Dom Dulcênio Preside Missa com Crisma de adultos em São Vicente do Seridó
A comunidade da Paróquia de São Vicente Ferrer e Santo Antônio
celebrou com alegria a Santa Missa com Crisma presidida por Dom Dulcênio Fontes
de Matos, Bispo Diocesano, reunindo os fiéis em um momento de profunda fé e
renovação espiritual. A celebração marcou a confirmação de 142 adultos da
comunidade paroquial, que receberam diante de seus familiares, padrinhos e
amigos.
Logo nos ritos iniciais, Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre
Roberto Neves, que concelebrou a Santa Missa juntamente com o Padre Antônio
Batista, vigário forâneo. A celebração contou ainda com a presença dos
seminaristas.
Durante o rito da Crisma, os adultos confirmados renovaram o
compromisso assumido no Batismo e receberam os dons do Espírito Santo para
seguirem firmes na missão cristã.
Homilia
Na semana da Ascensão do Senhor e em preparação para Pentecostes,
Dom Dulcênio refletiu sobre o significado do Sacramento da Confirmação,
destacando que o mesmo Espírito Santo derramado sobre os Apóstolos será
recebido pelos crismandos.
Ao refletir sobre a despedida de São Paulo à comunidade de Éfeso, o
bispo destacou o alerta sobre os “lobos ferozes”. que foi apresentado como um
chamado à vigilância e à fidelidade ao Evangelho diante das ameaças que podem
surgir até mesmo dentro da própria comunidade.
“Ele se despede e recomenda que cuidem do rebanho que lhes foi
confiado pelo Espírito Santo. Cuidar significa proteger, defender, estar sempre
ao lado. Paulo faz esse pedido porque sabe que, depois que ele partir,
aparecerão oportunistas, os quais ele chama de “lobos ferozes que não pouparão
o rebanho”. Alerta que estes oportunistas podem estar ou surgir dentro do
próprio grupo, da própria comunidade. Por isso ele pede que estejam atentos”,
destacou.
A homilia também destacou o desafio de viver no mundo sem perder a
identidade cristã. Segundo o bispo, os fiéis são chamados a testemunhar o
Evangelho na sociedade, conservando a firmeza na fé e a comunhão com a Igreja
Católica.
“Esta tensão sempre foi ponte de tentações e de desvios na espiritualidade
e na evangelização. Às vezes, o fato de não serem do mundo fez das comunidades
cristãs um gesto sem influência na sociedade e na história. Outros, o fato de
estarem no mundo fez com que perdessem sua identidade cristã e a qualidade do
seu testemunho. Devemos ser fermento no mundo e conservar, ao mesmo tempo, a
identidade de nossa fé”, pregou.
Ao concluir, Dom Dulcênio recordou a oração de Jesus pela unidade
dos discípulos, mostrando que o amor vivido na Santíssima Trindade deve
inspirar também a vida da Igreja. A celebração da Crisma foi apresentada como
um convite à unidade, à perseverança e ao compromisso missionário.
“O que une o Pai ao Filho e ao Espírito Santo é o amor. Desde toda
a eternidade, o Pai conhece a si mesmo, e desse conhecimento é gerado o Filho;
do amor do Pai para com o Filho, procede o Espírito Santo. Evidentemente, como
não temos na Terra exemplo algum de eternidade e temos a ausência do “antes” e
do “depois”, custa-nos imaginá-lo, mas, no Céu, veremos Deus face a face. [...]
Que a oração de Jesus seja acolhida; ela se torna, assim, um ato de amor e
proteção, revelando sua solicitude pela comunidade que permanece no mundo”,
concluiu.
Com informações e fotos: Pascom Paroquial





















