“Felizes e Portadores da Felicidade de Cristo”: Refletiu Dom Dulcênio Neste XIV Domingo do Tempo Comum

Postado em 05/07/26 às 13:477 minutos de leitura26 views

O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu na manhã deste domingo, 5 de julho, a tradicional Missa do Lar, celebrada na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A Eucaristia reuniu a comunidade diocesana e também visitantes que estão em Campina Grande durante o período das festividades juninas e aproveitaram a ocasião para participar da Santa Missa na Igreja Mãe da Diocese. Concelebrou a celebração o Pároco da Catedral e vigário geral, Padre Luciano Guedes, com a assistência do Diácono Anderson e dos seminaristas.

No início da celebração, Dom Dulcênio e o Padre Luciano acolheram os fiéis e visitantes, manifestando alegria pela presença de todos na Catedral, patrimônio histórico da cidade. O bispo agradeceu aos turistas que, além de participarem das festividades da cidade, reservaram um momento para a oração e o encontro com Cristo por meio da Eucaristia.

Durante a homilia, inspirada nas leituras do XIV Domingo do Tempo Comum, Dom Dulcênio refletiu sobre a suavidade de Cristo como caminho para a verdadeira felicidade.

Homilia

Dom Dulcênio destacou o convite da liturgia para experimentar a suavidade do Senhor, especialmente na Eucaristia. Segundo o bispo, Cristo se apresenta como refúgio para os que O acolhem, oferecendo o verdadeiro descanso e a felicidade que o coração humano tanto busca.

“Na Sua suavidade, o Senhor - e somente Ele - apresenta-Se - sobretudo pela Eucaristia que recebemos, provamos e vemos - como refúgio a quem o recebe; um refúgio, que não simplesmente acalma os nossos medos, mas que nos traz felicidade, bem tão ansiado pelo homem, seja para esta vida, seja para a eternidade, como vislumbram aqueles que têm fé e desejam viver da fé”, destacou.

Refletindo sobre o Evangelho e as demais leituras, Dom Dulcênio ressaltou que a salvação oferecida por Jesus é destinada a todos. Recordando a profecia de Zacarias, afirmou que a realeza de Cristo se manifesta na humildade e na Cruz, por meio da qual Deus revela seu amor.

“Este convite é aberto: “Deus quer que todos sejam salvos” (2Tm 2,4); é um invitatório universal. Este pensamento do Senhor, que deseja a todos, vem expresso também nas linhas do Evangelho deste XIV Domingo do Tempo Comum: “[...] ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11,27). E a pergunta que exige a obviedade: a quem o Filho quer revelar Deus? A resposta: a todos. E o faz de braços abertos na Sua Cruz”, refletiu.

O bispo também destacou a missão universal da Igreja, chamada a anunciar o Evangelho em todos os povos. Lembrou que, em cada celebração da Santa Missa, torna-se presente o sacrifício redentor de Cristo, renovando a esperança e levando a misericórdia de Deus ao mundo.

“Este caráter de universalidade que distingue o Povo de Deus é dom do Senhor; por Ele a Igreja católica tende eficaz e constantemente à recapitulação total da humanidade com todos os seus bens sob a cabeça, Cristo, na unidade do Seu Espírito” (LG 13). [...] em cada Santa Missa, atualização do Sacrifício cruento do Redentor, a soberania divina de Cristo estende-se, pela vida da Igreja - pela nossa vida de comungantes, de cristãos, portanto - de um quadrante a outro da terra”, pregou.

Ao concluir, Dom Dulcênio exortou os fiéis a responderem ao amor de Deus com uma vida de santidade e testemunho. Mesmo em meio às fragilidades humanas, afirmou que os cristãos são chamados a anunciar, com a própria vida, a alegria e a esperança da salvação.

“Como o faremos? Vivendo; mas, vivendo segundo a Vida de Cristo em nós. Pois, como recebemos do Apóstolo São Paulo, na Segunda Leitura, da Carta aos Romanos: “se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Rm 9,13). Portanto, testemunhando a santidade, com a vida da Igreja, espalhemos a única e insubstituível felicidade da salvação, que Cristo nos legou, ainda que carreguemos este tesouro em vaso de argila (cf. 2Cor 4,2), com a nossa fragilidade”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



Comentários (0)