Dom Dulcênio Preside Missa Solene de Nossa Senhora do Carmo em Puxinanã
A Igreja celebra nesta quinta-feira, 16, a Festa da Bem-aventurada
Virgem Maria do Monte Carmelo. Em Puxinanã, os fiéis se reuniram na Igreja
Matriz de Nossa Senhora do Carmo para a Missa Solene da padroeira, presidida às
10h por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande.
A celebração integrou a programação festiva da padroeira, iniciada
no último dia 7 de julho, período em que a comunidade viveu um intenso
itinerário de preparação espiritual. Reunidos na igreja matriz, os fiéis renderam
graças a Deus pela intercessão da Virgem do Carmo e renovaram sua devoção à Mãe
de Jesus sob este título mariano.
Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre Antônio Araújo, que
concelebrou a Santa Missa. Em sua homilia, o bispo destacou o significado do
escapulário de Nossa Senhora do Carmo como um sacramental que conduz os fiéis à
santidade, fortalece a esperança na vida eterna e recorda o compromisso de
viver o Evangelho em comunhão com Cristo.
Ao final da celebração, o prelado abençoou os escapulários dos
fiéis e realizou o rito de imposição, renovando um dos gestos mais tradicionais
da espiritualidade carmelita. A programação da festa prossegue durante a tarde
com a Missa de encerramento, às 16h, seguida da procissão pelas ruas da cidade
e da apresentação da Banda Filarmônica São Domingos de Gusmão.
Homilia
Dom Dulcênio iniciou afirmando que o jubileu dos 775 anos da
entrega do escapulário a São Simão Stock é um convite para redescobrir o valor
desse sacramental. Segundo o bispo, o escapulário conduz o fiel à vivência da
fé e à busca constante da santidade.
Depois, explicou que o escapulário não é um amuleto, mas um sinal
sagrado da Igreja que prepara o cristão para acolher a graça de Deus. Mais do
que um símbolo de devoção, ele representa um compromisso de viver o Evangelho e
permanecer fiel a Cristo.
“Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira
dos sacramentos, mas, pela oração da Igreja preparam para receber a graça e
dispõe à cooperação com ela" (CCE 1670), santificando-se à luz do mistério
pascal; e é neste mistério central da nossa fé que os sacramentos e os
sacramentais adquirem sua eficácia. Em curtas palavras: os sacramentais, tais
como o escapulário, têm como finalidade louvar a Deus e santificar quem a ele
recorre (cf. SC 61). O escapulário é sinal: Sinal, enquanto marca; enquanto
testemunho”, explicou.
Dom Dulcênio destacou ainda que a maior promessa ligada ao
escapulário é a perseverança final. Para o bispo, esse sacramental fortalece a
esperança na vida eterna e recorda diariamente o chamado à conversão e à
fidelidade ao Senhor.
“Não é a do privilégio sabatino, que é um acréscimo desta que
direi, e sim a da perseverança final, o que envolve o firme desejo no nosso
coração de, constantemente, santificar-nos, permitindo-nos, portanto, à
santificação, como já enfatizava o Papa Inocêncio IV, na Bula Ex parte
dilectorum, de 13 de janeiro de 1252, isto é: apenas meses após a entrega deste
sacramental por parte da Virgem a São Simão Stock, aos carmelitas e à toda
Igreja. O escapulário é sinal de esperança porque é inevitável a quem no-lo
porta não deixar de pensar no Céu”, destacou.
A homilia também ressaltou que o escapulário remete à veste
recebida no Batismo e lembra a proteção materna de Nossa Senhora. Nas
tribulações da vida, ele fortalece os fiéis para permanecerem firmes na graça e
confiantes no cuidado da Virgem Maria.
“Ele é recordação da proteção de Maria aos seus filhos, na vida e
na morte destes; é uma promessa; é como se dissesse - e, silenciosamente, diz -
a Virgem: "Na vida, protejo; na morte, ajudo; e, depois da morte,
salvo" (GOMÁ Y TOMÁS, Isidro Cardenal, Maria Santísima, 2ª ed., R.
Casulleras: Barcelona, 1947). Logo, o escapulário é credencial de que somos
guardados constantemente pela Virgem Maria, porque, com este distintivo, com
este sacramental, habitual e convictamente, repetimos em gesto corporal, o que
dizemos na Salve Rainha: "vida, doçura e esperança nossa", sublinhou.
Ao concluir, Dom Dulcênio advertiu que o escapulário deve ser
vivido como um compromisso de santidade, jamais como superstição ou simples adorno.
Convidou os fiéis a renovarem sua consagração a Nossa Senhora do Carmo,
testemunhando a fé.
“Olhemos para a Virgem do Carmo e repitamos com todo o fervor:
"E teu santo escapulário um refúgio forte e belo, a nós todos
necessário". Dizendo-lhe na sinceridade, refugiemo-nos, com toda a
convicção do nosso ser, com toda a inteireza do nosso coração, no coração
bondoso da Santíssima Senhora do Carmelo através de uma vida conforme ao
sacramental que, reverentemente, trazemos junto ao nosso coração”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial































