Dia do Padre: Celebração Marca o Centenário de Dom Luís Gonzaga Fernandes e a Instituição de Ministérios

Postado em 04/08/26 às 18:1210 minutos de leitura30 views

A memória litúrgica de São João Maria Vianney, patrono dos sacerdotes, reuniu o presbitério da Diocese de Campina Grande na manhã desta segunda-feira, 4, no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, para a celebração da Santa Missa em ação de graças pelo Dia do Padre. Presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, a celebração também recordou o centenário de nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes, quarto bispo da Diocese de Campina Grande, além de ser marcada pela instituição dos ministérios de Acólito e de Leitor a seminaristas em formação.

A celebração reuniu também diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas e fiéis, que se uniram em oração por todos os presbíteros da Diocese. Também concelebrou a Eucaristia Dom Genival Saraiva de França, Bispo Emérito de Palmares (PE), paraibano e ordenado bispo por Dom Luís Gonzaga Fernandes. Coube a ele proferir a homilia, na qual destacou São João Maria Vianney como modelo de santidade sacerdotal e recordou o legado espiritual e pastoral de Dom Luís, cuja vida foi marcada pela fidelidade ao Evangelho, pela formação de novos sacerdotes e pelo amor à Igreja.

Durante a Santa Missa, receberam o ministério de Acólito os seminaristas Rafael Domingos e Victor Severino. Também foram instituídos no ministério de Leitor os seminaristas Gabriel, Wagner, Fagner, Douglas, Vinícius, Joilton e Jailson Júnior. A instituição dos ministérios representa mais uma etapa no caminho formativo dos futuros sacerdotes, fortalecendo seu compromisso com o serviço ao altar, à Palavra de Deus e à missão da Igreja.

Ao final da celebração, o Vigário Geral da Diocese, Padre Luciano Guedes, recordou que a decisão de Dom Luís de reabrir o Seminário Diocesano continua produzindo frutos concretos. Segundo ele, a presença dos sacerdotes reunidos naquela celebração e a instituição dos novos ministérios são sinais visíveis da fecundidade daquele gesto de coragem e visão pastoral, que garantiu a continuidade da formação sacerdotal na Diocese.

Já Dom Dulcênio homenageou os sacerdotes aniversariantes de ordenação presbiteral, agradecendo pelo testemunho, pela dedicação ao povo de Deus e pela comunhão vivida com o bispo e com todo o presbitério. Por fim, exortou todos os padres a permanecerem fiéis à vocação recebida, renovando diariamente o desejo de serem, como a Igreja reza em cada celebração eucarística, "santos e dedicados pastores do povo cristão".

Homilia de Dom Genival

Dom Genival uniu a memória de São João Maria Vianney à celebração dos 100 anos de nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes, destacando ambos como exemplos de santidade, fidelidade e entrega ao serviço da Igreja.

Iniciou ressaltando o Seminário Diocesano como lugar privilegiado de formação das vocações e de cultivo da vida espiritual.

“Por sua natureza, o Seminário é lugar de cultivo da santidade. Como no passado, Deus continua nos dizendo: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’... Por isso, todos os fiéis cristãos são convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado." A história das vocações demonstra que a resposta dos vocacionados, em relação à santidade, é um sim decidido à vontade de Deus a seu respeito”, ressaltou.

Ao dirigir-se aos sacerdotes, recordou que o Cura d'Ars continua sendo modelo de simplicidade, humildade e dedicação pastoral. Enfatizou a importância da comunhão entre os presbíteros e com o bispo, da vigilância espiritual e da vivência fraterna.

“Como seria edificante para as pessoas se fôssemos vistos como sacerdotes humanos, simples, humildes, pequenos, frágeis, dóceis, generosos, dedicados. Precisamos nos ver nessa tríplice direção: a própria individualidade, o relacionamento efetivo/afetivo com o bispo e a convivência no presbitério diocesano. Os presbíteros só podem exercer seu ministério na dependência do Bispo e em comunhão com ele." Ao sermos ordenados presbíteros nós nos tornamos "colaboradores da ordem episcopal", disse.

Sobre Dom Luís, destacou seu legado como pastor, formador e comunicador, lembrando especialmente sua decisão de reabrir o Seminário Diocesano, iniciativa que fortaleceu as vocações e a missão evangelizadora da Diocese de Campina Grande.

“Aqui estamos nesta celebração na hoje Matriz de São João Maria Vianney graças à lucidez e determinação de Dom Luís Fernandes de reabrir o Seminário do Alto Branco, depois de vários anos de interrupção de seu funcionamento, com o status de Seminário Maior, em 1999, na comemoração do Cinquentenário de criação e instalação canônica da Diocese de Campina Grande. Nós que participamos do processo de reabertura do Seminário, entendemos, hoje, bem melhor, o acerto de sua decisão”, destacou.

Ao concluir, Dom Genival convidou os fiéis a agradecer pelo testemunho de Dom Luís e pelo dom do sacerdócio, renovando o compromisso de seguir Cristo com fidelidade, a exemplo de São João Maria Vianney.

“Ao reverenciarmos sua memória, na comemoração dos cem anos de seu nascimento, no próximo dia 24 de agosto, nós que convivemos com ele e os que não o conheceram, rendemos graças ao Senhor pelo dom de sua vida e pela graça de seu ministério como bispo de Campina Grande”, concluiu.



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