Domingo de Páscoa: Ele Vive Eternamente
Neste Domingo de Páscoa, a Igreja se reveste de júbilo para
celebrar a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. A ressurreição é a verdade
que atravessa os séculos e renova a esperança do povo de Deus: Ele vive
eternamente. Na Catedral Diocesana, centenas de fiéis se reuniram para
proclamar que a vida venceu a morte.
Pela manhã, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
presidiu a Santa Missa das 10h, concelebrada pelo Vigário Geral, Padre Luciano
Guedes, com a assistência dos diáconos Ricardo, Anderson e Anchieta. Em sua
homilia, o bispo destacou a profundidade do mistério pascal ao refletir sobre
“o Ressuscitado, nós ressuscitados e ainda por ressuscitar”, convidando os
fiéis a viverem, desde já, a novidade de vida que brota da Páscoa.
A celebração também foi marcada por um momento especial de ação de
graças pelos 75 anos da Rádio Caturité, que será oficialmente celebrado no
próximo dia 7 de abril, terça-feira. Estiveram presentes a diretora Lúcia
Duarte, colaboradores, comunicadores e membros da equipe. Durante a celebração,
o diácono Anchieta recordou a história da emissora, inspirada na bravura do
índio Caturité, destacando sua missão de permanecer firme na comunicação com
coragem e compromisso.
O diácono também sublinhou a trajetória da rádio ao longo das
diferentes superintendências dos bispos, destacando, de modo especial, o tempo
atual com Dom Dulcênio, como exemplo para todos. Ressaltou ainda sua presença
constante e dedicação, evidenciadas no gesto cotidiano de, de forma
ininterrupta, dirigir sua palavra e saudação aos ouvintes no “Bom dia Irmão” e
“Hora Católica”, fortalecendo o vínculo com a comunidade.
Lúcia Duarte agradeceu ao bispo pela confiança, ressaltando a
importância da caminhada conjunta da rádio com a Igreja.
Missa e Crisma na Paróquia São José, em São José da Mata
Ainda neste domingo, a tarde, Dom Dulcênio presidiu a Santa Missa
na Paróquia São José, em São José da Mata, onde conferiu o sacramento da Crisma
a 127 jovens e adultos. Em pleno dia de Páscoa, os crismandos confirmaram sua
fé e assumiram com mais firmeza sua missão na Igreja.
A celebração contou com a participação de centenas de fiéis da
comunidade, que acompanharam com emoção este momento tão significativo para os
jovens e para toda a paróquia. O Pároco, Padre Lúcio, acolheu os presentes e
agradeceu ao bispo pela presença e por confiar à comunidade a missão de
continuar formando e acompanhando os jovens na fé, especialmente em uma data
tão central para a vida cristã como o Domingo da Ressurreição.
Homilia
Em sua pregação nas duas missas, Dom Dulcênio destacou a exortação
de São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo…”, para mostrar que a ressurreição
não é apenas futura, mas já começa na vida do cristão. O uso do passado indica
que, pela fé, o fiel já participa da vitória de Cristo.
“Creio que nos chame atenção o fato de o Apóstolo São Paulo,
escrevendo aos Colossenses e a nós, além da condicional, ponha o primeiro verbo
da oração no pretérito perfeito do indicativo: ‘Se ressuscitastes com Cristo…’.
[...] Como pode São Paulo falar-nos como se já estivéssemos ressuscitados? O
Apóstolo não errou no tempo verbal quando nos disse tal coisa. E isso se dá por
alguns motivos”, destacou.
Essa verdade se fundamenta na união entre Cristo e a humanidade.
Ao morrer e ressuscitar, Cristo levou consigo a nossa condição, elevando-a à
vida nova. Por isso, sua ressurreição alcança todo o seu Corpo, a Igreja.
“No Ressuscitado-Cristo, ressuscitamos. [...] Se morreu a nossa
humanidade em Cristo, com Ele também ressurgiu. [...] Logo, esta condição de
ressurreição já é sentida pela humanidade, pelos membros do Corpo Místico do
Senhor, que é a Sua Igreja; porquanto, Cristo-Cabeça, ressuscitou. E como a
Cabeça ressuscitou, assim, Nele, com Ele e por Ele, o Corpo todo.”
Outro ponto central é o Batismo, pelo qual o cristão participa da
morte e ressurreição de Cristo. Nas águas, morre para o pecado e renasce para
uma vida nova no Espírito. Assim, não apenas simbolicamente, mas de forma real,
o fiel é inserido no mistério pascal.
“Pelo Batismo, estamos imersos na morte e ressurreição de Cristo e
sacramentalmente assimilados a Ele”... Morremos nas águas, afogando os nossos
pecados, muito mais do que o faraó quando perseguia Israel, e ressurgimos das
águas na vitalidade do Espírito de Cristo, que O ressuscitou no dia de hoje, da
Páscoa da Ressurreição do Senhor, e nos ressuscitou no dia do nosso Batismo
como participação nossa deste evento pascal”, pregou.
Por fim, essa realidade exige uma vida coerente. Ressuscitados com
Cristo, somos chamados a viver as coisas do alto, em santidade, testemunhando a
fé no cotidiano. Essa vivência aponta para a plenitude futura: a participação
definitiva na glória de Cristo.
“Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e
bebedeiras, nada de orgias e imoralidades, nem de contendas e rivalidades. Pelo
contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não atendais aos desejos e
paixões da vida carnal” (Rm 13,13-14). É o que chamamos de vida de santidade;
de esforço “por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita
de Deus” (Cl 3,1), aspirando sempre “às coisas celestes e não às coisas
terrestres” (Cl 3,2)”, concluiu.
Alocução de Dom Dulcênio por Ocasião dos 75 anos da Rádio Caturité
O bispo destacou a força histórica e ligação da emissora com
Campina Grande. Ao recordar o índio Caturité, evidencia-se o espírito de
resistência que inspira a emissora a defender a verdade e a justiça,
tornando-se voz autêntica do povo.
“Desde o seu nascimento, a emissora carrega no nome a força de uma
lenda: a resistência do índio Caturité… Foi esse espírito de luta e a defesa
intransigente dos valores regionais que batizaram a rádio e moldaram o seu DNA,
consolidando o lema de “Emissora Independente” como um símbolo de credibilidade
e justiça social em toda a Paraíba”, destacou.
A reflexão também ressaltou a união entre tradição e modernidade.
A rádio evolui tecnologicamente sem perder sua essência, assumindo a
comunicação como instrumento de cidadania.
“Ao longo de sete décadas e meia, a Caturité soube abraçar a
modernidade… Sua trajetória é marcada por um dinamismo encorajador, que
transforma a notícia em ferramenta de cidadania e o entretenimento em um elo de
união comunitária. Hoje, como Rádio Caturité FM, sua missão permanece clara e
revigorada: proporcionar uma programação diversificada — que transita pelo
jornalismo, esporte, cultura e pela fé cristã”, ressaltou.
Por fim, destacou-se seu papel transformador. Ao reafirmar valores
como ética e transparência, o prelado apresentou a rádio como elo entre passado
e futuro, fiel à missão de servir e fortalecer a comunidade paraibana.
“Ela integra e transforma a comunidade através de pilares sólidos,
proporcionando conteúdo de alta qualidade, além de atuamos sob a égide da Verdade,
Ética e Transparência. Valorizamos a inovação constante, sem nunca perder o
respeito ao público e a responsabilidade social que nos trouxe até aqui”,
concluiu., concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral





























MISSA EM SÃO JOSÉ DA MATA































