Dom Dulcênio Preside Missa com Crisma de adultos em São Vicente do Seridó

Postado em 20/05/26 às 22:336 minutos de leitura36 views

A comunidade da Paróquia de São Vicente Ferrer e Santo Antônio celebrou com alegria a Santa Missa com Crisma presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, reunindo os fiéis em um momento de profunda fé e renovação espiritual. A celebração marcou a confirmação de 142 adultos da comunidade paroquial, que receberam diante de seus familiares, padrinhos e amigos.

Logo nos ritos iniciais, Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre Roberto Neves, que concelebrou a Santa Missa juntamente com o Padre Antônio Batista, vigário forâneo. A celebração contou ainda com a presença dos seminaristas.

Durante o rito da Crisma, os adultos confirmados renovaram o compromisso assumido no Batismo e receberam os dons do Espírito Santo para seguirem firmes na missão cristã.

Homilia

Na semana da Ascensão do Senhor e em preparação para Pentecostes, Dom Dulcênio refletiu sobre o significado do Sacramento da Confirmação, destacando que o mesmo Espírito Santo derramado sobre os Apóstolos será recebido pelos crismandos.

Ao refletir sobre a despedida de São Paulo à comunidade de Éfeso, o bispo destacou o alerta sobre os “lobos ferozes”. que foi apresentado como um chamado à vigilância e à fidelidade ao Evangelho diante das ameaças que podem surgir até mesmo dentro da própria comunidade.

“Ele se despede e recomenda que cuidem do rebanho que lhes foi confiado pelo Espírito Santo. Cuidar significa proteger, defender, estar sempre ao lado. Paulo faz esse pedido porque sabe que, depois que ele partir, aparecerão oportunistas, os quais ele chama de “lobos ferozes que não pouparão o rebanho”. Alerta que estes oportunistas podem estar ou surgir dentro do próprio grupo, da própria comunidade. Por isso ele pede que estejam atentos”, destacou.

A homilia também destacou o desafio de viver no mundo sem perder a identidade cristã. Segundo o bispo, os fiéis são chamados a testemunhar o Evangelho na sociedade, conservando a firmeza na fé e a comunhão com a Igreja Católica.

“Esta tensão sempre foi ponte de tentações e de desvios na espiritualidade e na evangelização. Às vezes, o fato de não serem do mundo fez das comunidades cristãs um gesto sem influência na sociedade e na história. Outros, o fato de estarem no mundo fez com que perdessem sua identidade cristã e a qualidade do seu testemunho. Devemos ser fermento no mundo e conservar, ao mesmo tempo, a identidade de nossa fé”, pregou.

Ao concluir, Dom Dulcênio recordou a oração de Jesus pela unidade dos discípulos, mostrando que o amor vivido na Santíssima Trindade deve inspirar também a vida da Igreja. A celebração da Crisma foi apresentada como um convite à unidade, à perseverança e ao compromisso missionário.

“O que une o Pai ao Filho e ao Espírito Santo é o amor. Desde toda a eternidade, o Pai conhece a si mesmo, e desse conhecimento é gerado o Filho; do amor do Pai para com o Filho, procede o Espírito Santo. Evidentemente, como não temos na Terra exemplo algum de eternidade e temos a ausência do “antes” e do “depois”, custa-nos imaginá-lo, mas, no Céu, veremos Deus face a face. [...] Que a oração de Jesus seja acolhida; ela se torna, assim, um ato de amor e proteção, revelando sua solicitude pela comunidade que permanece no mundo”, concluiu.

Com informações e fotos: Pascom Paroquial



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