Comunidade de Floresta Encerra Festa da Padroeira com Celebração Presidida por Dom Dulcênio
A comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no distrito de
Floresta, pertencente à Paróquia São Miguel Arcanjo, em Barro de São Miguel,
encerrou neste sábado, 27 de junho, a festa de sua padroeira. Após três dias de
intensa preparação espiritual, iniciados no último dia 24, os fiéis se reuniram
para celebrar a memória de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, renovando sua
confiança na intercessão da Mãe do Redentor.
A programação do dia festivo teve início com a tradicional
procissão pelas ruas da comunidade, conduzindo a imagem da padroeira em um
testemunho público de fé e devoção. Em seguida, a comunidade participou da
Santa Missa, presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de
Campina Grande, concelebrada pelo Pároco, Padre José Claudino. A liturgia
celebrada foi a da véspera da Solenidade de São Pedro e São Paulo.
Após a Santa Missa, a programação foi concluída com a quermesse,
proporcionando um momento de convivência fraterna entre os fiéis.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que Roma tornou-se "feliz" por ter
sido santificada pelo testemunho e pelo sangue dos dois Apóstolos. Inspirado na
tradição da Igreja, o bispo ressaltou que Pedro e Paulo transformaram a
história da Cidade Eterna pelo amor anunciado e vivido até o martírio.
"Roma é feliz porque, em uma nova fase de sua história, mesmo
sem saber que iriam inaugurar uma era inédita e durável para esta civilização,
acolhe as duas principais colunas da Construção de Deus, a Santa Igreja de uma
divindade que lhe era estranha até então; Roma é felizarda porque em seu seio
Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, e Paulo, o Doutor dos gentios, expiraram
violentamente para este mundo e adentraram para a glória do Céu que tanto
ansiavam; Roma é feliz ainda porque é contagiada e vencida pelo avesso ao seu
nome – AMOR”, destacou.
O prelado recordou que, apesar de percursos e personalidades
diferentes, Pedro e Paulo foram unidos pela mesma missão de anunciar Cristo.
Citando a tradição cristã, afirmou que ambos reconheceram a importância da
missão um do outro e se tornaram as grandes colunas da Igreja.
“Pedro, o primeiro a confessar a fé em Cristo, fundou a Igreja
primitiva sobre a herança de Israel; Paulo, mestre e doutor da fé, iluminou as
profundezas do mistério e anunciou o Evangelho a todas as nações."
(Prefácio da Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos). [...]
Pedro é o homem da profissão (cf. Mt 16,16; Jo 6,68-69; At 2,14-36), mas, também,
o da negação (cf. Jo 18,15-18); é um homem cabeça dura (cf. Mt 14,22-33;
16,21-23), como é o homem do arrependimento (cf. Mt 27,69-75; Jo 21,15-19).
Pedro é um ser de múltiplas facetas; é um homem surpreendente”, trouxe.
O bispo apresentou Pedro como o homem transformado pela graça,
escolhido por Cristo para confirmar os irmãos na fé, e Paulo como o missionário
incansável que renunciou a tudo para levar o Evangelho aos povos.
“Cristo publica uma nova face de Pedro, até então inédita para
todos, inclusive para o próprio Pedro... Outorga-Ihe o designativo matriz
"Pedra", que implica, dentre tantos outros atributos, a função de
guardião contra os poderes adversos à Igreja de Cristo. [...] Homem integro,
Paulo sabe do valor do seu trabalho. Não se ufana quando diz em relação aos
outros apóstolos: "Trabalhei mais do que todos eles; não eu, mas a graça
de Deus que está comigo" (1Cor 15,10), mas é cônscio do papel único e
eficaz que assumiu ao anunciar o Evangelho. Reconhece o auxílio do Senhor em
sua missão, porque a obra é de Deus”, pregou.
Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a seguirem o exemplo
dos dois Apóstolos, vivendo a fé com coragem, fidelidade e esperança.
"Que os ensinamentos dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo,
transmitidos fielmente pela Igreja, sejam para nós uma regra de vida
testemunhal do próprio Senhor”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom










