Dom Dulcênio Preside Missa com Crisma e Abençoa Torre de Capela em Esperança

Postado em 28/03/26 às 22:278 minutos de leitura43 views

Retornando à cidade de Esperança, o Bispo Diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a Santa Missa com a administração do Sacramento da Crisma a 210 jovens, desta vez na comunidade de Nossa Senhora das Graças, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho. A celebração marcou mais um momento de graça na comunidade paroquial, após recente celebração na Comunidade São José, também com Crisma, no último dia 14.

A comunidade se reuniu com alegria para acolher o pastor diocesano, enchendo a capela em uma verdadeira expressão de fé. Jovens, padrinhos, madrinhas e familiares participaram com devoção deste momento tão significativo, no qual os crismandos confirmaram o compromisso com Cristo e com a Igreja, fortalecidos pelo dom do Espírito Santo.

Além da celebração da Crisma, a noite foi marcada por um gesto especial: a bênção da torre da capela, recentemente construída. O momento foi vivido com alegria e gratidão por toda a comunidade.

Acolhido pelo Pároco, Padre Evanilson Souza, e por toda a comunidade, Dom Dulcênio exortou os jovens a assumirem com coragem a missão cristã, e destacou a importância da unidade da Igreja.

Homilia

Dom Dulcênio destacou a esperança anunciada pelas Escrituras, apresentando a imagem do banquete preparado por Deus para todos os povos. A partir da carta aos Efésios, ressaltou a unidade da Igreja — um só corpo, um só Espírito, uma só fé.

“O Senhor todo-poderoso prepara, nesta montanha, para todos os povos, um festim de vinhos envelhecidos e alimentos suculentos; vinhos finos e bem depurados. Ele fará desaparecer, nesta montanha, o véu que cobre todas as nações. Fará desaparecer a morte para sempre”. Esse banquete é destinado a todos os povos e se realiza plenamente na unidade da Igreja, resumida de modo sucinto por Paulo, quando afirma: “Um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai”, destacou.

O bispo também chamou atenção para as divisões ainda presentes na comunidade, muitas vezes ignoradas. Por isso, reforçou a importância de atitudes como humildade, mansidão, paciência e caridade, virtudes que, embora simples, têm força para construir a verdadeira unidade e promover a paz.

“Estamos acostumados a dizer que a Igreja é una, mas muitas vezes nos tornamos cegos diante das divisões reais existentes em seu seio; ficamos, por assim dizer, “ideologicamente impedidos” de percebê-las. No entanto, é necessário verificar a concretização dessa unidade e, mais ainda, meditar sobre as qualidades que a sustentam: a humildade, a mansidão, a paciência e o suportar-se mutuamente na caridade”, pregou.

Aos crismandos, recordou que seguir Jesus exige renúncia e fidelidade. É um caminho que passa pela cruz, mas que conduz à vida plena. Na lógica do Evangelho, perder a vida por Cristo é encontrá-la, superando uma existência superficial e assumindo uma vida autêntica.

“Seguir Jesus é renunciar a si mesmo, isto é, abandonar conceitos fechados e definitivos. É assumir a própria cruz, com tudo o que isso implica de sofrimento e entrega. Diante das exigências da missão, querer salvar-se é perder-se (ou seja, deixar de viver a missão de Deus). E perder-se — aos olhos dos homens — é, na verdade, encontrar-se plenamente como enviado, como filho de Deus”, disse.

Por fim, convidou à reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida: “de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?”. Salvar a alma, explicou, é viver plenamente, comprometido com a verdade, o bem e as realidades eternas.

“Para concluir esta reflexão, convido vocês a meditarem frequentemente sobre esta pergunta: de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma? Que valor há em conquistar tudo nesta vida, se no final se perde aquilo que é eterno? A vida futura é incomparavelmente mais valiosa do que qualquer conquista terrena. Por isso, é necessário aprender a desapegar-se das coisas passageiras e dedicar-se com empenho às realidades do céu”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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