Catedral de Nossa Senhora da Conceição Celebra Crisma Dentro da Oitava da Páscoa

Atualizado em 11/04/26 às 23:217 minutos de leitura41 views

Celebrando o II Domingo da Páscoa, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, conferiu, na noite deste sábado (11), o sacramento da Crisma a 100 paroquianos da Catedral de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu crismandos, padrinhos, familiares, amigos e toda a comunidade, que se fez presente para testemunhar esse momento marcante de fé e compromisso cristão.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Luciano Guedes, e pelo vigário paroquial, Padre Mércio, contando ainda com a assistência do diácono Anderson e dos seminaristas.

Durante a celebração, Dom Dulcênio expressou gratidão aos catequistas, reconhecendo o empenho ao longo do processo formativo, e parabenizou os crismandos pela perseverança na caminhada de fé, que teve seu ponto alto no recebimento do sacramento.

Na homilia proferida por Dom Dulcênio, ele partiu da figura de São Tomé como “irmão gêmeo” espiritual de cada fiel. A proposta é reconhecer em Tomé nossas dúvidas e buscas, mostrando que a fé é um caminho marcado por processos, onde as fragilidades não impedem o encontro com Deus.

“Podemos tomar tal designativo, na espiritualidade, em relação a nós. Sim, porque se sabemos do apelido de Tomé, imaginemo-lo em relação à identificação conosco, ousando chamá-lo de nosso “irmão gêmeo univitelino”. Claro, tudo isso nos parâmetros interiores. Nesta reflexão, vejamos algumas características do Apóstolo apresentadas pela Escritura, e que são também aparências nossas”, refletiu.

O bispo ressaltou que a santidade não é ausência de crises, mas fidelidade na busca. Tomé revela bravura ao querer seguir Jesus, mas também inquietação ao questionar, indicando que a fé amadurece nas tensões entre confiança e dúvida.

“A santidade não é somente para aqueles que nunca pecaram; Deus também associa à luz de Sua face aqueles que, de sincero coração, O procuraram, ainda que, no decorrer desta procura, tenham resvalado em pequenas ou grandes crises de fé, entretanto, não permaneceram nela. Olhando a vida de São Tomé, percebemos que a vida do Apóstolo não era uma ascendente retilínea; Tomé teve suas crises no ato de crer”, ressaltou.

No episódio do Evangelho de João (Jo 20,19-31), a incredulidade de Tomé expressa também um desejo sincero de crer. Sua profissão de fé mostra que a dúvida, quando aberta à graça, pode conduzir a uma fé mais profunda.

“Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20,28). Este curtíssimo "credo" definirá para sempre o agir deste homem que, na imitação do seu Senhor e Deus, vai às últimas consequências do empenhar a vida em prol do Evangelho, chegando ao ponto de, intrepidamente, derramar o próprio sangue”.

Por fim, a reflexão aponta para Jesus Cristo como modelo. Ele, nosso irmão, oferece paz, perdão e comunhão, chamando os fiéis a viverem a fraternidade e a refletirem o amor de Deus no mundo.

“Fazendo-Se nosso irmão, Ele, o Primogênito do Pai "entre muitos irmãos" (Rm 8,29; cf. Cl 1,15.18; Hb 1,6), está conosco, ensina-nos, tranquiliza-nos, perdoa-nos e intercede ao Pai - ao Seu Pai substancialmente e ao nosso Pai por adoção - por nós, os pequenos. Ensina-nos com as lições da paternidade de Deus, tranquiliza-nos ao ser Ele mesmo a nossa Paz (cf. Ef 2,14): "A paz esteja convosco" (Jo 20,19.21a.26). Perdoa-nos com um amor eterno e que foi legado à Sua Igreja, principalmente pelo Sacramento da Reconciliação, Penitência ou Confissão”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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