Catedral de Nossa Senhora da Conceição Celebra Crisma Dentro da Oitava da Páscoa
Celebrando o II Domingo da Páscoa, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, conferiu, na noite deste sábado (11), o sacramento da Crisma a
100 paroquianos da Catedral de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu
crismandos, padrinhos, familiares, amigos e toda a comunidade, que se fez
presente para testemunhar esse momento marcante de fé e compromisso cristão.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Luciano Guedes,
e pelo vigário paroquial, Padre Mércio, contando ainda com a assistência do
diácono Anderson e dos seminaristas.
Durante a celebração, Dom Dulcênio expressou gratidão aos
catequistas, reconhecendo o empenho ao longo do processo formativo, e
parabenizou os crismandos pela perseverança na caminhada de fé, que teve seu
ponto alto no recebimento do sacramento.
Na homilia proferida por Dom Dulcênio, ele partiu da figura de São
Tomé como “irmão gêmeo” espiritual de cada fiel. A proposta é reconhecer em
Tomé nossas dúvidas e buscas, mostrando que a fé é um caminho marcado por
processos, onde as fragilidades não impedem o encontro com Deus.
“Podemos tomar tal designativo, na espiritualidade, em relação a
nós. Sim, porque se sabemos do apelido de Tomé, imaginemo-lo em relação à
identificação conosco, ousando chamá-lo de nosso “irmão gêmeo univitelino”.
Claro, tudo isso nos parâmetros interiores. Nesta reflexão, vejamos algumas
características do Apóstolo apresentadas pela Escritura, e que são também
aparências nossas”, refletiu.
O bispo ressaltou que a santidade não é ausência de crises, mas
fidelidade na busca. Tomé revela bravura ao querer seguir Jesus, mas também inquietação
ao questionar, indicando que a fé amadurece nas tensões entre confiança e
dúvida.
“A santidade não é somente para aqueles que nunca pecaram; Deus
também associa à luz de Sua face aqueles que, de sincero coração, O procuraram,
ainda que, no decorrer desta procura, tenham resvalado em pequenas ou grandes
crises de fé, entretanto, não permaneceram nela. Olhando a vida de São Tomé,
percebemos que a vida do Apóstolo não era uma ascendente retilínea; Tomé teve
suas crises no ato de crer”, ressaltou.
No episódio do Evangelho de João (Jo 20,19-31), a incredulidade de
Tomé expressa também um desejo sincero de crer. Sua profissão de fé mostra que
a dúvida, quando aberta à graça, pode conduzir a uma fé mais profunda.
“Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20,28). Este curtíssimo
"credo" definirá para sempre o agir deste homem que, na imitação do
seu Senhor e Deus, vai às últimas consequências do empenhar a vida em prol do
Evangelho, chegando ao ponto de, intrepidamente, derramar o próprio sangue”.
Por fim, a reflexão aponta para Jesus Cristo como modelo. Ele,
nosso irmão, oferece paz, perdão e comunhão, chamando os fiéis a viverem a
fraternidade e a refletirem o amor de Deus no mundo.
“Fazendo-Se nosso irmão, Ele, o Primogênito do Pai "entre
muitos irmãos" (Rm 8,29; cf. Cl 1,15.18; Hb 1,6), está conosco,
ensina-nos, tranquiliza-nos, perdoa-nos e intercede ao Pai - ao Seu Pai
substancialmente e ao nosso Pai por adoção - por nós, os pequenos. Ensina-nos
com as lições da paternidade de Deus, tranquiliza-nos ao ser Ele mesmo a nossa
Paz (cf. Ef 2,14): "A paz esteja convosco" (Jo 20,19.21a.26).
Perdoa-nos com um amor eterno e que foi legado à Sua Igreja, principalmente
pelo Sacramento da Reconciliação, Penitência ou Confissão”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral


























