“Felizes e Portadores da Felicidade de Cristo”: Refletiu Dom Dulcênio Neste XIV Domingo do Tempo Comum
O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
presidiu na manhã deste domingo, 5 de julho, a tradicional Missa do Lar,
celebrada na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A Eucaristia
reuniu a comunidade diocesana e também visitantes que estão em Campina Grande
durante o período das festividades juninas e aproveitaram a ocasião para participar
da Santa Missa na Igreja Mãe da Diocese. Concelebrou a celebração o Pároco da
Catedral e vigário geral, Padre Luciano Guedes, com a assistência do Diácono
Anderson e dos seminaristas.
No início da celebração, Dom Dulcênio e o Padre Luciano acolheram
os fiéis e visitantes, manifestando alegria pela presença de todos na Catedral,
patrimônio histórico da cidade. O bispo agradeceu aos turistas que, além de
participarem das festividades da cidade, reservaram um momento para a oração e
o encontro com Cristo por meio da Eucaristia.
Durante a homilia, inspirada nas leituras do XIV Domingo do Tempo
Comum, Dom Dulcênio refletiu sobre a suavidade de Cristo como caminho para a
verdadeira felicidade.
Homilia
Dom Dulcênio destacou o convite da liturgia para experimentar a
suavidade do Senhor, especialmente na Eucaristia. Segundo o bispo, Cristo se
apresenta como refúgio para os que O acolhem, oferecendo o verdadeiro descanso
e a felicidade que o coração humano tanto busca.
“Na Sua suavidade, o Senhor - e somente Ele - apresenta-Se -
sobretudo pela Eucaristia que recebemos, provamos e vemos - como refúgio a quem
o recebe; um refúgio, que não simplesmente acalma os nossos medos, mas que nos
traz felicidade, bem tão ansiado pelo homem, seja para esta vida, seja para a
eternidade, como vislumbram aqueles que têm fé e desejam viver da fé”,
destacou.
Refletindo sobre o Evangelho e as demais leituras, Dom Dulcênio
ressaltou que a salvação oferecida por Jesus é destinada a todos. Recordando a
profecia de Zacarias, afirmou que a realeza de Cristo se manifesta na humildade
e na Cruz, por meio da qual Deus revela seu amor.
“Este convite é aberto: “Deus quer que todos sejam salvos” (2Tm
2,4); é um invitatório universal. Este pensamento do Senhor, que deseja a
todos, vem expresso também nas linhas do Evangelho deste XIV Domingo do Tempo
Comum: “[...] ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai,
senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11,27). E a
pergunta que exige a obviedade: a quem o Filho quer revelar Deus? A resposta: a
todos. E o faz de braços abertos na Sua Cruz”, refletiu.
O bispo também destacou a missão universal da Igreja, chamada a
anunciar o Evangelho em todos os povos. Lembrou que, em cada celebração da
Santa Missa, torna-se presente o sacrifício redentor de Cristo, renovando a
esperança e levando a misericórdia de Deus ao mundo.
“Este caráter de universalidade que distingue o Povo de Deus é dom
do Senhor; por Ele a Igreja católica tende eficaz e constantemente à
recapitulação total da humanidade com todos os seus bens sob a cabeça, Cristo,
na unidade do Seu Espírito” (LG 13). [...] em cada Santa Missa, atualização do
Sacrifício cruento do Redentor, a soberania divina de Cristo estende-se, pela
vida da Igreja - pela nossa vida de comungantes, de cristãos, portanto - de um
quadrante a outro da terra”, pregou.
Ao concluir, Dom Dulcênio exortou os fiéis a responderem ao amor
de Deus com uma vida de santidade e testemunho. Mesmo em meio às fragilidades
humanas, afirmou que os cristãos são chamados a anunciar, com a própria vida, a
alegria e a esperança da salvação.
“Como o faremos? Vivendo; mas, vivendo segundo a Vida de Cristo em
nós. Pois, como recebemos do Apóstolo São Paulo, na Segunda Leitura, da Carta
aos Romanos: “se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito,
matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Rm 9,13). Portanto,
testemunhando a santidade, com a vida da Igreja, espalhemos a única e
insubstituível felicidade da salvação, que Cristo nos legou, ainda que
carreguemos este tesouro em vaso de argila (cf. 2Cor 4,2), com a nossa
fragilidade”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral
























