Em Fagundes, Bispo Preside Missa e Crisma Durante Novenário de São João Batista

Postado em 23/08/26 às 00:0311 minutos de leitura32 views

Com o tema “Ao mundo sedento de Deus, apontamos o Cordeiro”, a Paróquia de São João Batista, em Fagundes, celebra a festa de seu padroeiro. Iniciado no último dia 19 de agosto, o novenário prepara a comunidade para a solenidade de São João Batista, celebrada no dia 29 de agosto, quando a Igreja recorda o seu martírio.

São João Batista é reconhecido como o último dos profetas e o precursor de Jesus, aquele que veio preparar os caminhos do Senhor. Dentro desse itinerário de fé, a comunidade paroquial acolheu, neste sábado (22), o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a quarta noite do novenário.

A celebração também foi marcada pela administração do Sacramento da Crisma a 78 adultos, que estiveram acompanhados por padrinhos e familiares. A Igreja Matriz ficou repleta de fiéis, que participaram desse momento de graça e renovação da fé, vivenciado durante os festejos do padroeiro.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre Israel Pedro, que acolheu Dom Dulcênio e, ao final da celebração, agradeceu pela presença e pela presidência da Eucaristia, destacando também o gesto de confirmar na fé os crismandos. O sacerdote acolheu ainda os jovens, seus familiares, padrinhos e toda a comunidade que participou da quarta noite do novenário.

Em sua mensagem, Dom Dulcênio agradeceu e parabenizou o Padre Israel pela caminhada realizada junto aos irmãos da comunidade, reconhecendo o trabalho desenvolvido à frente da paróquia. O Bispo também parabenizou toda a comunidade de Fagundes pela vivacidade da fé e pelo empenho na caminhada pastoral, especialmente pelo trabalho realizado em conjunto com o sacerdote nas reformas da Igreja Matriz.

Ao final, Dom Dulcênio exortou os fiéis a continuarem firmes nesse serviço, fortalecendo a comunhão, a participação e o compromisso com a vida da Igreja, para que a comunidade siga testemunhando o Evangelho e apontando, a exemplo de São João Batista, para Cristo, o Cordeiro de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre os planos de Deus, que muitas vezes ultrapassam a compreensão humana. A escolha de Simão Pedro, um homem simples, revela que Deus age por caminhos surpreendentes e confia grandes missões a pessoas que, aos olhos humanos, poderiam não ser as mais preparadas.

“Jesus poderia ter escolhido alguém que estivesse fora do Colégio dos Doze, destacável pela erudição, pela piedade ou outro motivo. Mas, não: constituiu Simão por sumo pontífice, ostiário dos bens do Céu; fez-lhe Pedra da Igreja, cognominando-lhe ‘Pedro’. Porque, como disse Paulo (agora escrevendo aos coríntios a sua primeira carta): “O que é estulto [loucura] no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes” (1,27)”, refletiu.

O bispo destacou que a vocação nasce da iniciativa de Deus, que transforma limitações em instrumentos para sua obra. Pedro, mesmo com suas fraquezas, foi chamado a ser pedra da Igreja, mostrando que a perfeição não é condição para o chamado.

“Creio que, assim como Pedro, com as nossas fraquezas, tentações e infidelidades, insucessos em corresponder a Deus integralmente, faz-nos sentir certa inquietação e, por vezes, desconforto diante da nossa eleição por parte do Senhor.  Acerca desta iniciativa divina em querer-nos, o próprio Cristo afirma aos Seus na noite da despedida, na Quinta-Feira Santa: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16)”, destacou.

Dom Dulcênio lembrou ainda que ser escolhido por Deus significa assumir a missão de produzir frutos. Mesmo diante de quedas e dificuldades, o cristão é chamado a confiar na eleição divina e permitir que Deus atue por meio de sua vida.

“Não devemos perguntar a Deus, depreciadamente, em nossas orações e colóquios de amor, “por que eu, Senhor?”, e sim termos a consciência de que, escolhidos por Ele, somos chamados para, numa superação de nossas próprias mazelas e empecilhos no corresponder-Lhe (ainda que fracassemos nalgumas ocasiões), somos instrumentos Seus para a frutificação no mundo. Assim, por nós, os frutos de Deus”, disse.

A trajetória de Pedro, segundo o bispo, confirma a fidelidade de Deus, que lapida e transforma aqueles que acolhem sua vontade. Por isso, a reflexão convidou os fiéis a não questionarem apenas “por que eu?”, mas a reconhecerem o chamado e permitirem que Deus realize sua obra em cada um.

“Deus sabe o que faz: eis outro ditado popular; ou o que diz a Escritura: “O Senhor jurou, não se arrependerá” (Sl 110,4). Foi confiando, ainda que com percalços, na fidelidade da eleição divina, que Simão foi constituído pedra; e esta, de bruta à lapidada, valiosa; Pedro a quem o Cristo “fez dele o senhor de sua casa [de sua Igreja], e de todos os seus bens o despenseiro” (Sl 104,21). Permitamos que Deus faça a Sua obra em nós e por nós”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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