XI Domingo do Tempo Comum: Dom Dulcênio Preside Missa na Catedral e Celebra Crisma em Picuí

Atualizado em 15/06/26 às 00:4112 minutos de leitura62 views

Celebrando o XI Domingo do Tempo Comum, neste dia 14 de junho, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu pela manhã a tradicional Missa do Lar na Catedral de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu numerosos fiéis e contou com a participação do Pároco da Catedral, Padre Luciano Guedes, do Diácono Anderson, além dos seminaristas.

Dom Dulcênio e o Padre Luciano acolheram os fiéis presentes e dirigiram uma saudação especial aos visitantes que se encontram em Campina Grande para as festividades de São João.

Homilia

Dom Dulcênio destacou a misericórdia de Deus, que, mesmo não necessitando de ninguém, escolhe caminhar com a humanidade, cuidar de seus filhos e chamá-los a participar de Sua obra.

“Percebamos a benevolência da sensibilidade de nosso Deus: mesmo bastando-Se, não necessitando de nada e nem de ninguém, interessa-Se conosco: vê a humanidade, compadece-se dela, percebe o nosso cansaço e abatimento, faz-Se nosso Pastor. Porém, mesmo não necessitando de nada e nem de ninguém, podendo realizar a Sua obra de misericórdia sozinho, deseja associar a Si, associar aos cuidados que tem para com a humanidade, pessoas como nós, a quem chama discípulos, a quem nos envia para auxiliá-Lo junto a outras pessoas”, destacou.

Recordando a mensagem do Papa Leão XIV por ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dom Dulcênio enfatizou que todos são chamados à santidade, apesar das limitações e fragilidades humanas.

“Somos chamados a participar na própria santidade de Deus, mas trazemos este tesouro em vasos de barro (cf. 2Cor 4,7), somos limitados e imperfeitos, muitas vezes marcados por fraquezas e cansaços e, não raro, por feridas. Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado?” (Mensagem do Papa Leão em 12.06.2026)”.

O bispo também alertou para a responsabilidade de cada batizado na missão evangelizadora da Igreja. Inspirado pelo exemplo de Maria nas Bodas de Caná, convidou os fiéis a viverem a obediência a Cristo e a assumirem com generosidade o compromisso de anunciar o Evangelho.

Ao concluir sua reflexão, Dom Dulcênio apontou para a Virgem Maria como modelo de discípula missionária, que soube perceber as necessidades dos outros e conduzi-los a Jesus. Assim, exortou os fiéis a responderem com prontidão ao chamado do Senhor.

“A Virgem Santíssima, Mãe de Deus e da Igreja, no início da vida pública de Jesus, já entendera isso quando, nas Bodas de Caná, percebeu as vicissitudes, buscou Jesus e ordenou aos que serviam: “Fazei tudo o que Jesus vos disser” (cf. Jo 2,5). O que ela fez, também seja por nós realizado, já que vemos que “a Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9,37)”, findou.

Missa e Crisma em Picuí

Já no período da tarde, Dom Dulcênio seguiu para a Paróquia de São Sebastião, na cidade de Picuí, onde presidiu a Santa Missa com o rito do Sacramento da Crisma a 187 jovens e adultos. A celebração aconteceu em um ginásio da cidade, reunindo um grande número de fiéis para acompanhar este momento significativo da caminhada de fé dos jovens crismandos.

Concelebraram a Eucaristia o Pároco, Padre Claudeci, e o Padre Humberto. Também estiveram presentes os Diáconos Miguel e Vanderley, além dos seminaristas e da comunidade paroquial. Durante a celebração, os jovens receberam o Sacramento da Confirmação, fortalecendo seu compromisso com Cristo e com a missão da Igreja, em uma celebração marcada pela alegria, pela fé e pela participação da comunidade local.

Homilia

O bispo iniciou sua pregação refletindo sobre a mensagem do evangelho deste domingo: “Acabamos de escutar o Senhor Jesus a nos dizer acerca da exigência da messe e da insuficiência de trabalhadores na colheita (cf. Mt 9,37). E uma pergunta nos poderia surgir: “A que messe Jesus se refere?”. Logicamente, à Sua Igreja em suas mais diversas expressões; a Igreja, presente nos mais diversos lugares”, disse.

Ao aprofundar essa reflexão, Dom Dulcênio ressaltou o papel da família como uma verdadeira “Igreja doméstica”. Segundo ele, os pais, fortalecidos pelos sacramentos do Batismo e do Matrimônio, recebem de Deus a missão de cultivar a fé no próprio lar.

“Um desses lugares onde a Igreja de Deus se faz presente é no seio familiar. Não é por acaso que o Papa São João Paulo II denominará a família de Igreja doméstica. Assim, cada lar, na exigência da particularidade de sua existência - que também comporta alegrias e problemas - é uma face da messe do Senhor que reclama a lida, o trabalho daqueles que, conscientes da sua missão, fruto da responsabilidade sacramental do Batismo e extremamente reforçado pelas exigências do Matrimônio, vivem, fielmente, o seu papel de trabalhadores da seara do Senhor”, pregou.

O bispo também alertou para o risco da acomodação diante das responsabilidades assumidas. Recordou que muitos se sentem incapazes, indiferentes ou deixam para depois a tarefa que Deus lhes confiou.

“Muitas, portanto, podem ser as atitudes, e, independentemente destas, o Senhor Jesus ordena que, humildemente, supliquemos: “Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,38). E, por trás deste pedido, escondem-se outros: a perseverança dos que já foram chamados e seguem determinados no trabalho do Senhor junto aos seus, junto ao campo proposto, utilizando-nos sempre da imagem agrícola”.

Por fim, o prelado enfatizou que a missão cristã começa no próprio ambiente que Deus confiou a cada pessoa. Antes de desejar transformar realidades distantes, é necessário cuidar da própria família, especialmente daqueles que mais necessitam de atenção espiritual.

“Pais e mães de família, o seu primeiro interesse deve ser o desenvolvimento integral do seu lar, principalmente na edificação da espiritualidade dentro das paredes de sua casa. Assim, cada família cristã, como campo do Senhor que é, deverá ter ciência de que “o Reino dos Céus está próximo” (Mt 10,7) pelo anúncio que os seus chefes fazem, ainda que exigente seja o esforço junto a um filho, uma filha, um neto, ou quem sabe ao cônjuge, que se configura como ovelha perdida, resgatando essa pessoa para a voz de Cristo”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Paróquia de Picuí



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