Dom Dulcênio Preside a Oitava Noite do Novenário de São Cristóvão em Campina Grande
Sob o tema "São Cristóvão, inspirai-nos a conduzir
Cristo", a comunidade paroquial vive dias de fé e preparação para a festa
do seu padroeiro.
A Paróquia São Cristóvão, localizada no bairro do Centenário, em
Campina Grande, segue celebrando com grande fervor a festa de seu padroeiro.
Tendo como tema "São Cristóvão, inspirai-nos a conduzir Cristo", a
comunidade paroquial reúne diariamente os fiéis para o novenário, momento de
renovação da fé.
Ao longo das noites festivas, a paróquia tem acolhido diversos
sacerdotes convidados para a presidência da Santa Eucaristia. E nesta noite de
sábado, 25, a comunidade recebeu o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa da oitava noite do
novenário. A celebração foi concelebrada pelo Padre Luiz Fernandes, Vigário
Paroquial, e pelo Pároco, Padre Antônio Nelson, que deu as boas-vindas ao
pastor diocesano e expressou a alegria da comunidade por sua presença durante
os festejos em honra a São Cristóvão. O Diácono Marcelo Eufrásio e os
seminaristas deram assistência litúrgica.
A celebração reuniu um grande número de fiéis, que, unidos em
oração, deram graças a Deus pelo testemunho de São Cristóvão, reconhecido como
exemplo de discípulo missionário que conduziu Cristo em sua vida. A festa do
padroeiro segue até amanhã, com a santa missa de encerramento as 17h.
Homilia
A pregação de Dom Dulcênio foi voltada para a liturgia deste XVII
Domingo do Tempo Comum.
Iniciou destacando que as parábolas do tesouro escondido e da
pérola preciosa revelam o valor incomparável do Reino dos Céus. Quem encontra
esse tesouro descobre que nada neste mundo pode ocupar o lugar de Deus.
“Quando temos como tesouro o Reino dos Céus, nosso coração estará
nele. Prova disto temos: "Ele vai, vende todos os seus bens e compra
aquele campo" (Mt 13,44). Assim, para conseguirmos os tesouros do Reino,
que já podem ser encontrados no hoje da Igreja, precisamos nos desfazer de
muita coisa que ocupa a nossa disponibilidade para aceitar o Reino com toda a
sua inteireza”, destacou.
O bispo ressaltou que seguir Cristo exige renúncia. Assim como o
homem da parábola vende tudo para adquirir o campo, o discípulo é chamado a
abandonar os apegos que impedem uma entrega plena ao Evangelho.
“Trocando em miúdos, a figura do homem somos nós, o tesouro e as
pérolas são o Reino e tudo o que ele embute, o campo é o mundo. O tesouro e as
pérolas já estão no mundo, basta procurarmo-las. E, quando as encontrarmos,
tenhamos coragem de nos privar de todos os outros bens para conseguirmos
aquelas preciosidades. Quem age desta forma não perde, mas lucra imensamente”,
pregou.
Refletindo sobre a parábola da rede, o prelado recordou que o
Reino é oferecido a todos. A Igreja acolhe cada pessoa, mas também convida à
conversão, lembrando que, no fim dos tempos, Deus manifestará sua justiça.
“Estamos nesta rede, fomos convidados para a realidade do Reino,
do "já" e do "ainda não": Reino de Deus é a Igreja! Esta
Igreja reúne toda classe de peixes, porque chama para perdoá-los a todos os
homens, aos sábios e aos insensatos, aos livres e aos escravos, aos ricos e aos
pobres, débeis, completamente cheia a rede, isto é, a Igreja quando ao fim dos
tempos estiver terminado o destino do gênero humano”, refletiu.
Ao concluir, o bispo enfatizou que é necessária a sabedoria que
vem de Deus para compreender e viver os mistérios do Reino. Assim, os fiéis são
chamados a buscar, acima de tudo, o Reino dos Céus, confiando que Deus conduz
todas as coisas para o bem daqueles que O amam.
“Ser seguidor do Senhor é assumir esta atitude de, a partir de um
encontro com Ele, fazer uma acurada seleção do que é proveitoso para a
participação do Reino e consequente salvação, daquilo que é quinquilharia,
obstáculo para o Verdadeiro Bem: Deus... Logo, nada nos impedirá de buscar e alcançar
o Reino dos Céus, porque a tudo renunciamos para ganharmos a plenitude”,
concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial





















