Santa Missa Marca Início da Escola de Catequese Irmã Visitatio do Regional NE 2

Atualizado em 09/07/26 às 19:158 minutos de leitura48 views

A Comissão Regional para Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, neste segundo semestre, mais uma edição da Escola de Catequese Irmã Visitatio. Neste ano, o encontro formativo chega ao quarto módulo, dedicado à temática da Mistagogia, com enfoque no eixo litúrgico-catequético. A programação reúne 145 catequistas representantes de 16 dioceses que compõem o Regional Nordeste 2, fortalecendo a formação e a espiritualidade dos agentes que atuam na missão catequética da Igreja. A escola acontece no Centro Diocesano de Eventos São João XXIII, na cidade de Lagoa Seca, espaço pertencente à Diocese de Campina Grande.

A abertura da escola aconteceu nesta quinta-feira, 09, e contou com a celebração da Santa Missa presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande e Bispo Referencial para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2. O momento reuniu os catequistas participantes e marcou o início de três dias de formação, convivência e aprofundamento. A Eucaristia também contou com a concelebração dos Padres Elisson Silva e Everton Gabriel, com apoio litúrgico dos seminaristas.

Durante o encontro, os participantes acompanham reflexões e estudos conduzidos pelos Padres Everton Gabriel, Elison Silva e José Marcondes, responsáveis pela formação ao longo dos três dias.

Entre os temas abordados nesta etapa da Escola de Catequese estão os Marcos Celebrativos do Catecumenato, a relação entre Catequese e Liturgia, a Eucaristia como Fonte de Vida e Missão e a própria Catequese em sua dimensão Mistagógica. A programação segue até o próximo sábado, dia 11, consolidando a escola como um espaço de formação permanente, comunhão entre as dioceses e renovação da missão catequética no Regional Nordeste 2.

Homilia

A partir de Oseias, o bispo recordou um Deus que ama, corrige e permanece fiel, mesmo diante da infidelidade do seu povo. Assim, a catequese aparece como meio de reconduzir os fiéis à escuta da voz de Deus.

“Quanto mais esse povo era orientado, mais se afastava de Deus, como aqueles adolescentes, ou jovens rebeldes que não ouvem os conselhos dos pais e querem agir por conta própria. [...] Israel foi socorrido, amparado, tomado pela mão e reerguido, mas não quis se converter, diz Oseias. Deus se entristeceu e continua a entristecer-se com seus filhos rebeldes, com aqueles que não querem ouvir os seus ensinamentos”, iniciou.

Ao unir a leitura ao Evangelho, Dom Dulcênio destacou a catequese como missão. Os catequistas, como os apóstolos, são enviados a anunciar o Reino por meio da palavra, do testemunho e do serviço.

“Amados catequistas, com os apóstolos, também somos enviados por Jesus a anunciar que o Reino de Deus está próximo, em qualquer lugar em que estivermos. Como? Por nossas palavras e ações. O principal é estarmos sempre prontos para ajudarmos as pessoas conforme suas necessidades. Quando vemos, por exemplo, as crianças acorrendo aos encontros catequéticos, e os adultos sendo formados seguindo os elementos fundamentais da nossa fé, a fim de receberem, com mais consciência, os Sacramentos da iniciação Cristã”, destacou.

A homilia também reforçou a catequese como escola da fé. Ao recordar o Sinal da Cruz, a Trindade, Jesus Cristo, a Igreja e os sacramentos, o bispo mostrou que ela introduz o cristão no mistério da salvação e o prepara para viver a fé de forma mais consciente.

“A catequese começa com o Sinal da Cruz, ponto fundamental da nossa fé e sinal eminente do cristão. A partir desta invocação, tudo o que segue – prece ou atividade – é feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, portanto, consagrado ao Deus-Trindade. [...] A primeira noção que a catequese nos dá sobre Deus é a de criador. Depois do Pai, a catequese nos fala sobre o Filho, nosso Salvador”, trouxe.

Por fim, Dom Dulcênio valorizou a missão dos catequistas e agradeceu pelo serviço prestado à Igreja. Ao afirmar que catequizar é fazer as vezes de Jesus, ele reforçou a grandeza dessa vocação e o papel essencial da catequese na formação cristã.

“O Papa João Paulo I dizia: “Tudo começa e termina com a Catequese”. A catequese sempre foi o apostolado que mais me tocou, acredito que em vocês também, vocês não estariam aqui se não se doassem a grande missão de catequistas. A catequese em minha vida e, principalmente como sacerdote, sempre foi prioridade e uma experiência inesquecível, afinal quando catequisamos fazemos as vezes de Jesus. Obrigado pelo sim de vocês”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Dvanilson Marinho



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