10º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e Crisma em Lagoa de Roça

Postado em 07/06/26 às 21:4015 minutos de leitura29 views

Neste dia 07 de junho, 10º Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na Igreja Mãe da Diocese, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, reunindo os fiéis em torno do altar para a celebração da Eucaristia.

A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Luciano Guedes, e assistência do diácono Ricardo e dos seminaristas. No início da Missa, Dom Dulcênio e o Padre Luciano acolheram a comunidade presente, dirigindo uma saudação especial aos visitantes que estão em Campina Grande neste período das festividades juninas, desejando a todos uma frutuosa experiência de fé e fraternidade.

Ao final da celebração, o bispo convidou os fiéis para participarem da Santa Missa em ação de graças pelos seus 25 anos de episcopado. A celebração acontecerá no próximo dia 16 de junho, às 19h30, no estacionamento do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, no bairro Alto Branco, ocasião em que reunirá sacerdotes, religiosos e religiosas, seminaristas e fiéis de toda a Diocese.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que fé e experiência caminham juntas no encontro com Deus. Recordando grandes pensadores cristãos, o bispo explicou que o importante não é discutir se primeiro se crê ou se primeiro se compreende, mas reconhecer a ação de Deus na própria vida.

“Se experimentamos para crermos ou cremos para experimentarmos, não importa. O que deve haver é o reconhecimento dos sinais amorosos de Deus na nossa vida, pois bem afirmou o Papa São João Paulo II: “os sinais de Deus inserem-se ‘no horizonte da comunicação interpessoal’ (Encíclica Fides et ratio, 13) e, segundo a lógica desta, fazem apelo não só ao raciocínio, mas também a um profundo compromisso existencial”, iniciou.

A reflexão passou pela missão do profeta Oséias, chamado a viver a dor da traição para compreender a infidelidade do povo de Israel. A experiência do profeta revela que Deus deseja conduzir seus filhos a um relacionamento verdadeiro.

“É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor” (Os 6,3). É interessante o termo “conhecer” nas Sagradas Escrituras”: conhecer é experimentar intimamente. Logo, por antonomásia, reconhecer é fazer nova experiência, talvez mais intensa ou tanto quanto aquela primeira que nos cativou. Oséias é inspirado por Deus para anunciar esta linguagem de sedução que atina para a fé”, trouxe.

Ao comentar o Evangelho, Dom Dulcênio ressaltou que o Senhor não busca apenas práticas religiosas externas, mas um coração convertido. A frase “Quero misericórdia e não sacrifícios” recorda que Deus deseja amor, compromisso e uma resposta sincera.

“O Senhor quer o homem, inteiramente com toda a sua vida. Este querer de Deus não ficou no passado. Por isso, Jesus o reprisa, ao que a Igreja o faz ecoar para nós, a fim de que nos convertamos de qualquer patamar de maldade, de ingratidão, de traição em que estejamos: “Quero misericórdia e não sacrifícios” (Mt 9,13)”.

Por fim, o bispo apresentou São Mateus como exemplo de quem acolheu o chamado de Cristo e transformou sua vida. Assim como o apóstolo, cada fiel é convidado a reconhecer os sinais do amor de Deus, renovar sua fé e seguir Jesus.

“São Mateus fez esta experiência profunda de amor. Mesmo abandonando o Senhor, quando da Paixão redentora, não o abandonou para sempre: foi um momento de fraqueza de sua parte; “re-conheceu” o Senhor, ou seja: fez nova, intensa experiência com Deus; deu-Lhe a sua vida da forma mais capital: do seguimento à evangelização; da evangelização ao martírio cruento. A esta experiência, como critério pleno de felicidade nossa, não devemos nos escusar: levantemo-nos e sigamos a Jesus”, concluiu.

Missa com Crisma em São Sebastião de Lagoa de Roça

Ainda neste domingo, no período da tarde, Dom Dulcênio esteve na Paróquia de São Sebastião, em São Sebastião de Lagoa de Roça, onde presidiu a Santa Missa e conferiu o Sacramento da Crisma a 222 jovens e adultos da comunidade.

A celebração aconteceu no Ginásio Municipal “O Marcelão” e reuniu os crismandos, seus familiares, padrinhos e numerosos fiéis. Logo no início da celebração, o bispo destacou a alegria de confirmar na fé aqueles que, após um período de preparação, recebiam o Sacramento da Confirmação, fortalecendo seu compromisso com Cristo e com a Igreja.

Participaram da celebração o Pároco, Padre Fagner, o Diácono Hélio e os seminaristas. Durante a Missa, Dom Dulcênio agradeceu a todos os envolvidos na organização do momento celebrativo, destacando o empenho das equipes.

Ao final, o prelado dirigiu uma palavra especial de gratidão aos catequistas, reconhecendo a dedicação e o testemunho oferecidos na formação dos crismandos, e parabenizou os novos confirmados por este importante passo na caminhada cristã.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que toda vocação nasce do amor de Deus. A partir do chamado de São Mateus, o bispo recordou que cada pessoa é convidada a corresponder ao amor divino e a transmiti-lo aos outros por meio da própria vida.

“Para nós, que temos fé, esta dimensão vocacional possui por origem o próprio Deus; é Ele quem chama. E chama para que? Chama quem? Deus chama o homem para si, na perspectiva de corresponder ao amor que Ele tanto devota à pessoa humana. Somos, portanto, vocacionados por Deus para o amor; para, experimentando a predileção divina por nós, sermos transmissores seus para o mundo”, destacou.

Ao refletir sobre o Evangelho, o bispo explicou que a misericórdia é a forma concreta do amor de Deus. Por isso, o cristão é chamado a ser sinal desse amor, acolhendo, servindo e cuidando dos irmãos.

“Somos chamados por Deus a transmitir o Seu amor, que se caracteriza pela pureza, e a partir deste qualitativo, se derivam tantos outros, que perpassam, inclusive, pelo desinteresse de banalidades na simples atitude de amar. Isto é ser, em linhas gerais, ‘missionários da misericórdia’, ou seja, do amor de Deus; é, curados pelo Divino Médico, do Quem tanto precisávamos (cf. Mt 9,12), curar em Seu nome bendito, porque, sendo Ele o Médico, é também a nossa medicina”, explicou.

O bispo ressaltou ainda que essa missão é confiada a todos, independentemente da vocação específica. Sacerdotes, religiosos, casados e leigos são chamados a testemunhar a misericórdia divina.

“Não importando a vocação específica para a qual Deus nos chama – se à vida sacerdotal ou religiosa, ou à vida matrimonial na constituição de uma família, ou mesmo como leigo na vida da Igreja – o ato de sermos transmissores do amor divino faz-se um imperativo do qual é impossível se escusar, pondo em sérios riscos a fidelidade na correspondência ao Senhor que nos chama”.

Por fim, inspirado no exemplo de Santa Teresa de Calcutá, Dom Dulcênio recordou que a fidelidade ao chamado acontece nos pequenos gestos realizados com amor. É no cotidiano que a vocação se fortalece.

“O segredo de corresponder à vocação no quotidiano está no fato de enxergar Deus em tudo aquilo que fazemos, ainda que seja numa ínfima atividade, que não nos diga muito. Isso é o que podemos, com justeza, chamar de ‘constância no amor’. Esta ideia pode ainda ser confirmada com uma máxima de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Nada é pequeno onde o amor é grande”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Lagoa de Roça



Comentários (0)