Diácono Miguel Rocha é Ordenado Presbítero para a Igreja de Cristo
A Igreja Particular de
Campina Grande viveu mais uma noite de ação de graças nesta sexta-feira, 26 de
junho, com a Ordenação Presbiteral do Diácono Miguel Rocha. Pela imposição das
mãos e oração consecratória de Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, o
novo sacerdote foi configurado a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, para servir
ao povo de Deus no ministério presbiteral.
A Santa Missa de Ordenação
aconteceu na Capela do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, no bairro do
Alto Branco, em Campina Grande, reunindo centenas de fiéis. Concelebraram
diversos padres, além da presença de diáconos, religiosos e religiosas.
Familiares, amigos e caravanas das paróquias por onde o então diácono Miguel
exerceu sua caminhada pastoral também participaram da celebração, testemunhando
esse momento marcante de sua vocação.
Padre Miguel é o segundo dos
três diáconos ordenados em 12 de dezembro de 2025 a receber o ministério
presbiteral. O primeiro foi o Padre Allan Pereira, ordenado no último dia 19 de
junho, enquanto o terceiro, o diácono Mayke Everson, será ordenado presbítero
no próximo dia 10 de julho, no município de Monteiro.
Homilia de Dom Dulcênio
À luz do profeta Ezequiel,
recordou que o Senhor purifica, concede um coração novo e derrama o seu Espírito
sobre aqueles que chama. Por isso, afirmou que o padre deve cultivar um coração
dócil, compassivo e disponível.
“A lei que é escrita sobre um coração de pedra, não
teria grande utilidade. Por isso, Deus promete dar “um coração de carne”, que é
um coração compassivo e dócil, um coração que é aberto a receber e aplicar a
vontade de Deus. E é assim que deve ser o coração do Padre, sempre dócil e
compassivo para atender aqueles que mais precisam. O sacerdote é chamado a ser
extensão do amor, da misericórdia e da presença do próprio Cristo”, pregou.
Inspirado no lema sacerdotal "Porque muito
amou" (Lc 7,48), o bispo ressaltou que o sacerdote é chamado a
configurar sua vida a Cristo por meio da entrega e do amor. Dirigindo-se ao
ordinando, pediu que nunca deixe de amar a Igreja, servir aos jovens e
permanecer fiel à missão.
“Eu te peço, meu filho, ame a Igreja, dê a sua vida
por ela. Ame os jovens, para que muitos possam ver espelhado em ti, a alegria
de quem se entrega pelo Senhor. E seja extensão d’Aquele que deu a vida por
todos, porque o ápice do amor de Cristo, está refletido na Cruz, local do grito
do abandono e da entrega total em favor de nós”, disse.
Meditando a parábola do semeador, Dom Dulcênio
afirmou que quem anuncia o Evangelho foi, antes, uma semente acolhida em terra
boa. Recordou a trajetória formativa do novo sacerdote e destacou sua dedicação
à evangelização e à formação do povo.
“Aqueles que são chamados a serem semeadores, antes
foram sementes que caíram em terreno fértil. E hoje estamos aqui para
testemunhar e concretizar isso em sua vida, meu querido filho. Diácono Miguel,
guarde no seu coração, que a partir deste dia, você não é apenas um homem a
serviço de Deus, mas a própria persona Christi a serviço dos homens”, refletiu.
Ao concluir, o bispo recordou o ensinamento de
Santo Tomás de Aquino, santo de devoção do ordenado, sobre a grande dignidade
do sacerdócio e exortou o novo presbítero a buscar diariamente a santidade.
“O santo de Aquino afirma
que o sacerdote é chamado a um grau de santidade especial. Como diz na Suma
Teológica: “Pela Ordem sacra, o clérigo é consagrado aos ministérios mais
dignos que existem, nos quais ele serve o Cristo no Sacramento do altar, o que
exige uma santidade interior muito maior do que a exigida no estado religioso”.
Aqui, se enfatiza que o sacerdote deve buscar nutrir uma vida virtuosa, para
ser modelo de fé e amor para os fiéis”.
Finalizou sua pregação
dizendo: “E, na oportuno, rogo ao Cristo Bom Pastor, que lhe conceda aquilo que
sempre peço para a minha vida, os três “S”: saúde, sabedoria e santidade. Seja
santo, meu filho! E que Deus lhe conduza a ser sempre, e cada vez mais, um
santo e dedicado pastor do povo Cristo. Assim seja”.
Sobre o neo-sacerdote Padre
Miguel
Natural de Campina Grande,
Padre Miguel Rocha Braga Vieira nasceu em 29 de outubro de 1993 e é filho de
Humberto Braga Vieira e Maria do Socorro Rocha Braga. Oriundo da Paróquia São
Sebastião e São João Maria Vianney, iniciou sua caminhada vocacional no
Seminário Diocesano em 26 de fevereiro de 2018.
Ao longo da formação
sacerdotal, desenvolveu seu trabalho pastoral nas Paróquias de São Miguel, em
Barra de São Miguel; São João Paulo II e Nossa Senhora de Fátima, no bairro
Aluízio Campos, em Campina Grande; Nossa Senhora do Desterro, nos municípios de
Baraúna e Sossego; e São Sebastião, em Picuí, onde exerceu o ministério
diaconal.
Foi ordenado Diácono em 12
de dezembro de 2025, pelas mãos de Dom Dulcênio Fontes de Matos. Ainda na
Paróquia de São Sebastião, em Picuí, continuará exercendo seu ministério na
função de Administrador Paroquial, agora como sacerdote.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial: Aline Cândido










































