Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus: Bispo Preside Missa e Crisma na Paróquia de N. S. Aparecida

Postado em 12/06/26 às 23:316 minutos de leitura43 views

A Igreja celebrou nesta sexta-feira, 12 de junho, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Nesta noite, o senhor Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Eucaristia na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no Médici, em Campina Grande.

Durante a celebração, Dom Dulcênio conferiu o sacramento da Crisma a 99 adultos da comunidade paroquial. Acompanhados por padrinhos, familiares e demais fiéis, os crismandos participaram deste importante momento de confirmação da fé e fortalecimento da caminhada cristã.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Denis, que acolheu os presentes e agradeceu ao pastor diocesano por sua presença na comunidade e por confirmar na fé os novos crismados. Na ocasião, o sacerdote também dirigiu palavras de incentivo e felicitações aos que receberam o sacramento.

Dirigindo-se aos crismandos, Dom Dulcênio destacou a importância da Crisma na vida cristã e exortou os fiéis a permanecerem firmes na missão evangelizadora da Igreja, testemunhando a fé com coragem e perseverança. Também participaram da celebração o Diácono Manassés e os seminaristas.

Na homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre o “Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós”.

Iniciou refletindo sobre a fidelidade do amor de Cristo, que permanece constante mesmo diante da ingratidão humana. Inspirado nas revelações a Santa Margarida Maria Alacoque, o bispo destacou que Jesus continua oferecendo misericórdia e salvação à humanidade.

"Eis aqui o Coração que tanto tem amado os homens, e de tantos benefícios os tem cumulado, e que em troca ao seu infinito amor não recebe nenhuma gratidão, mas apenas ultrajes, e às vezes ainda daqueles que estão obrigados a amá-lo com especial Amor. [...] Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,19), faz-nos entrever que, mesmo com a infidelidade dos homens, temos a constância do amor de Deus”, refletiu.

Depois, observou que os desafios do mundo atual, marcados pelo afastamento da fé e pela perda de valores cristãos, tornam ainda mais urgente o retorno ao Coração de Jesus. Citando o magistério da Igreja, ressaltou que Cristo permanece como a esperança segura para todos.

“O Coração Sacratíssimo de Jesus, sobreposto pela Cruz e resplandecente, entre as chamas, de luz vivíssima. Nele são postas todas as nossas esperanças, dele devemos implorar e esperar a salvação dos homens”. E o que percebemos hoje em detrimento ao amor de Deus? Pecados e mais pecados; insatisfações e mais insatisfações ao Coração de um Deus por nós apaixonado”, pregou.

O bispo também enfatizou o chamado à reparação, lembrando que os cristãos são convidados a unir-se ao sacrifício redentor de Cristo por meio da oração, da conversão e da vivência do Evangelho.

“O que nos cabe fazer? Reparar, expiar. É bem verdade que Cristo é o primeiro Reparador ao amor divino, pois “[...] nenhuma força criada era suficiente para expiar os crimes dos homens se o Filho de Deus não houvesse tomado a humana natureza para repará-los” (Pio XI , Encíclica Miserentissimus Redemptor, 6). Porém, ao Reparador por antonomásia, podemos, como cristãos, somar-nos, pelo fato de todos, no Santo Batismo, termos recebido a condição do sacerdócio batismal”.

Por fim, Dom Dulcênio exortou os fiéis a responderem ao amor de Cristo com a consagração, a confissão e a comunhão reparadoras. Segundo ele, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus continua sendo um caminho seguro de conversão e renovação.

“Como a consagração professa e afirma a união com Cristo, assim a expiação dá principio a esta união apagando as culpas, a aperfeiçoa participando de seus padecimentos e a consuma oferecendo sacrifícios pelos irmãos. [...] Se o Coração de Jesus já estava tão ofendido, será que, nestes dias tão funestos como os atuais, Ele não merece por nós ser consolado? Pensemos e reparemos, expiando, pela consagração, confissão e comunhão reparadoras, o Coração que tanto ama a humanidade”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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