Domingo da Misericórdia: Missa no Santuário e Crisma na Paróquia das Graças, em CG
Neste
domingo, 12 de abril, a Igreja celebrou o Segundo Domingo da Páscoa, também
conhecido como Domingo da Misericórdia. Em Campina Grande, Dom Dulcênio
presidiu duas celebrações que marcaram este dia.
Pela
manhã, o bispo esteve no Santuário da Divina Misericórdia, onde presidiu a
missa das 10h. O espaço ficou tomado por devotos vindos de várias cidades da
região, que transformaram o santuário em um verdadeiro centro de peregrinação e
oração.
A
comunidade acolheu Dom Dulcênio com alegria, juntamente com o Reitor, Padre
Paulo Sérgio. Estiveram também presentes o diácono Eduardo Justino e os
seminaristas, que colaboraram na liturgia.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou que a Oitava da Páscoa é como um único dia de ressurreição,
no qual somos mergulhados na misericórdia divina. A figura de Tomé reflete
nossa caminhada de fé, marcada por dúvidas, mas aberta ao encontro com o
Ressuscitado.
“O
II Domingo da Páscoa - chamado também de “Domingo de branco” e “Domingo da
Misericórdia” -, inserido nas Oitavas Pascais, põe termo a este oitavário, que
é como que um só dia glorioso: o da Ressurreição de Cristo. Ora, em todos anos,
somos postos diante desta página de São João (cf. Jo 20,19-31), que percorre os
oito dias pascais; que percorre a fé de Tomé”, iniciou.
A
incredulidade de Tomé torna-se caminho de cura. Jesus o convida a tocar suas
chagas, revelando que a fé nasce do encontro pessoal com Ele. A profissão “Meu
Senhor e meu Deus” expressa não apenas surpresa, mas uma profunda adesão e
confiança no Cristo vivo.
“Põe
o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu
lado. E não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20,27)... à proposta de Jesus a Tomé
não poderia ter uma correspondência diferente: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo
20,27). Esta não é uma simples interjeição; é, na realidade, um pedido, ao que
é também uma confissão de fé”, refletiu.
A
homilia também ressaltou que a fidelidade é meta do discípulo. Crer não
significa ausência de dificuldades, mas perseverar mesmo nas provações. Assim
como Tomé, somos chamados a deixar que nossas dúvidas nos conduzam a uma fé
mais madura e verdadeira.
“Ser
fiel… Tal adjetivo é meta constante para quem deseja e segue Jesus Cristo. Fiel
é aquele que segue; fiel é aquele que acredita; fiel é aquele que professa a
fé, ainda que tal testemunho seja posto diante de dificuldades: “[...] a vossa
fé será provada como sendo verdadeira - mais preciosa que o ouro perecível, que
é provado no fogo - e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação
de Jesus Cristo” (1Pd 1,7)”, ressaltou.
Por
fim, o prelado apresentou o Sacramento da Penitência como expressão concreta da
misericórdia pascal. Nele, encontramos o perdão e a paz, sendo reconciliados
com Deus e com os irmãos.
“A
quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes,
eles lhes serão retidos” (Jo 20,21.22-23). Vemos que, a Igreja - e somente ela
-, Jesus lhe deixa como meio de despenseira da misericórdia pelo Sacramento da
Confissão. Tal Sacramento restitui-nos a paz porque nos reconcilia com Deus e
com os irmãos. E esta força para perdoar pecados em nome de Deus a Igreja a tem
pelo Espírito Santo que a impulsiona”, concluiu.
Missa
e Crisma na Paróquia das Graças
No
período da tarde, Dom Dulcênio seguiu para a Paróquia Nossa Senhora das Graças,
no bairro Liberdade, onde presidiu a Santa Missa e administrou o Sacramento da
Crisma a 319 fiéis, entre jovens e adultos.
A
celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Fabiano Melo, e contou com a
presença dos Padres Aldevan, Adeildo e Ednaldo. Em espírito de comunhão, a comunidade
celebrou o fortalecimento da fé dos crismandos, chamados agora a testemunhar,
com mais maturidade, a presença de Cristo no mundo.
Homilia
O
bispo recordou o sentido profundo do “Domingo no Branco”, ligado à tradição dos
neófitos que, após a Vigília Pascal, deixavam suas vestes batismais. Mais do
que um gesto externo, trata-se de um forte símbolo espiritual: o cristão é
chamado a viver continuamente revestido de Cristo.
“Quando
depois do mergulho batismal e a unção do Santo Crisma, o que foi batizado é
investido de uma veste diferente, aparentemente material, mas eminentemente
espiritual: "[...] nasceste de novo e foste revestido de Cristo. Recebe,
portanto, a veste batismal, que deves levar sem mancha até a vida eterna,
conservando a dignidade de filho de Deus", destacou.
A
homilia ressaltou que esse revestir-se de Cristo está ligado ao novo nascimento
na graça, que nos insere em uma esperança viva. Mesmo em meio às provações, a
fé é purificada e fortalecida, conduzindo o cristão à plenitude da salvação.
“Graças
à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve
manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora
seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias
provações. Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira - mais
preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo”, trouxe.
Dom
Dulcênio destacou ainda que conservar a veste batismal significa viver
concretamente as virtudes cristãs no cotidiano. Revestir-se do homem novo
implica cultivar sentimentos de compaixão, humildade e amor, permitindo que a
paz de Cristo reine no coração.
“[...]
vesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus [...] vesti-vos com
sentimentos de compaixão, com bondade, humildade, mansidão, paciência;
suportai-vos uns aos outros e, se um tiver motivo de queixa contra o outro,
perdoai-vos mutuamente. Como o Senhor vos perdoou, fazei assim também vós... revesti-vos
do amor, que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo
[...]”, destacou.
Por
fim, a homilia apontou o Sacramento da Reconciliação como caminho de
restauração quando a veste da graça é manchada pelo pecado. Nele, o cristão
reencontra a paz e a comunhão, sendo renovado pela misericórdia divina.
“A
experiência do Sacramento da Reconciliação é aquela de resgatar a alvura da
nossa vida íntegra de fé, de lavar e alvejar a nossa veste no Sangue do
Cordeiro após as grandes tribulações da vida (cf. Ap 7,14). Travestidos do
Cristo com uma veste indissociável ao nosso viver, procedamos na honestidade do
nosso ser cristão”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Santuário e Pascom Diocesana (Matheus Borges)




































FOTOS NO SANTUÁRIO


















