Santa Missa Marca Início da Escola de Catequese Irmã Visitatio do Regional NE 2
A
Comissão Regional para Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2 da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, neste segundo
semestre, mais uma edição da Escola de Catequese Irmã Visitatio. Neste ano, o encontro
formativo chega ao quarto módulo, dedicado à temática da Mistagogia, com
enfoque no eixo litúrgico-catequético. A programação reúne 145 catequistas
representantes de 16 dioceses que compõem o Regional Nordeste 2, fortalecendo a
formação e a espiritualidade dos agentes que atuam na missão catequética da
Igreja. A escola acontece no Centro Diocesano de Eventos São João XXIII, na
cidade de Lagoa Seca, espaço pertencente à Diocese de Campina Grande.
A
abertura da escola aconteceu nesta quinta-feira, 09, e contou com a celebração da Santa Missa presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande e
Bispo Referencial para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2. O
momento reuniu os catequistas participantes e marcou o início de três dias de
formação, convivência e aprofundamento. A Eucaristia também contou com a concelebração
dos Padres Elisson Silva e Everton Gabriel, com apoio litúrgico dos
seminaristas.
Durante
o encontro, os participantes acompanham reflexões e estudos conduzidos pelos Padres
Everton Gabriel, Elison Silva e José Marcondes, responsáveis pela formação ao
longo dos três dias.
Entre
os temas abordados nesta etapa da Escola de Catequese estão os Marcos Celebrativos
do Catecumenato, a relação entre Catequese e Liturgia, a Eucaristia como Fonte
de Vida e Missão e a própria Catequese em sua dimensão Mistagógica. A
programação segue até o próximo sábado, dia 11, consolidando a escola como um
espaço de formação permanente, comunhão entre as dioceses e renovação da missão
catequética no Regional Nordeste 2.
Homilia
A
partir de Oseias, o bispo recordou um Deus que ama, corrige e permanece fiel,
mesmo diante da infidelidade do seu povo. Assim, a catequese aparece como meio
de reconduzir os fiéis à escuta da voz de Deus.
“Quanto
mais esse povo era orientado, mais se afastava de Deus, como aqueles
adolescentes, ou jovens rebeldes que não ouvem os conselhos dos pais e querem
agir por conta própria. [...] Israel foi socorrido, amparado, tomado pela mão e
reerguido, mas não quis se converter, diz Oseias. Deus se entristeceu e
continua a entristecer-se com seus filhos rebeldes, com aqueles que não querem
ouvir os seus ensinamentos”, iniciou.
Ao
unir a leitura ao Evangelho, Dom Dulcênio destacou a catequese como missão. Os
catequistas, como os apóstolos, são enviados a anunciar o Reino por meio da
palavra, do testemunho e do serviço.
“Amados
catequistas, com os apóstolos, também somos enviados por Jesus a anunciar que o
Reino de Deus está próximo, em qualquer lugar em que estivermos. Como? Por
nossas palavras e ações. O principal é estarmos sempre prontos para ajudarmos
as pessoas conforme suas necessidades. Quando vemos, por exemplo, as crianças
acorrendo aos encontros catequéticos, e os adultos sendo formados seguindo os
elementos fundamentais da nossa fé, a fim de receberem, com mais consciência,
os Sacramentos da iniciação Cristã”, destacou.
A
homilia também reforçou a catequese como escola da fé. Ao recordar o Sinal da
Cruz, a Trindade, Jesus Cristo, a Igreja e os sacramentos, o bispo mostrou que
ela introduz o cristão no mistério da salvação e o prepara para viver a fé de
forma mais consciente.
“A
catequese começa com o Sinal da Cruz, ponto fundamental da nossa fé e sinal
eminente do cristão. A partir desta invocação, tudo o que segue – prece ou
atividade – é feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, portanto,
consagrado ao Deus-Trindade. [...] A primeira noção que a catequese nos dá
sobre Deus é a de criador. Depois do Pai, a catequese nos fala sobre o Filho,
nosso Salvador”, trouxe.
Por
fim, Dom Dulcênio valorizou a missão dos catequistas e agradeceu pelo serviço
prestado à Igreja. Ao afirmar que catequizar é fazer as vezes de Jesus, ele
reforçou a grandeza dessa vocação e o papel essencial da catequese na formação
cristã.
“O
Papa João Paulo I dizia: “Tudo começa e termina com a Catequese”. A catequese
sempre foi o apostolado que mais me tocou, acredito que em vocês também, vocês
não estariam aqui se não se doassem a grande missão de catequistas. A catequese
em minha vida e, principalmente como sacerdote, sempre foi prioridade e uma
experiência inesquecível, afinal quando catequisamos fazemos as vezes de Jesus.
Obrigado pelo sim de vocês”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Dvanilson Marinho






























