Dom Dulcênio Recebe Imagem do Venerável Padre Ibiapina e Obras sobre seu Legado Missionário
Na manhã desta terça-feira, 2 de junho, o Bispo Diocesano de
Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, recebeu em audiência o Padre
Demétrio Moraes, Reitor do Memorial Padre Ibiapina, em Santa Fé, Solânea, e o Padre
Rômulo Remígio Viana, da Paróquia Nossa Senhora da Guia, em Queimadas.
Na ocasião, Dom Dulcênio foi presenteado com uma imagem do
Venerável Padre Ibiapina, entregue pelo Padre Demétrio, além de receber dois
livros de autoria do Padre Rômulo Remígio. A primeira obra, “O Homem das
Chinelas Empoeiradas”, apresenta uma leitura histórica da ação pastoral desenvolvida
por Padre Ibiapina no Nordeste brasileiro. Já o livro “O Amor Vence Tudo”
oferece uma abordagem diferenciada sobre a atuação missionária e o legado
espiritual do sacerdote.
O encontro destacou a importância da preservação da memória e da
divulgação da vida e da obra do Venerável Padre Ibiapina, figura marcante da
evangelização nordestina e referência de caridade, serviço e dedicação aos mais
pobres.
A história do Venerável Padre Ibiapina
O Venerável Padre José Antônio de Maria Ibiapina nasceu em Sobral,
no dia 5 de agosto de 1806. Antes de ingressar na vida sacerdotal, exerceu
diversas funções públicas, sendo professor, advogado, deputado geral, chefe de
polícia e juiz de direito.
Somente em 1853, aos 46 anos, recebeu a ordenação sacerdotal. Sua
primeira Missa foi celebrada em 26 de julho, dia dedicado a Sant’Ana. Ao longo
de sua trajetória eclesial, também exerceu as funções de vigário-geral e
professor de seminário. Embora tenha sido convidado mais de uma vez para
assumir o episcopado, preferiu permanecer como sacerdote missionário, dedicando
sua vida ao serviço dos pobres do Nordeste.
Em 1855, substituiu o sobrenome Pereira por “de Maria”,
expressando sua total consagração à Bem-Aventurada Virgem Maria. A partir de
então, percorreu as províncias do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do
Norte e Piauí, anunciando o Evangelho e promovendo inúmeras obras de caráter
social e religioso.
Ao lado do povo, construiu igrejas, escolas, cemitérios, açudes,
estradas, hospitais e as célebres Casas de Caridade, que acolhiam órfãos e
viúvas, oferecendo assistência.
Após anos de intensa atividade missionária, estabeleceu-se em
Santa Fé, em Solânea, onde permaneceu até sua morte, em 19 de fevereiro de
1883. Seus restos mortais repousam até hoje naquele local, que se tornou
importante centro de devoção e memória.
Em 1992, foi oficialmente aberto o processo de beatificação de
Padre Ibiapina.
Com
informações: Padre Rômulo e Pe. Demétrio
Fotos: Andrea Brito




