Em Fagundes, Bispo Preside Missa e Crisma Durante Novenário de São João Batista
Com o tema “Ao mundo sedento de Deus, apontamos o Cordeiro”, a
Paróquia de São João Batista, em Fagundes, celebra a festa de seu padroeiro.
Iniciado no último dia 19 de agosto, o novenário prepara a comunidade para a
solenidade de São João Batista, celebrada no dia 29 de agosto, quando a Igreja
recorda o seu martírio.
São João Batista é reconhecido como o último dos profetas e o
precursor de Jesus, aquele que veio preparar os caminhos do Senhor. Dentro
desse itinerário de fé, a comunidade paroquial acolheu, neste sábado (22), o
Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a quarta noite do
novenário.
A celebração também foi marcada pela administração do Sacramento
da Crisma a 78 adultos, que estiveram acompanhados por padrinhos e familiares.
A Igreja Matriz ficou repleta de fiéis, que participaram desse momento de graça
e renovação da fé, vivenciado durante os festejos do padroeiro.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre
Israel Pedro, que acolheu Dom Dulcênio e, ao final da celebração, agradeceu
pela presença e pela presidência da Eucaristia, destacando também o gesto de
confirmar na fé os crismandos. O sacerdote acolheu ainda os jovens, seus
familiares, padrinhos e toda a comunidade que participou da quarta noite do
novenário.
Em sua mensagem, Dom Dulcênio agradeceu e parabenizou o Padre
Israel pela caminhada realizada junto aos irmãos da comunidade, reconhecendo o
trabalho desenvolvido à frente da paróquia. O Bispo também parabenizou toda a
comunidade de Fagundes pela vivacidade da fé e pelo empenho na caminhada
pastoral, especialmente pelo trabalho realizado em conjunto com o sacerdote nas
reformas da Igreja Matriz.
Ao final, Dom Dulcênio exortou os fiéis a continuarem firmes nesse
serviço, fortalecendo a comunhão, a participação e o compromisso com a vida da
Igreja, para que a comunidade siga testemunhando o Evangelho e apontando, a
exemplo de São João Batista, para Cristo, o Cordeiro de Deus.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre os planos de Deus, que muitas vezes
ultrapassam a compreensão humana. A escolha de Simão Pedro, um homem simples,
revela que Deus age por caminhos surpreendentes e confia grandes missões a
pessoas que, aos olhos humanos, poderiam não ser as mais preparadas.
“Jesus poderia ter escolhido alguém que estivesse fora do Colégio
dos Doze, destacável pela erudição, pela piedade ou outro motivo. Mas, não:
constituiu Simão por sumo pontífice, ostiário dos bens do Céu; fez-lhe Pedra da
Igreja, cognominando-lhe ‘Pedro’. Porque, como disse Paulo (agora escrevendo
aos coríntios a sua primeira carta): “O que é estulto [loucura] no mundo, Deus
o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu
para confundir os fortes” (1,27)”, refletiu.
O bispo destacou que a vocação nasce da iniciativa de Deus, que
transforma limitações em instrumentos para sua obra. Pedro, mesmo com suas
fraquezas, foi chamado a ser pedra da Igreja, mostrando que a perfeição não é
condição para o chamado.
“Creio que, assim como Pedro, com as nossas fraquezas, tentações e
infidelidades, insucessos em corresponder a Deus integralmente, faz-nos sentir
certa inquietação e, por vezes, desconforto diante da nossa eleição por parte
do Senhor. Acerca desta iniciativa
divina em querer-nos, o próprio Cristo afirma aos Seus na noite da despedida,
na Quinta-Feira Santa: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e
vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo
15,16)”, destacou.
Dom Dulcênio lembrou ainda que ser escolhido por Deus significa
assumir a missão de produzir frutos. Mesmo diante de quedas e dificuldades, o
cristão é chamado a confiar na eleição divina e permitir que Deus atue por meio
de sua vida.
“Não devemos perguntar a Deus, depreciadamente, em nossas orações
e colóquios de amor, “por que eu, Senhor?”, e sim termos a consciência de que,
escolhidos por Ele, somos chamados para, numa superação de nossas próprias
mazelas e empecilhos no corresponder-Lhe (ainda que fracassemos nalgumas
ocasiões), somos instrumentos Seus para a frutificação no mundo. Assim, por
nós, os frutos de Deus”, disse.
A trajetória de Pedro, segundo o bispo, confirma a fidelidade de
Deus, que lapida e transforma aqueles que acolhem sua vontade. Por isso, a
reflexão convidou os fiéis a não questionarem apenas “por que eu?”, mas a
reconhecerem o chamado e permitirem que Deus realize sua obra em cada um.
“Deus sabe o que faz: eis outro ditado popular; ou o que diz a
Escritura: “O Senhor jurou, não se arrependerá” (Sl 110,4). Foi confiando,
ainda que com percalços, na fidelidade da eleição divina, que Simão foi
constituído pedra; e esta, de bruta à lapidada, valiosa; Pedro a quem o Cristo
“fez dele o senhor de sua casa [de sua Igreja], e de todos os seus bens o
despenseiro” (Sl 104,21). Permitamos que Deus faça a Sua obra em nós e por
nós”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial











































