Agosto, Mês Vocacional: Dom Dulcênio Preside Missa na Paróquia São Sebastião, no Alto Branco

Postado em 02/08/26 às 16:377 minutos de leitura64 views

A Igreja no Brasil deu início, neste domingo, 2 de agosto, ao Mês Vocacional, tempo em que intensifica as orações pelas vocações e reflete sobre os diversos chamados de Deus. Neste primeiro domingo de agosto, dedicado às vocações dos ministros ordenados - diáconos, padres e bispos, Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a Santa Missa na Igreja Matriz de São Sebastião, no bairro Alto Branco, em Campina Grande.

A celebração foi concelebrada pelo Pároco da comunidade e reitor do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, Padre Leandro Márcio, e assistida pelo diácono Antônio Brito, contando ainda com a participação dos seminaristas e fiéis. Reunida no Dia do Senhor, a comunidade paroquial elevou suas preces pelas vocações, agradecendo pelos ministros já chamados e suplicando ao Senhor que continue suscitando novos operários para a sua messe.

Ao final da celebração, Dom Dulcênio e o Padre Leandro receberam uma emocionante homenagem preparada pelas crianças da catequese da paróquia, em reconhecimento ao testemunho e à dedicação de seus ministérios. Emocionado, o bispo agradeceu o carinho da comunidade e afirmou ser profundamente feliz por sua vocação sacerdotal e episcopal, destacando a alegria de servir à Diocese de Campina Grande.

Dom Dulcênio recordou ainda que as vocações são frutos da oração perseverante do povo de Deus e ressaltou, com gratidão, que o Seminário Diocesano conta atualmente com 43 seminaristas em processo de formação. Ao concluir, exortou os fiéis a permanecerem rezando pelas vocações, para que sejam santos e dedicados pastores do povo de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que o Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes ensina que a oração sustenta a missão cristã. Ao recordar o recolhimento de Jesus após a morte de João Batista, afirmou que a intimidade com o Pai prepara o discípulo para servir aos irmãos.

“A oração é a resposta e o preâmbulo do agir cristão. Estando com Deus, entregamos-Lhe as nossas dificuldades - é bem verdade -, mas, igualmente, nos devemos comprometer com Ele; com Ele que Se esconde no irmão, no sofredor, para o qual, a partir da nossa oração, devemos ter os olhos atentos. Assim, a religião cristã distingue-se pela caridade para com Deus e para os semelhantes”, destacou.

Na sequência, ressaltou que a verdadeira espiritualidade leva à compaixão e ao compromisso com quem sofre. Assim como Cristo acolheu a multidão, curou os doentes e alimentou os famintos, também os cristãos são chamados a transformar a oração em gestos concretos.

“Devemos aprender de Jesus e deixar-nos mover pela compaixão, curando (no sentido de cuidar) aqueles que se nos interpelam. E, para tanto, chama-nos à responsabilidade, principalmente quando as tentações da impotência ou do comodismos batem à nossa porta. “Eles na?o precisam ir embora. Dai-lhes vo?s mesmos de comer!” (Mt 14,16). Porém, todo bem que o homem faz na sua sincera capacidade, somente é possível porque Deus é o seu autor”, disse.

Ao comentar o convite de Jesus: "Dai-lhes vós mesmos de comer", Dom Dulcênio afirmou que Deus deseja agir por meio das mãos dos seus discípulos. Confiando na providência divina, cada fiel é chamado a colaborar na construção de um mundo mais fraterno e solidário.

“Percebemos a pedagogia de Jesus, ao querer utilizar-Se de nossas mãos como transportadoras de Sua providência sempre certa: “[...] deu [os pães] aos disci?pulos. Os disci?pulos os distribui?ram a?s multido?es” (Mt 14,19). Por isso, bem diz a Igreja, quando do Concílio Vaticano II, no Decreto Ad Gentes, sobre a atividade missionária da Igreja (porque sermos instrumentos da providência divina é expressão da nossa missão cristã)”, pregou.

Por fim, o bispo exortou os fiéis a serem sinais da providência de Deus na vida das pessoas, especialmente dos mais necessitados. Cada gesto de generosidade torna visível o amor de Deus e anuncia, de forma concreta, a presença do seu Reino.

“Conscientizemo-nos, pois, de que, com nossas mãos e ações, Deus quer falar do Seu amor, do Seu cuidado gratuito para com todos: “vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga” (Is 55,1). Sejamos expressões da divina providência, especialmente nas vidas daqueles que esperam um socorro, nos modos mais variados que isto pode acontecer”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Aline Candido 



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