplar e oferecer aos outros o fruto dessa
contemplação. E vocês fazem isso. Como
catequistas, peço: se esforcem para continuar transmitindo aos que mais
necessitam as verdades da fé, mas nunca se esqueçam de se abastecer da mesma
fé. Afinal de contas, só se ama aquilo que se conhece”, frisou.
Ao concluir, Dom Dulcênio afirmou que o ministério é um
compromisso permanente e agradeceu pelo testemunho dos catequistas, que ajudam
a transformar vidas, despertar vocações e fortalecer famílias.
“Vocês podem não saber, mas Deus sabe quantas vidas já foram
transformadas através de vossas catequeses. Quantas vocações surgiram a partir
de vossas palavras. Quantas famílias foram restabelecidas com a ajuda de vocês.
Quantos que abandonaram a igreja e estão retornando graças a vocês”, disse.
Nos instantes finais, o Padre Jorge agradeceu a Deus pelo dom da
vida de cada catequista e a Dom Dulcênio, pela confiança depositada na Comissão
e por seu ministério de confirmação na fé.
Também agradeceu aos membros da Comissão, aos catequistas e às
paróquias e foranias que eles representam, destacando que esta é a segunda
turma da Diocese a receber o Ministério de Catequista.
O sacerdote ressaltou ainda a dedicação de homens e mulheres que
doam suas vidas à catequese em suas comunidades, contribuindo para transmitir e
fortalecer a fé.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral (Contribuição de Thais Fablício)


























