Jovens e Adultos Recebem o Sacramento da Crisma em São Sebastião do Umbuzeiro

Postado em 23/05/26 às 22:257 minutos de leitura44 views

No cariri, a Paróquia de São Sebastião, em São Sebastião do Umbuzeiro, celebrou na noite deste sábado, véspera da Solenidade de Pentecostes, a Santa Missa com o rito da Crisma, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos. A celebração reuniu a comunidade paroquial em suas pastorais, movimentos e serviços.

Ao todo, 77 jovens e adultos receberam o Sacramento da Confirmação, confirmando publicamente a fé recebida no Batismo. A celebração de Pentecostes deu ainda mais sentido ao rito da Crisma, já que o sacramento representa justamente o fortalecimento dos dons do Espírito Santo na vida dos fiéis, impulsionando-os a viverem e testemunharem o Evangelho com coragem e fidelidade.

No início da celebração, Dom Dulcênio foi acolhido fraternalmente pelo Adm. Paroquial, Padre Elton Moura, e por toda a comunidade presente. O Padre Adauto também concelebrou a Eucaristia. Em sua mensagem aos crismandos, o bispo destacou a importância da perseverança na caminhada cristã e recordou que a Crisma não representa o fim da missão na Igreja, mas o início de uma vida mais comprometida com a evangelização e o serviço ao próximo.

Dom Dulcênio também dirigiu palavras de gratidão aos catequistas, reconhecendo o empenho e a dedicação na formação dos crismandos.

Homilia

O bispo destacou o Espírito Santo como fonte da unidade da Igreja. Partindo da Torre de Babel, refletiu que o orgulho e o pecado afastam o homem de Deus, gerando divisão, desarmonia e incompreensão.

“Quando lemos a narrativa da Torre de Babel (cf. Gn 11,1-9), vemos a estranha relação entre aquele monumento mirabolante e o pecado, fazendo-nos entrever o desejo fadado ao fracasso que o homem tem de alcançar o céu (a felicidade, portanto) com as suas próprias conjecturas falíveis, aparecendo, assim, a confusão, a desarmonia, a dispersão, o ódio e a divisão como frutos do pecado: "De modo que não se entendam uns aos outros" (Gn 11,7)”, iniciou sua pregação.

Ao relacionar Babel e Pentecostes, Dom Dulcênio afirmou que o Espírito Santo restaura aquilo que o pecado fragmentou. O bispo alertou ainda para o risco do “espírito da divisão” atingir famílias, grupos e comunidades, enfraquecendo a comunhão eclesial.

“Estejamos atentos! O espírito da divisão pode possuir, mediante o orgulho, o coração dos filhos da Igreja Una, desde os seus relacionamentos interpessoais, minando, até mesmo, os grupos, pastorais, ministérios, associação de fiéis… as famílias. Estejamos certos de que, se tal risco é possível, infinitamente mais forte e certo, contrapondo-se ao espírito da divisão, ao espírito diabólico (do grego: diábolos, divisor), temos, em nosso favor, a unidade propiciada pelo Espírito Santo”, pregou.

A homilia também apresentou o Espírito Santo como vínculo de amor entre o Pai e o Filho na Santíssima Trindade. Utilizando a imagem da “pericórese”, o prelado explicou que o dinamismo trinitário revela perfeita comunhão entre as Pessoas Divinas, tornando-se modelo para a vida da Igreja.

“E qual a relação de dinamismo existente entre as Pessoas Divinas, propiciado pelo Espírito Santo, e a dança pericorética? É que, mediante a unidade das Pessoas Trinitárias, a ação de cada uma delas em particular é refletida na Trindade como um todo. E esta dinâmica é obra do Espírito Santo. É o Espírito Santo quem unifica a Única Igreja de Cristo, a Igreja Católica”, destacou.

Concluindo, o bispo recordou que o Espírito Santo continua atualizando Pentecostes na vida da Igreja, especialmente pelos sacramentos. Assim, incentivou os fiéis a viverem a unidade, permitindo que o Espírito transforme as relações humanas em verdadeira comunhão.

“O Espírito Santo deseja realizar em nós o pedido de Jesus ao Pai: "para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. [...] para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita" (Jo 17,21.22-23a). Abramo-nos a esta proposta de amor: o Espírito da Unidade que nos é concedido. Assim, seremos um com Deus e entre nós, numa comunhão eterna e envolvente, que se inicia em Pentecostes, e nos chega e se atualiza pelos Sacramentos”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



Comentários (0)