Missa dos Santos Óleos na Catedral Diocesana
A
Missa dos Santos Óleos, também chamada de Missa do Crisma, é uma das
celebrações mais importantes da Igreja Católica, tradicionalmente realizada
durante a Semana Santa. A celebração expressa a comunhão e fortalece a unidade
entre o bispo e seus sacerdotes, evidenciando a vida da Igreja em sua dimensão
de serviço e missão.
Na
Diocese de Campina Grande, a solenidade aconteceu na manhã desta quinta-feira,
2 de abril, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu um
grande número de fiéis que se fizeram presentes para viver este momento de fé e
rezar por seus pastores.
Presidida
por Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano, a Santa Missa contou com a
presença de Padres, diáconos, religiosos, religiosas e seminaristas,
manifestando a unidade do clero diocesano em torno do seu bispo.
Durante
a celebração, o bispo abençoou os santos óleos - o Crisma, o dos Catecúmenos e
o dos Enfermos - que serão utilizados ao longo de todo o ano nos sacramentos
celebrados nas paróquias da diocese. Esses óleos representam a graça de Deus
que fortalece, consagra e cura o seu povo.
Outro
momento significativo foi a renovação das promessas sacerdotais, quando os
padres reafirmaram publicamente seu compromisso com o ministério, o serviço ao
povo de Deus e a fidelidade à missão confiada por Cristo à Igreja, em comunhão
com o bispo.
Sobre
os Santos Óleos
Óleo
do Crisma – Usado no Sacramento da
Confirmação (Crisma) e também no sacramento da Ordem, para ungir os
“escolhidos”.
Óleo
dos Catecúmenos – Catecúmenos
são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças.
Óleo
dos Enfermos – É usado no
Sacramento dos Enfermos. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para o
fortalecimento da pessoa, para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for
vontade de Deus.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou a riqueza da celebração à luz do Concílio Vaticano II,
ressaltando o papel do bispo como sinal de unidade e a comunhão com os
presbíteros. A Missa Crismal aparece, assim, como forte expressão da
corresponsabilidade na missão da Igreja.
“Ele
acentua, de maneira, sem dúvida, oportuna, o aspecto do Bispo de quem decorre e
depende, de certo modo, com a cooperação de seus Presbíteros, a vida cristã dos
fiéis. A Missa Crismal, que concelebra com seu clero, é das mais belas e
significativas manifestação de comunhão dos Presbíteros com o bispo,
responsável e co-responsáveis pela missão eclesial na Igreja particular, a
Diocese”, iniciou.
Inspirado
no Evangelho e em Santa Teresinha do Menino Jesus, o bispo convidou os fiéis,
especialmente os jovens, a se abrirem à ação do Espírito Santo, confiando
plenamente em Deus e permitindo que Ele conduza suas vidas.
“Deixe
que o Espírito Santo aja em você, desça sobre você e atue por você para o que
Ele quiser, mesmo que em alguns aspectos e em alguns casos nem sempre o que o
Espírito Santo quer de você e em você coincida com o que você quer de você e em
você. Esqueça-se de você mesmo e entregue-se inteiramente ao Espírito”, pregou.
Dirigindo-se
aos sacerdotes, Dom Dulcênio recordou que são presença de Cristo no mundo,
ungidos para levar esperança, cura e libertação, vivendo com fidelidade o
chamado recebido.
“Jesus
recebe o Espírito que o move para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os
contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a
restauração da vista. Amados padres, pensem que Deus também ungiu vocês; vocês
são o Cristo de hoje, o Cristo aqui e agora, o Cristo para os homens da
atualidade. Vocês são ungidos para todos os homens de hoje e deste momento, aos
quais vocês devem transmitir a libertação e a recuperação”.
A
homilia destacou ainda as palavras vocação e ordenação como dons que transformam
a vida, exigindo resposta total e configurando o sacerdote ao serviço de Deus e
da Igreja.
““Fui
eu quem vos escolhi a vós” (Jo 15,16) — são palavras que se desprendem de novo
do Evangelho, para marcar uma vida humana. Sim, a cada padre Jesus disse: “Vem
e segue-me” (Mt 19,21); a cada um fez ecoar, suave, libertadora e imperativa,
aquela outra: “Vinde, segui-me e far-vos-ei pescadores de homens” (Mt 4,19)”,
destacou.
Por
fim, reforçou a missão como essência do sacerdócio: um serviço de amor voltado
ao povo, urgente e insubstituível, que convida todos a se comprometerem com o
Reino de Deus.
“Missão,
é a terceira palavra a considerar. O sacerdócio não é para aquele que dele foi
revestido, não é uma dignidade pessoal, não é para si mesmo; é mistério, é
serviço, é mediação entre Deus e o povo; é destinado à Igreja, à comunidade,
aos irmãos; é destinado ao mundo. O sacerdócio é apostólico, é missionário, é
essencialmente social; seu programa avassalador é: “Ide, levai o Evangelho a
todas as gentes” (Mt 28,19)... A Missão do Padre é urgente, divina e
insubstituível!”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga (Pascom Diocesana)




































