Candidatos ao Diaconato Permanente Recebem Ministérios de Acólito e Leitor
Celebrando a Oitava da Páscoa, a Diocese realizou, nesta
quinta-feira, 9 de abril, a Santa Missa com Instituição dos Ministérios de Leitor
e Acólito a candidatos ao diaconato permanente. A celebração aconteceu às
19h30, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, e foi presidida
pelo Bispo diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos.
Foram instituídos nos ministérios os candidatos: Josihelio
Albuquerque Diniz, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Campina Grande;
Carlos Miguel dos Santos, da Paróquia Sant’Ana, em Alagoa Nova; Auri Gomes
Pedrosa, do Santuário Sagrado Coração de Jesus, no Catolé; e Antônio Rodrigues
da Silva e Wellington Eugênio de Souza, da Paróquia Jesus Libertador, nas
Malvinas, também em Campina Grande.
A celebração contou com a presença do Vigário Paroquial da
Catedral, Padre Mércio Aurélio, além dos Padres Aroldo, Márcio Henrique e
Aparecido Camargo, assistente eclesiástico dos diáconos permanentes e
aspirantes. Também participaram diáconos, familiares dos candidatos e fiéis
leigos das respectivas paróquias, que se reuniram para vivenciar esse
importante momento na caminhada vocacional dos instituídos.
A ordenação diaconal dos candidatos está prevista para o dia 21 de
maio, na Catedral Diocesana, às 19h30.
Homilia
A homilia de Dom Dulcênio destacou a importância da instituição
dos ministérios de leitor e acólito como etapa essencial na caminhada rumo ao
diaconato permanente.
Ao explicar os ministérios, o bispo ressaltou seu caráter
formativo e espiritual. O leitor serve à Palavra, proclamando-a e ajudando na
formação dos fiéis; o acólito serve ao altar, auxiliando na liturgia e na
Eucaristia. Ambos são caminhos de preparação concreta para o diaconato.
“O Leitor é instituído para a função que lhe é própria: ler a
Palavra de Deus nas assembleias litúrgicas. Por isso mesmo, na missa e nos
demais atos sagrados, competem-lhe as leituras da Sagrada Escritura... O
Acólito é instituído para ajudar o Diácono e para servir ao Sacerdote. E sua
tarefa, portanto: cuidar do serviço do altar; auxiliar o Diácono e o Sacerdote
nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da Santa Missa; distribuir, como
ministro extraordinário, a sagrada Comunhão”, explicou.
A reflexão se aprofundou na imagem do Bom Pastor, modelo de todo
ministério. Assim como Cristo, que dá a vida pelas ovelhas, os candidatos são
chamados a viver a entrega, a unidade e a fidelidade, iluminados pelo mistério
pascal.
“Como diz o Santo Evangelho que ouvimos há pouco instantes: o Bom
Pastor dá sua vida pelas ovelhas. Pastor, quer dizer: nome dos chefes do povo
no antigo Israel. Jesus, o verdadeiro Pastor de Israel e de todos os povos, dá
com soberania divina – sua vida pelo rebanho e reúne a todos. O sentido pleno
destas palavras só aparece à luz da Páscoa: a comunhão do ressuscitado com os
seus. Daí, para todos, uma mensagem de unidade; e para os “pastores”, uma
exortação ao radical serviço e doação da vida”, refletiu.
Dom Dulcênio também alertou contra falsos pastores e interesses
egoístas, recordando que o ministério exige autenticidade e vigilância,
evitando atitudes que desviem o rebanho da verdade.
“Mas, atenção, Cristo nos alerta contra os ladrões e salteadores,
que intentam furtar, matar e destruir, e contra os mercenários, que fingem
cuidar do rebanho, mas fogem à aproximação do lobo, permitindo que as ovelhas
sejam atacadas e se dispersem (Jo 10. 1-16). Esses são falsos profetas, que,
ainda hoje, podemos encontrar: aqueles que lançam mão das promessas
proselitistas, para atrair as pessoas mais incautas, e de fé vacilante. Seus
objetivos são espúrios, de lucro e poder”, disse.
Por fim, reforçou o caráter missionário do ministério: conhecer,
cuidar e buscar os que se afastaram. A vocação é dom de Deus e compromisso da
Igreja, que deve cultivá-la com fé e oração.
“Leitores e acólitos, vocês se preparam para pastorear, por isso
não esqueçam: O pastor verdadeiro preocupa-se com as ovelhas que se perderam...
Busca-las não é fácil, mas o pastor deixa as 99 ovelhas seguras, unidas umas às
outras, e vai procurar a ovelha que geme e chora, longe da igreja (Mt 18.
12-14). Este é o atual, sempre operoso, trabalho missionário e de vanguarda, no
qual até crianças estão engajadas, como o caso da infância missionária”,
concluiu.
Sobre os ministérios
O ministério de leitor tem como função específica a proclamação da
Palavra de Deus nas assembleias litúrgicas, colaborando na animação da fé do
povo. Já o ministério de acólito está voltado ao serviço do altar, auxiliando o
diácono e o sacerdote nas ações litúrgicas, especialmente na celebração da
Santa Missa.
Por:
Ascom
Fotos: Matheus Borges (Pascom Diocesana)






































