Agosto, Mês Vocacional: Dom Dulcênio Preside Missa na Paróquia São Sebastião, no Alto Branco
A Igreja no Brasil deu início, neste domingo, 2 de agosto, ao Mês
Vocacional, tempo em que intensifica as orações pelas vocações e reflete sobre
os diversos chamados de Deus. Neste primeiro domingo de agosto, dedicado às
vocações dos ministros ordenados - diáconos, padres e bispos, Dom Dulcênio
Fontes de Matos presidiu a Santa Missa na Igreja Matriz de São Sebastião, no
bairro Alto Branco, em Campina Grande.
A celebração foi concelebrada pelo Pároco da comunidade e reitor
do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, Padre Leandro Márcio, e
assistida pelo diácono Antônio Brito, contando ainda com a participação dos
seminaristas e fiéis. Reunida no Dia do Senhor, a comunidade paroquial elevou
suas preces pelas vocações, agradecendo pelos ministros já chamados e
suplicando ao Senhor que continue suscitando novos operários para a sua messe.
Ao final da celebração, Dom Dulcênio e o Padre Leandro receberam
uma emocionante homenagem preparada pelas crianças da catequese da paróquia, em
reconhecimento ao testemunho e à dedicação de seus ministérios. Emocionado, o
bispo agradeceu o carinho da comunidade e afirmou ser profundamente feliz por
sua vocação sacerdotal e episcopal, destacando a alegria de servir à Diocese de
Campina Grande.
Dom Dulcênio recordou ainda que as vocações são frutos da oração
perseverante do povo de Deus e ressaltou, com gratidão, que o Seminário
Diocesano conta atualmente com 43 seminaristas em processo de formação. Ao
concluir, exortou os fiéis a permanecerem rezando pelas vocações, para que sejam
santos e dedicados pastores do povo de Deus.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que o Evangelho da multiplicação dos pães e
dos peixes ensina que a oração sustenta a missão cristã. Ao recordar o
recolhimento de Jesus após a morte de João Batista, afirmou que a intimidade
com o Pai prepara o discípulo para servir aos irmãos.
“A oração é a resposta e o preâmbulo do agir cristão. Estando com
Deus, entregamos-Lhe as nossas dificuldades - é bem verdade -, mas, igualmente,
nos devemos comprometer com Ele; com Ele que Se esconde no irmão, no sofredor,
para o qual, a partir da nossa oração, devemos ter os olhos atentos. Assim, a
religião cristã distingue-se pela caridade para com Deus e para os semelhantes”,
destacou.
Na sequência, ressaltou que a verdadeira espiritualidade leva à
compaixão e ao compromisso com quem sofre. Assim como Cristo acolheu a
multidão, curou os doentes e alimentou os famintos, também os cristãos são
chamados a transformar a oração em gestos concretos.
“Devemos aprender de Jesus e deixar-nos mover pela compaixão,
curando (no sentido de cuidar) aqueles que se nos interpelam. E, para tanto,
chama-nos à responsabilidade, principalmente quando as tentações da impotência
ou do comodismos batem à nossa porta. “Eles na?o precisam ir embora. Dai-lhes
vo?s mesmos de comer!” (Mt 14,16). Porém, todo bem que o homem faz na sua sincera
capacidade, somente é possível porque Deus é o seu autor”, disse.
Ao comentar o convite de Jesus: "Dai-lhes vós mesmos de
comer", Dom Dulcênio afirmou que Deus deseja agir por meio das mãos dos
seus discípulos. Confiando na providência divina, cada fiel é chamado a
colaborar na construção de um mundo mais fraterno e solidário.
“Percebemos a pedagogia de Jesus, ao querer utilizar-Se de nossas
mãos como transportadoras de Sua providência sempre certa: “[...] deu [os pães]
aos disci?pulos. Os disci?pulos os distribui?ram a?s multido?es” (Mt 14,19).
Por isso, bem diz a Igreja, quando do Concílio Vaticano II, no Decreto Ad
Gentes, sobre a atividade missionária da Igreja (porque sermos instrumentos da
providência divina é expressão da nossa missão cristã)”, pregou.
Por fim, o bispo exortou os fiéis a serem sinais da providência de
Deus na vida das pessoas, especialmente dos mais necessitados. Cada gesto de
generosidade torna visível o amor de Deus e anuncia, de forma concreta, a
presença do seu Reino.
“Conscientizemo-nos, pois, de que, com nossas mãos e ações, Deus
quer falar do Seu amor, do Seu cuidado gratuito para com todos: “vinde e comei,
vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga” (Is 55,1).
Sejamos expressões da divina providência, especialmente nas vidas daqueles que
esperam um socorro, nos modos mais variados que isto pode acontecer”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Aline Candido























