Dom Dulcênio preside Missa do III Domingo da Quaresma na Catedral de Campina Grande
A
Igreja celebrou neste domingo, 8 de março, o III Domingo da Quaresma, tempo de
preparação espiritual para a Páscoa do Senhor. Na Catedral Diocesana de Nossa
Senhora da Conceição, em Campina Grande, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes
de Matos, presidiu a Santa Missa, reunindo fiéis que participaram
presencialmente e também acompanharam a celebração pelas redes sociais.
Durante
a celebração, o bispo destacou a importância de viver intensamente o tempo
quaresmal, marcado pela oração, conversão e preparação para a Páscoa. Dom
Dulcênio também convidou os fiéis a aprofundarem a vivência espiritual própria
deste período, renovando a fé e a caminhada com Cristo.
A
liturgia deste domingo apresentou o Evangelho do encontro de Jesus com a mulher
samaritana. Em sua reflexão, Dom Dulcênio destacou Cristo como o “Rochedo que
nos salva”, fazendo referência à passagem do Êxodo em que, ao ferir a pedra,
Moisés faz brotar água para saciar a sede do povo. O bispo relacionou essa
imagem com o encontro de Jesus com a samaritana, explicando que, ao pedir água,
Cristo revela não apenas uma sede material, mas a sede da própria humanidade.
Ao oferecer a “água viva”, Jesus aponta para a graça de Deus, capaz de saciar a
sede mais profunda do coração humano.
Ao
final da celebração, Dom Dulcênio convidou os fiéis para participarem da
caminhada penitencial que será realizada no próximo dia 22 de março. A
peregrinação sairá às 6h da manhã da Catedral Diocesana e seguirá em direção ao
Convento Ipuarana, no município de Lagoa Seca.
Homilia
Refletiu
sobre a imagem de Deus como rochedo, partindo da Primeira Leitura do livro do
Êxodo, quando Moisés fere a pedra no deserto para que dela brote água para o
povo. Segundo o bispo, essa passagem revela a pedagogia divina ao longo da
história da salvação.
“Que pedagogia estupenda! Se no Êxodo, Deus estava sobre o
rochedo, para os cristãos, Deus é o próprio rochedo. Esta compreensão, até
Cristo, era desconhecida, muito embora já estivesse no Salmo 94, entoado há pouco:
“Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva!” (Sl
94,1)... todos comeram do mesmo alimento espiritual e todos beberam da mesma
bebida espiritual; de fato, bebiam de uma rocha espiritual que os acompanhava.
Essa rocha era o Cristo” (1Cor 10,1-4)”, iniciou.
Ao
comentar o Evangelho do encontro de Jesus com a samaritana, Dom Dulcênio
destacou que o pedido de água feito por Jesus possui um sentido mais profundo
do que a simples sede física. Para ele, naquele diálogo está representada a
sede espiritual de toda a humanidade.
“Se o Senhor tem sede, não é da água do poço de Jacó. Aquele era
um pedido teológico; era a sede daquela mulher, era a sede da humanidade dos
quais o Senhor assumiu a condição. Aquele pedido era meu, vosso, daquela mulher
e de todo o gênero humano. Se como homem sentia a nossa sede, como Deus
sacia-nos, pois, como afirmou São Paulo na Segunda Leitura: “Por ele tivemos
acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na
esperança da glória de Deus” (Rm 5,2)”, destacou.
Dom
Dulcênio também chamou atenção para o detalhe de que o encontro acontece ao
meio-dia, momento que simboliza o ponto mais intenso da necessidade humana. É
nesse cenário que Jesus revela um alimento diferente: cumprir a vontade do Pai
e realizar a sua obra.
“Meio-dia é o momento mais cálido de uma jornada; é o momento da
maior fome e da maior sede; era o zênite da carência humana causada pelo pecado.
“[...] os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: ‘Mestre, come’. Jesus, porém
disse-lhes: ‘Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis’... ‘O meu
alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra’” (Jo
4,31-34)”, disse.
Por fim, o bispo recordou que o convite de Cristo para beber da
água viva continua atual. Assim como a samaritana se tornou testemunha, os
cristãos também são chamados a levar outros ao encontro com o Senhor, para que
todos reconheçam em Jesus o verdadeiro Salvador do mundo.
“‘Dá-me
de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva. [...] quem
beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe
der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna’” (Jo
4,10-14). Que convite irrecusável para nós e para, a partir de nós, em Cristo,
para todos os homens! Sucederá o zênite da carência pelo mal a hora de Deus... Dessedentados
e saciados por Deus, levá-Lo-emos ao conhecimento de todos para que O
experimentem. Para tanto, saciados e simultaneamente sedentos de Deus,
assumiremos o que fez aquela mulher: “E muitos outros creram por causa da sua
palavra”, terminou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral




















