Dom Dulcênio Preside Missa Solene de Nossa Senhora do Carmo em Puxinanã

Atualizado em 16/07/26 às 15:199 minutos de leitura30 views

A Igreja celebra nesta quinta-feira, 16, a Festa da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Em Puxinanã, os fiéis se reuniram na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo para a Missa Solene da padroeira, presidida às 10h por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande.

A celebração integrou a programação festiva da padroeira, iniciada no último dia 7 de julho, período em que a comunidade viveu um intenso itinerário de preparação espiritual. Reunidos na igreja matriz, os fiéis renderam graças a Deus pela intercessão da Virgem do Carmo e renovaram sua devoção à Mãe de Jesus sob este título mariano.

Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre Antônio Araújo, que concelebrou a Santa Missa. Em sua homilia, o bispo destacou o significado do escapulário de Nossa Senhora do Carmo como um sacramental que conduz os fiéis à santidade, fortalece a esperança na vida eterna e recorda o compromisso de viver o Evangelho em comunhão com Cristo.

Ao final da celebração, o prelado abençoou os escapulários dos fiéis e realizou o rito de imposição, renovando um dos gestos mais tradicionais da espiritualidade carmelita. A programação da festa prossegue durante a tarde com a Missa de encerramento, às 16h, seguida da procissão pelas ruas da cidade e da apresentação da Banda Filarmônica São Domingos de Gusmão.

Homilia

Dom Dulcênio iniciou afirmando que o jubileu dos 775 anos da entrega do escapulário a São Simão Stock é um convite para redescobrir o valor desse sacramental. Segundo o bispo, o escapulário conduz o fiel à vivência da fé e à busca constante da santidade.

Depois, explicou que o escapulário não é um amuleto, mas um sinal sagrado da Igreja que prepara o cristão para acolher a graça de Deus. Mais do que um símbolo de devoção, ele representa um compromisso de viver o Evangelho e permanecer fiel a Cristo.

“Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos, mas, pela oração da Igreja preparam para receber a graça e dispõe à cooperação com ela" (CCE 1670), santificando-se à luz do mistério pascal; e é neste mistério central da nossa fé que os sacramentos e os sacramentais adquirem sua eficácia. Em curtas palavras: os sacramentais, tais como o escapulário, têm como finalidade louvar a Deus e santificar quem a ele recorre (cf. SC 61). O escapulário é sinal: Sinal, enquanto marca; enquanto testemunho”, explicou.

Dom Dulcênio destacou ainda que a maior promessa ligada ao escapulário é a perseverança final. Para o bispo, esse sacramental fortalece a esperança na vida eterna e recorda diariamente o chamado à conversão e à fidelidade ao Senhor.

“Não é a do privilégio sabatino, que é um acréscimo desta que direi, e sim a da perseverança final, o que envolve o firme desejo no nosso coração de, constantemente, santificar-nos, permitindo-nos, portanto, à santificação, como já enfatizava o Papa Inocêncio IV, na Bula Ex parte dilectorum, de 13 de janeiro de 1252, isto é: apenas meses após a entrega deste sacramental por parte da Virgem a São Simão Stock, aos carmelitas e à toda Igreja. O escapulário é sinal de esperança porque é inevitável a quem no-lo porta não deixar de pensar no Céu”, destacou.

A homilia também ressaltou que o escapulário remete à veste recebida no Batismo e lembra a proteção materna de Nossa Senhora. Nas tribulações da vida, ele fortalece os fiéis para permanecerem firmes na graça e confiantes no cuidado da Virgem Maria.

“Ele é recordação da proteção de Maria aos seus filhos, na vida e na morte destes; é uma promessa; é como se dissesse - e, silenciosamente, diz - a Virgem: "Na vida, protejo; na morte, ajudo; e, depois da morte, salvo" (GOMÁ Y TOMÁS, Isidro Cardenal, Maria Santísima, 2ª ed., R. Casulleras: Barcelona, 1947). Logo, o escapulário é credencial de que somos guardados constantemente pela Virgem Maria, porque, com este distintivo, com este sacramental, habitual e convictamente, repetimos em gesto corporal, o que dizemos na Salve Rainha: "vida, doçura e esperança nossa", sublinhou.

Ao concluir, Dom Dulcênio advertiu que o escapulário deve ser vivido como um compromisso de santidade, jamais como superstição ou simples adorno. Convidou os fiéis a renovarem sua consagração a Nossa Senhora do Carmo, testemunhando a fé.

“Olhemos para a Virgem do Carmo e repitamos com todo o fervor: "E teu santo escapulário um refúgio forte e belo, a nós todos necessário". Dizendo-lhe na sinceridade, refugiemo-nos, com toda a convicção do nosso ser, com toda a inteireza do nosso coração, no coração bondoso da Santíssima Senhora do Carmelo através de uma vida conforme ao sacramental que, reverentemente, trazemos junto ao nosso coração”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



Comentários (0)