Celebrando o VI Domingo da Páscoa e o Dia das Mães, Dom Dulcênio Preside Missa na Catedral e Confere Crisma em Puxinanã
Celebrando o VI Domingo da Páscoa, neste 10 de maio, data também
dedicada ao Dia das Mães, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, presidiu pela manhã a tradicional Missa do Lar na Catedral
Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, reunindo centenas de fiéis na Igreja
Mãe da Diocese. A celebração contou com a presença do Vigário Geral e Pároco da
Catedral, Padre Luciano Guedes, além da assistência do Diácono Ricardo e dos
seminaristas.
Logo nos ritos iniciais, Dom Dulcênio dirigiu uma especial
intenção por todas as mães, convidando os fiéis a colocarem no altar do Senhor
aquelas que seguem em vida, bem como as que já partiram para a Casa do Pai.
Nesse sentido, a comunidade elevou preces pelas famílias, reconhecendo na
figura materna um sinal do amor, do cuidado e da ternura de Deus.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a ação do Espírito Santo na vida da
Igreja e dos cristãos. Inspirado na liturgia do dia, o bispo destacou a
promessa de Jesus sobre a vinda do “outro Defensor”, ressaltando que o Espírito
Santo permanece sustentando, fortalecendo e conduzindo o povo de Deus na
fidelidade ao Evangelho.
Ao comentar a missão de Pedro e João junto aos samaritanos, Dom
Dulcênio explicou que a Confirmação é continuidade da missão apostólica da
Igreja. O Sacramento da Crisma, segundo o bispo, não é apenas um rito, mas o
selo do Espírito Santo.
“A confirmação da fé dos cristãos, seus filhos, por parte da
Igreja, é uma resposta que Deus dá através desta mesma Igreja, que fala da
fidelidade divina. [...] Não por acaso, um dos nomes do Sacramento da Crisma é
‘Confirmação’: confirmamos a nossa pertença batismal pela fé vivida e
professada fielmente, e Deus, por Sua parte, confirma a Sua presença junto a
nós pela marca, pelo selo do Espírito Santo”, explicou.
A homilia também destacou que o crismado assume maior compromisso
com a Igreja e com o anúncio do Evangelho. Recordando as palavras de São Pedro,
o bispo exortou os fiéis a estarem sempre prontos para dar razão da esperança
cristã.
“O fiel, enriquecido pela força especial do Espírito Santo, é
assim mais estritamente obrigado a difundir e a defender a fé com palavras e
atos, como verdadeira testemunha de Cristo (n. 11). Ora, o crismado não apenas
tem de Cristo o nome que envolve unção. São Pedro enfatiza: “Santificai em
vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da
vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir”, destacou.
Por fim, Dom Dulcênio reforçou que todo batizado e confirmado é
chamado a ser testemunha de Cristo no mundo. Movidos pela força do Espírito
Santo, os cristãos devem manifestar, através das palavras e das obras, a
presença viva de Deus.
“Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de
manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de
que se revestiram pelo Batismo, e a virtude do Espírito Santo por quem na
Confirmação foram robustecidos, de tal modo que os demais homens, ao verem as
suas boas obras, glorifiquem o Pai e compreendam, mais plenamente o sentido genuíno
da vida humana e o vínculo universal da comunidade humana”, concluiu.
Missa e Crisma em Puxinanã
Ainda neste domingo, no período da tarde, Dom Dulcênio dirigiu-se
à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde presidiu a Santa Missa com rito da
Crisma. Na ocasião, 179 jovens e adultos receberam o Sacramento da Confirmação,
fortalecendo a caminhada de fé e assumindo, diante da Igreja, o compromisso de
serem testemunhas de Cristo no mundo.
O bispo e os crismandos, acompanhados de padrinhos e familiares,
foram acolhidos fraternalmente pelo Pároco, Padre Antônio Araújo, que expressou
gratidão pela presença do pastor diocesano neste dia festivo para a comunidade
paroquial.
A celebração também contou com a presença dos Diáconos José
Anselmo e Anderson e dos seminaristas.
Homilia
O prelado refletiu sobre o Espírito Santo como expressão do amor
de Deus presente na vida dos cristãos. A partir do Evangelho de São João, o
bispo destacou que amar a Cristo significa guardar Seus mandamentos e viver uma
verdadeira intimidade com Deus.
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai,
e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco” (Jo
14,15). Amar e conhecer, criar intimidade, são termos correlatos, sinônimos nas
Sagradas Escrituras, de maneira que, tal como nos diz São João, na sua Primeira
Carta, se guardamos os mandamentos divinos, sabemos que conhecemos Deus (cf.
1Jo 2,3)”, iniciou.
Dom Dulcênio também ressaltou que, pelo Batismo, os cristãos
tornam-se morada de Deus. O bispo recordou que o Pai, o Filho e o Espírito
Santo habitam naqueles que permanecem fiéis à Palavra, transformando a vida do
fiel em espaço da presença divina.
“O Senhor nos diz mais; “Se alguém me ama, guardará minha palavra,
e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,23).
Pelo Batismo, sendo moradas do Pai e do Filho, também o somos Daquele que, das
duas outras Pessoas Divinas, procede: moradas do Espírito Santo, pois fomos
eleitos, vocacionados para isto: “sermos moradas de Deus pelo Espírito”, tal
como nos lembra São Paulo ao escrever aos Efésios (2,22)”, disse.
A homilia ainda evidenciou que o Espírito Santo santifica os fiéis
e os fortalece para testemunharem a esperança cristã no mundo. Segundo Dom
Dulcênio, é pelo amor a Deus e aos irmãos que o cristão consegue viver a
vontade divina.
“O Espírito Santo nos santifica para realizarmos a vontade de
Deus, ao tempo em que, fazendo a vontade divina, santificamos em nossos
corações o Senhor Jesus Cristo, porque devemos sempre dar razões da nossa
esperança para todos. [...] Mas, como faremos em nós esta imbricação senão pela
via do amor a Deus e aos irmãos? Deus concede-nos o Seu Espírito Santo,
potência do amor, para que amemos; e, amando, Ele permanecerá ainda mais no
coração de quem ama”, pregou.
Por fim, aprofundou o sentido do Espírito Santo como “Defensor”,
aquele que fala e age através dos discípulos de Cristo. Dom Dulcênio recordou
que o cristão é chamado a irradiar a presença de Deus em todos os ambientes,
tornando-se sinal vivo do Evangelho através do testemunho.
“O Espírito continua a utilizar-Se de nós como Seus instrumentos.
[...] E, se o Espírito Santo nos representa, em simultâneo O representamos, de
forma que a presença de um cristão num ambiente, numa circustância, em tudo
enfim, deverá irradiar o Espírito de Deus, e não contrariá-Lo ou mesmo negá-Lo.
Que a moradia do Defensor em nós, o Espírito da Verdade, nos faça amar com
maior afinco a Deus e aos irmãos. Assim, testemunharemos a indizível nobreza
Daquele que mora em nós”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Paróquia de Puxinanã
















































