Dia do Padre: Celebração Marca o Centenário de Dom Luís Gonzaga Fernandes e a Instituição de Ministérios
A memória litúrgica de São João Maria Vianney, patrono dos
sacerdotes, reuniu o presbitério da Diocese de Campina Grande na manhã desta segunda-feira,
4, no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, para a celebração da Santa
Missa em ação de graças pelo Dia do Padre. Presidida pelo Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, a celebração também recordou o centenário de
nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes, quarto bispo da Diocese de Campina
Grande, além de ser marcada pela instituição dos ministérios de Acólito e de
Leitor a seminaristas em formação.
A celebração reuniu também diáconos, seminaristas, religiosos,
religiosas e fiéis, que se uniram em oração por todos os presbíteros da
Diocese. Também concelebrou a Eucaristia Dom Genival Saraiva de França, Bispo Emérito
de Palmares (PE), paraibano e ordenado bispo por Dom Luís Gonzaga Fernandes.
Coube a ele proferir a homilia, na qual destacou São João Maria Vianney como
modelo de santidade sacerdotal e recordou o legado espiritual e pastoral de Dom
Luís, cuja vida foi marcada pela fidelidade ao Evangelho, pela formação de
novos sacerdotes e pelo amor à Igreja.
Durante a Santa Missa, receberam o ministério de Acólito os
seminaristas Rafael Domingos e Victor Severino. Também foram instituídos no
ministério de Leitor os seminaristas Gabriel, Wagner, Fagner, Douglas,
Vinícius, Joilton e Jailson Júnior. A instituição dos ministérios representa
mais uma etapa no caminho formativo dos futuros sacerdotes, fortalecendo seu
compromisso com o serviço ao altar, à Palavra de Deus e à missão da Igreja.
Ao final da celebração, o Vigário Geral da Diocese, Padre Luciano
Guedes, recordou que a decisão de Dom Luís de reabrir o Seminário Diocesano
continua produzindo frutos concretos. Segundo ele, a presença dos sacerdotes
reunidos naquela celebração e a instituição dos novos ministérios são sinais
visíveis da fecundidade daquele gesto de coragem e visão pastoral, que garantiu
a continuidade da formação sacerdotal na Diocese.
Já Dom Dulcênio homenageou os sacerdotes aniversariantes de
ordenação presbiteral, agradecendo pelo testemunho, pela dedicação ao povo de
Deus e pela comunhão vivida com o bispo e com todo o presbitério. Por fim,
exortou todos os padres a permanecerem fiéis à vocação recebida, renovando
diariamente o desejo de serem, como a Igreja reza em cada celebração
eucarística, "santos e dedicados pastores do povo cristão".
Homilia de Dom Genival
Dom Genival uniu a memória de São João Maria Vianney à celebração
dos 100 anos de nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes, destacando ambos como
exemplos de santidade, fidelidade e entrega ao serviço da Igreja.
Iniciou ressaltando o Seminário Diocesano como lugar privilegiado
de formação das vocações e de cultivo da vida espiritual.
“Por sua natureza, o Seminário é lugar de cultivo da santidade.
Como no passado, Deus continua nos dizendo: ‘Sejam santos, porque eu sou
santo’... Por isso, todos os fiéis cristãos são convidados e obrigados a
procurar a santidade e a perfeição do próprio estado." A história das
vocações demonstra que a resposta dos vocacionados, em relação à santidade, é
um sim decidido à vontade de Deus a seu respeito”, ressaltou.
Ao dirigir-se aos sacerdotes, recordou que o Cura d'Ars continua
sendo modelo de simplicidade, humildade e dedicação pastoral. Enfatizou a
importância da comunhão entre os presbíteros e com o bispo, da vigilância
espiritual e da vivência fraterna.
“Como seria edificante para as pessoas se fôssemos vistos como
sacerdotes humanos, simples, humildes, pequenos, frágeis, dóceis, generosos,
dedicados. Precisamos nos ver nessa tríplice direção: a própria
individualidade, o relacionamento efetivo/afetivo com o bispo e a convivência
no presbitério diocesano. Os presbíteros só podem exercer seu ministério na
dependência do Bispo e em comunhão com ele." Ao sermos ordenados
presbíteros nós nos tornamos "colaboradores da ordem episcopal",
disse.
Sobre Dom Luís, destacou seu legado como pastor, formador e
comunicador, lembrando especialmente sua decisão de reabrir o Seminário
Diocesano, iniciativa que fortaleceu as vocações e a missão evangelizadora da
Diocese de Campina Grande.
“Aqui estamos nesta celebração na hoje Matriz de São João Maria
Vianney graças à lucidez e determinação de Dom Luís Fernandes de reabrir o
Seminário do Alto Branco, depois de vários anos de interrupção de seu
funcionamento, com o status de Seminário Maior, em 1999, na comemoração do
Cinquentenário de criação e instalação canônica da Diocese de Campina Grande.
Nós que participamos do processo de reabertura do Seminário, entendemos, hoje,
bem melhor, o acerto de sua decisão”, destacou.
Ao concluir, Dom Genival convidou os fiéis a agradecer pelo
testemunho de Dom Luís e pelo dom do sacerdócio, renovando o compromisso de
seguir Cristo com fidelidade, a exemplo de São João Maria Vianney.
“Ao reverenciarmos sua memória, na comemoração dos cem anos de seu
nascimento, no próximo dia 24 de agosto, nós que convivemos com ele e os que
não o conheceram, rendemos graças ao Senhor pelo dom de sua vida e pela graça
de seu ministério como bispo de Campina Grande”, concluiu.







































