XVII Domingo do Tempo Comum: Dom Dulcênio Entroniza Imagem de São Miguel na Catedral e Encerra Festa de Sant'Ana em Lagoa Nova
Celebrando o 17º Domingo do Tempo Comum, Dom Dulcênio Fontes de
Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, presidiu, na manhã deste domingo, a
Santa Missa na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A celebração
foi marcada por um momento especial para a Igreja Particular: a bênção e a
entronização da imagem de São Miguel Arcanjo.
A imagem de São Miguel Arcanjo, doada pela Paróquia da Santíssima
Trindade, em Campina Grande, foi abençoada por Dom Dulcênio e, em seguida,
entronizada em local permanente na Catedral. Durante a celebração, o Pároco da
Catedral, Padre Luciano Guedes, recordou que a Diocese de Campina Grande foi
consagrada a São Miguel Arcanjo no último dia 17 de fevereiro, destacando o
significado da presença do Arcanjo na igreja-mãe da Diocese. Na ocasião, também
agradeceu à Paróquia da Santíssima Trindade, na pessoa do Padre Jorge
Rodrigues, pela generosa doação da imagem. Padre Luciano recordou que a imagem
de São Miguel já integrou o acervo da Catedral nos seus primórdios e, agora,
retorna definitivamente à igreja.
A Santa Missa também foi celebrada em ação de graças pela memória
litúrgica de Sant'Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria e avós de Jesus. Em sua
saudação, Dom Dulcênio convidou toda a comunidade a rezar pelos avós, pelos
idosos e pelos enfermos, ressaltando o compromisso da Diocese com o cuidado aos
mais experientes, recordando, entre outros sinais concretos, a Residência
Sacerdotal, que acolhe os presbíteros idosos e enfermos. A celebração também
contou com a presença do vigário paroquial, Padre Mércio, com a assistência
litúrgica do diácono Anderson e dos seminaristas.
Homilia
As parábolas deste domingo mostram que o Reino de Deus é o maior
tesouro que o ser humano pode encontrar.
Em sua homilia, Dom Dulcênio destacou que Jesus convida os fiéis a
colocarem Deus acima de todas as coisas, pois somente n'Ele a vida encontra seu
verdadeiro sentido e valor.
“Hoje, com as quatro últimas parábolas, explicita-nos como é
válido e recompensador ter o Reino de Deus em altíssima conta, em
primordialidade na vida humana. Ter o Reino como primordial, como sentido único
do existir humano, faz-me recordar de um imperativo deixado pelo Senhor no
Sermão das Bem-Aventuranças: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua
justiça, e todas [as] coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6,33)”, destacou.
O bispo ressaltou o exemplo de Salomão, que pediu a Deus um
coração sábio para discernir o bem. Da mesma forma, os cristãos são chamados a
reconhecer o que é essencial, sem permitir que as preocupações e os bens
passageiros ocupem o lugar que pertence ao Reino de Deus.
“Um coração compreensivo, capaz de discernir… Creio que este
anseio deva ser de todos nós, principalmente diante de tantas coisas que se nos
apresentam, furtando a nossa atenção daquilo que deve ser essencial, e, por sê-lo,
deveria ser o objeto único de nossos esforços (até porque, para consegui-lo,
Deus nos concede a Sua graça): o Reino dos Céus”, pregou.
A reflexão também recordou que muitos se desgastam na busca por
riquezas e prestígio, enquanto o Evangelho ensina que o verdadeiro tesouro é
aquilo que permanece para sempre. Quem coloca Deus em primeiro lugar aprende a
confiar na sua providência.
“Se nos empenhássemos pelo Reino de Deus, por aquilo que é Dele,
com o mesmo ou superior afinco com que buscamos o sustento do corpo ou as
benesses do mundo… Eu, particularmente, nunca vi ninguém brigando para
conseguir o que é para todos, o que quer a todos comportar: o Reino de Deus,
representado, na terceira parábola pela “rede lançada ao mar e que apanha
peixes de todo tipo” (Mt 13,47). Já pelas coisas do mundo, do reino temporal,
quantas brigas, competições, ódio e rivalidade”, refletiu.
Ao concluir, Dom Dulcênio recordou as palavras de Jesus:
"Onde está o teu tesouro, aí também estará o teu coração". O convite
foi para que cada fiel examine onde tem colocado seus esforços e renove o
compromisso de buscar, antes de tudo, o Reino de Deus.
“O problema não é ter um coração apegado, mas apegado a quê… Discernir
para saber onde estamos. Isso já nos havia alertado Jesus, também no Sermão das
Bem-Aventuranças: “Onde está o teu tesouro, aí também o teu coração” (Mt 6,21).
Empenhemo-nos, pois, pelo Reino de Deus. Estanquemos nele o nosso coração, a
nossa existência”, findou.
Missa Solene de Sant’Ana e São Joaquim, em Alagoa Nova
À tarde, o Bispo Diocesano seguiu para a cidade de Alagoa Nova,
onde presidiu a Santa Missa Solene de encerramento da Festa de Sant'Ana,
padroeira da paróquia. A Igreja Matriz recebeu centenas de fiéis das
comunidades, pastorais, movimentos e serviços, que, após nove dias de preparação
espiritual, reuniram-se para celebrar a grande festa da padroeira.
No início da celebração, Dom Dulcênio voltou a exortar os fiéis a
oferecerem no altar do Senhor suas intenções pelos avós e idosos, em sintonia
com a celebração litúrgica da Igreja. Ao final da Missa, agradeceu pela
acolhida e parabenizou a comunidade paroquial pelo testemunho de fé e
participação. A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Flávio, pelo
vigário paroquial, Padre Adeildo Ferreira, e pelo neossacerdote Padre Mayke
Everson, que atualmente auxilia na paróquia e será empossado, na próxima
semana, como Administrador Paroquial da Paróquia São José, em Areial. Diáconos
e seminaristas também participaram da celebração.
Encerrando os festejos, os fiéis saíram em procissão pelas ruas de
Alagoa Nova conduzindo as imagens de Sant'Ana e São Joaquim, testemunhando a
devoção da comunidade e concluindo mais uma edição da tradicional festa da
padroeira do município e da paróquia.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que os pais da Virgem Maria estavam entre os
justos que esperavam o cumprimento das promessas de Deus. Escolhidos para gerar
a Mãe do Salvador, viveram uma fé perseverante, preparando, no seio da família,
o caminho para a vinda de Cristo ao mundo.
"Ana e Joaquim pertenciam ao grupo daqueles judeus piedosos
que esperavam a Consolação de Israel. E, precisamente, a eles foi dada uma
tarefa especial na história da salvação: foram escolhidos por Deus para gerar a
Imaculada, que, por sua vez, seria chamada a gerar o Filho de Deus, nosso
Senhor Jesus Cristo”, destacou.
Dom Dulcênio ressaltou ainda que Santa Ana foi a primeira
educadora da Virgem Maria, transmitindo-lhe o amor à Palavra de Deus e os
valores da fé. Assim, recordou que foi no seio dessa família santa que Maria
aprendeu a viver sua missão.
“Podemos imaginar, meus irmãos, quando receberam dela estes pais, ao
mesmo tempo que cumpriam o seu dever de educadores, a imagem da nossa padroeira
faz-nos intuir algo daquele que pode ter sido um relacionamento entre Sant’Ana
e Maria. Também no que se refere a palavra de Deus revelada, mãe e filha
estavam Unidas, não apenas por laços familiares, mas também pela comum
expectativa do cumprimento das promessas”.
O bispo lamentou a fragilidade de muitas famílias e recordou que
os mais velhos têm a missão de transmitir às novas gerações os valores da fé,
da moral cristã e da perseverança.
"Com a sua própria presença, a pessoa idosa recorda a todos,
especialmente aos jovens, que a vida exige referência a valores sólidos e
profundos. Os idosos devem manifestar às novas gerações a beleza da fé, da
fidelidade às leis divinas e da moral conjugal”, pregou.
Concluindo, Dom Dulcênio afirmou que celebrar Santa Ana e São
Joaquim é renovar o compromisso com a família cristã. Confiando todas as
famílias à intercessão dos padroeiros, pediu que seu exemplo fortaleça a fé, a
esperança e o amor nos lares.
“Festejar Sant’Ana e São Joaquim é celebrar a vida de família. Vocês
estão aqui hoje celebrando a vida de vocês, a vida da família de vocês, porque
nós temos como herança Joaquim, Ana e a Sagrada Família: Jesus Maria e José. Irmãos,
termino dizendo que Santa Ana e São Joaquim, nos seus exemplos de Esperança e
fidelidade a Deus e a sua família bendita, continue inspirando os valores desta
nossa querida paróquia dedicada a Sant’Ana”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom (catedral e Paróquia de Alagoa Nova)



















































