Paróquia e Santuário do Perpétuo Socorro Inicia Jubileu de 75 anos de Criação
A Paróquia e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no
bairro Bodocongó, em Campina Grande, viveu um momento histórico na manhã desta quarta-feira,
24 de junho, ao dar início às comemorações do Jubileu de 75 anos de sua
criação. A abertura oficial aconteceu durante uma solene Celebração Eucarística
presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande,
na Solenidade da Natividade de São João Batista, data em que a paróquia foi
oficialmente criada em 1952.
A celebração reuniu o Pároco, Padre Bruno Câmara, os vigários
paroquiais, Padres Erisson e Antônio, demais padres da forania Oeste,
religiosos redentoristas, Diáconos, seminaristas, além de centenas de fiéis e
devotos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se uniram em ação de graças
pelos 75 anos de evangelização, missão e testemunho de fé da comunidade
paroquial.
Sobre a Paróquia e Santuário
Criada em 24 de junho de 1952 por Dom Anselmo Pietrulla, então
bispo diocesano, a paróquia passou a ser confiada aos Missionários
Redentoristas, que chegaram à cidade naquele mesmo ano e assumiram a missão de
evangelizar a região. Ao longo das décadas, a presença redentorista fortaleceu
a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tornando-se um templo de
peregrinação e oração.
A comunidade também guarda um dos seus maiores tesouros
espirituais: o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, trazido pelos
redentoristas em 1958. A obra, de origem holandesa, passou por um amplo processo
de restauração em 2024.
Com o constante fluxo de peregrinos e vida de oração, a igreja foi
elevada à condição de Santuário Diocesano em 20 de junho de 2016. Hoje, a
Paróquia e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é formada por nove
comunidades, incluindo a matriz.
Com o tema “Unidos em Cristo com Maria”, o jubileu será celebrado
entre 2026 e 2027, com uma programação especial que se estenderá ao longo de
todo o ano. As atividades serão divulgadas gradativamente pelos canais oficiais
do santuário, convidando os fiéis a reviverem a história, renovarem a fé e
agradecerem a Deus pelas inúmeras graças derramadas ao longo desses 75 anos de
caminhada.
Homilia de Dom Dulcênio
Dom Dulcênio destacou a ação de Deus ao longo da história da
comunidade. Recordando também os 160 anos da entrega do ícone do Perpétuo
Socorro aos Redentoristas, o bispo ressaltou que a missão evangelizadora e a
devoção mariana continuam fortalecendo a fé do povo de Campina.
“Hoje celebramos uma grande solenidade da nossa Igreja: a
Natividade de São João Batista. E na oportunidade, também rendemos graças a
Deus, pelos 75 anos desta querida Paróquia. E trata-se também, de um ano muito
importante, tendo em vista que também celebramos, este ano, os 160 anos da
entrega do ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro aos Missionários
Redentoristas. Tudo isso é sinal de um legado de fé e missão que reaviva a
missão destes Missionários de Santo Afonso, como também, fomenta uma devoção
que permanece e transforma o coração de todos os fiéis”, iniciou sua pregação.
Ao recordar a chegada dos Redentoristas à cidade, Dom Dulcênio
enfatizou que a história da paróquia se confunde com a da própria cidade.
Segundo ele, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro marcou gerações de
fiéis e continua sendo um caminho de encontro com Deus.
“A história desta Paróquia se confunde com a história da nossa
querida cidade de Campina Grande. Tudo começa no ano de 1938, com a edificação
desta Igreja, mas é a partir da chegada dos Redentoristas no ano de 1952,
trazendo consigo o ícone do Perpetuo Socorro que as devoções se firmam e se
intensificam. [...] a história deste povo é reflexo do amor de Maria pelos seus
filhos. Nós estamos na grande Campina, e a santidade deste povo é reflexo de
uma longa caminhada que terá como fim último, o céu”, destacou.
Refletindo sobre a Solenidade da Natividade de São João Batista, o
bispo apresentou o precursor de Cristo como modelo de fidelidade à missão
recebida de Deus. Escolhido desde o ventre materno, João anunciou a verdade com
coragem e convidou o povo à conversão.
“O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha
mãe ele tinha na mente o meu nome; [...] Esta profecia acerca do
Profeta-Asceta, revela a verdade das suas palavras e a agudeza que, para
corrigir e denunciar, propõe sempre a conversão, tal como aconteceu na vida
daqueles que escutaram o seu apelo: “Fazei penitência porque está próximo o
Reino dos céus”. Incomodando os que estavam no erro, pagou com a sua vida o
amor da missão e a firmeza de sua denúncia”, refletiu.
Por fim, Dom Dulcênio afirmou que São João Batista continua iluminando
a vida dos cristãos. Sua missão foi preparar os caminhos do Senhor, apontando
sempre para Cristo. Por isso, seu testemunho permanece atual, inspirando a
Igreja a viver a verdade, a esperança e a conversão.
“Hoje, nos foi dada a alegria do nascimento de um menino que é
luz, anjo e cujas palavras são espada afiada que atingem medulas e corações ,
porque são emanadas do próprio Deus, com o duplo gume da verdade e da conversão. O seu nome é João,
o agraciado. Eis o motivo pelo qual celebrarmos o grande Profeta-Mártir, São
João Batista, também no seu nascimento, além de sua Páscoa. A data hoje
comemorada serve à nossa reflexão acerca de nossa vida posta em contraste com o
que anunciou São João Batista, propositor de penitência e de conversão.
Façamo-las, pois!”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial




























