15º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e nas Clarissas

Postado em 12/07/26 às 22:1812 minutos de leitura40 views

A Igreja celebrou, neste domingo, 12 de julho, o 15º Domingo do Tempo Comum, cuja liturgia convidou os fiéis a refletirem sobre a Parábola do Semeador, apresentada no Evangelho.

O Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas celebrações ao longo do dia. Pela manhã, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, presidiu a tradicional Missa do Lar, reunindo a comunidade catedralícia. A celebração contou com a participação do Padre Luciano Guedes, Pároco da Catedral e Vigário Geral da Diocese, além do serviço litúrgico do Diácono Anderson e dos seminaristas.

Homilia

Ao comentar a imagem de Jesus ensinando da barca, explicou que ela representa a Igreja, de onde Cristo continua a anunciar sua Palavra e a chamar todos para o caminho da salvação.

“Jesus nos fala, convidando-nos também a que entremos na barca-Igreja; convidando-nos indistintamente, como indistinta era aquela multidão que figurava a Igreja na sua catolicidade, na sua universalidade (como dizíamos na homilia do domingo passado); convidando-nos a que aprendamos o caminho do Céu. Por este convite, seremos todos responsabilizados pelo assentimento ou negação que dele fazemos”, explicou.

O bispo ressaltou que a parábola apresenta diferentes formas de acolher a Palavra de Deus, lembrando que cada escolha traz consequências.

“Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure” (Mt 13,14-15; cf. Is 6,9ss.); esta responsabilidade de escolha quando nos apresenta quatro situações de acolhimento ou não da Palavra, qual semente acolhida, rejeitada ou sufocada pela terra”, disse.

Dom Dulcênio recordou ainda que a Palavra de Deus nunca volta sem produzir frutos. Por isso, incentivou os fiéis a cultivarem um coração disposto a acolher o Evangelho, rejeitando o que não condiz com a vida cristã.

“Constantemente, Deus nos entrega a Sua semente, a Sua Palavra, distribuindo-a em nossos corações. Prestem atenção: distribuindo-a. Por mais que, aparentemente, o semeador tenha deixado, na Parábola, as sementes caírem atabalhoadamente - o que não é o caso de Deus nas nossas vidas -, o Senhor propõe-nos a cultivarmos a Sua Palavra, semente de vida eterna, na terra de nossos corações. Sim, constantemente, Ele assim o faz”, pregou.

Encerrando a reflexão, afirmou que até os sofrimentos podem fortalecer a caminhada de fé quando vividos com Deus. O convite final foi para que todos acolham a Palavra e produzam frutos abundantes.

“Devemos já frutificar agora, em simultâneo ao que acolhemos e fazemos crescer a Palavra já nesta lavoura de Deus chamada história... Impelidos e responsabilizados pela Palavra-Cristo, não nos eximamos de a frutificar, e, neste ponto, sendo ambiciosos: querendo produzir ao máximo, empenhando-nos em dar o cêntuplo, que sempre nos é possível”, concluiu.

Santa Missa no Convento das Irmãs Clarissas

À tarde, Dom Dulcênio dirigiu-se ao Convento das Irmãs Clarissas, em Campina Grande, onde presidiu a Santa Missa Solene durante a qual aconteceu a profissão temporária na Ordem de Santa Clara da irmã Maria Cecília da Imaculada Conceição (Maria dos Santos Gomes), natural da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Pocinhos. Em sua saudação inicial, o bispo acolheu a Madre Letícia, as religiosas e religiosos, os sacerdotes, seminaristas e todos os fiéis presentes, incluindo a caravana vinda da comunidade de origem da religiosa, que se uniu em oração por este importante passo em sua vocação.

Ao final da Missa, Dom Dulcênio manifestou alegria pela celebração e agradeceu o "sim" da religiosa à vocação. O bispo recordou tê-la conhecido ainda jovem, servindo ativamente na comunidade de Pocinhos, e destacou que Deus já conduzia sua caminhada vocacional desde aquele tempo. Dom Dulcênio também pediu orações pelo seu ministério episcopal e expressou confiança de que a irmã continuará respondendo com fidelidade ao chamado de Deus, rumo aos votos perpétuos.

Fala da Irmã Maria Cecília

A irmã Maria Cecília manifestou profunda gratidão a Deus pelo chamado à vida religiosa e pela graça de perseverar na vocação. Também agradeceu à Virgem Maria, a quem confiou sua fidelidade a Cristo, afirmando que deseja viver a consagração como uma verdadeira resposta de amor.

For fim, estendeu seu reconhecimento a Dom Dulcênio, aos sacerdotes presentes, à comunidade e, de modo especial, ao seu diretor espiritual, Padre Joseque, pelo acompanhamento ao longo da caminhada vocacional, destacando que a vocação deve ser vivida "menos como uma teoria e mais como um caso de amor".

A homilia da celebração foi proferida pelo Padre Joseque, diretor espiritual da irmã Maria Cecília, que conduziu a reflexão a partir da liturgia do dia e do significado da consagração religiosa.

Homilia do Padre Joseque

Padre Joseque refletiu sobre a parábola do semeador e destacou que a semente representa a Palavra de Deus, o próprio Cristo, cuja eficácia depende da disposição do coração que a acolhe.

"A semente aqui é a Palavra de Deus anunciada, mas, por que não dizer, é o próprio Cristo, Palavra encarnada que vem ao nosso encontro. Não devemos colocar dúvidas na eficácia da semente. O comportamento da semente muda de acordo com o terreno”, refletiu.

Ao explicar o significado da "terra boa", o sacerdote afirmou que ela simboliza um coração humilde, consciente de sua dependência de Deus e preparado para receber a graça, única capaz de produzir frutos.

"Uma terra boa é uma terra humilde. Uma pessoa humilde é aquela que se recorda de que é pó e da terra veio. É uma pessoa que se reconhece totalmente dependente do favor e da graça de Deus. A semente gerará frutos quando cair num coração humilde”, disse.

Padre Joseque também ressaltou que a humildade conduz à obediência, entendida como a disposição de ouvir a Palavra e colocá-la em prática. Somente um coração obediente permite que a graça transforme a vida e produza frutos.

"O que é a virtude da obediência? É a capacidade de colocar em prática aquilo que escutou. Uma terra boa é uma terra obediente, que se movimenta de acordo com o manuseio do semeador, se abre para a graça de Deus e assim toda semente nela plantada gerará bons frutos”.

Dirigindo-se à irmã Maria Cecília, o sacerdote afirmou que a profissão religiosa deve ser vivida na humildade e na obediência ao bispo e à madre, caminho que conduz à fidelidade vocacional e à paz.

"Pela humildade e pela obediência você poderá viver verdadeiramente a vocação que Deus lhe deu. Na obediência ao bispo e à sua madre você será uma terra boa onde a graça germinará. Eis o segredo para uma vocação feliz: uma vocação obediente”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Ryan Caio (Pascom Diocesana)



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