Seminário São João Maria Vianney Conclui Primeiro Semestre Letivo de 2026

Postado em 15/06/26 às 22:108 minutos de leitura33 views

Na tarde e noite desta segunda-feira, 15 de junho, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa que marcou o encerramento do primeiro semestre letivo de 2026 no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, localizado no bairro do Alto Branco, em Campina Grande.

A celebração reuniu Padres, Diáconos, seminaristas, professores e funcionários da casa de formação, em um momento de ação de graças pelos estudos, pela caminhada formativa e pelas atividades desenvolvidas ao longo dos últimos meses. A Eucaristia também foi ocasião para agradecer a Deus pelos frutos colhidos durante este período acadêmico e pastoral.

Ao final da celebração, Dom Dulcênio manifestou sua gratidão ao Reitor do seminário, Padre Leandro, aos formadores, diretores espirituais, corpo docente e funcionários, destacando a dedicação e o empenho de todos na formação dos futuros presbíteros da Diocese de Campina Grande.

O bispo diocesano também ressaltou com especial alegria a conclusão da etapa acadêmica de Teologia por parte de seis seminaristas que agora seguem para a experiência pastoral, preparando-se para a futura ordenação diaconal. Concluíram os estudos teológicos os seminaristas Albere Bernardino, Dimas Alexandre, Gustavo Maciel, José Pablo, Mateus Ítalo e Syllas Emanuel.

Com a celebração, o Seminário São João Maria Vianney encerra oficialmente as atividades do primeiro semestre letivo.

Homilia

A homilia foi proferida pelo reitor do seminário, Padre Leandro, que refletiu sobre o Evangelho do dia e a missão daqueles que se preparam para o ministério sacerdotal.

O Padre Leandro iniciou sua pregação destacando que o Evangelho convida os cristãos a viverem um amor que vai além dos sentimentos, sendo uma decisão concreta de fazer o bem e vencer o mal.

“O evangelho apresenta algumas das expressões concretas do verdadeiro amor, que não pode ser confundido com qualquer experiência sentimental egoísta. Para além de uma afeição espontânea e natural, o amor cristão é vivido como fruto de uma decisão de fazer o bem, que derrota o mal e supera uma justiça simplesmente punitiva, motivada pelo espírito de vingança: “Olho por olho, dente por dente”, iniciou.

Refletindo sobre os ensinamentos de Jesus, ressaltou que atitudes como oferecer a outra face, perdoar e servir generosamente demonstram a força de quem confia em Deus e não se deixa dominar pela violência ou pelo ressentimento.

“Oferecer a outra face”, mais que acovardar-se, é mostrar que nenhuma ofensa perturba o interior de quem está convicto do bem que pode realizar. Dar uma bofetada na face era mais do que uma agressão física, era uma violenta maneira de insultar, provocar a outra pessoa, a fim de que perdesse a paz e aderisse ao ciclo da violência revanchista. Portanto, oferecer a outra face era sinal de grande firmeza interior, que não se deixa arrastar pela irracionalidade da violência”, refletiu.

O sacerdote também recordou que a caridade não se expressa apenas por meio de bens materiais, mas através de gestos simples de acolhida, escuta, atenção e solidariedade para com aqueles que mais necessitam.

“um coração que ama tem muito mais a oferecer do que simplesmente coisas materiais: um olhar humaniza, um sorriso restitui dignidade, uma palavra alivia a solidão. O amor cristão nos provoca a tomar uma decisão, isto é, amar até a quem não consideramos dignos do nosso amor: nossos inimigos, nossos perseguidores, aqueles que não nos amam, porque também não nos consideram dignos do seu amor”, disse.

Ao concluir, enfatizou que amar e rezar pelos inimigos é um dos maiores desafios da vida cristã. Somente o amor gratuito, inspirado no próprio Deus, é capaz de transformar os corações, restaurar as relações e construir a verdadeira paz.

“Amar os inimigos fere a lógica do amor humano, pois este se identifica com afeição, prazer, bem-estar, enquanto que o amor cristão é decisão de fazer o bem. Buscar razões e motivações em nós mesmos para isso é correr o risco de desanimar e desistir; por isso, além do imperativo de Jesus “Amai os vossos inimigos” está “Orai por quem vos persegue”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Aline Cândico



Comentários (0)