Em Puxinanã: Fiéis e amigos se despedem de Padre Dorivaldo
A
cidade de Puxinanã foi tomada por um clima
de comoção e fé na despedida do Padre Dorivaldo. Após o velório e as
celebrações realizadas no Seminário Diocesano, o corpo foi trasladado para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, onde
permaneceu para visitação dos fiéis, que puderam prestar suas últimas
homenagens.
Na manhã da quarta-feira, 25, às 9h, foi celebrada a Missa
Exequial presidida pelo Padre Tobias, diretor da residência sacerdotal onde o
sacerdote residia. Diversos padres da Diocese de
Campina Grande participaram da celebração, unidos em oração e gratidão
pela vida e missão daquele que serviu à Igreja com dedicação, fraternidade e
zelo pastoral.
Após a Santa Missa, o corpo foi conduzido ao cemitério da cidade,
onde ocorreu o sepultamento. Amigos, familiares e fiéis acompanharam o cortejo
em um momento marcado por profunda dor, mas também por confiança na
misericórdia de Deus.
Entre
lágrimas e preces, a comunidade reafirmou a esperança cristã na ressurreição,
rendendo graças pelo testemunho sacerdotal deixado por Padre Dorivaldo.
Na
homilia, o Padre Tobias conduziu a assembleia por um caminho de dor iluminado
pela esperança. Recordou que a comunidade não se reunia apenas para recordar a
história do padre Dorivaldo, mas para confiá-la à misericórdia de Deus, “maior
que toda fragilidade humana e mais forte que a própria morte”. Ao citar Judas
Macabeu, destacou que rezar pelos mortos é um gesto de fé na ressurreição e na
comunhão que não se rompe com a morte.
Ao olhar para o altar, aprofundou o sentido da Eucaristia na vida
do sacerdote. Padre Dorivaldo viveu unido ao mistério que celebrava, oferecendo
o Sacrifício em favor do povo. “Aquele que oferecia o Cordeiro é agora confiado
ao Cordeiro”, afirmou, ressaltando que o sacerdócio é entrega e configuração a Cristo
Servo, vivida no cotidiano do ministério.
Meditando o salmo — “O Senhor é a minha luz e a minha salvação” —
reconheceu que a morte é noite e silêncio, mas que a fé acende uma luz na
escuridão. Recordando o desejo de “habitar na casa do Senhor”, apresentou a
vocação sacerdotal como busca constante da presença de Deus, agora plenamente
realizada na eternidade.
À
luz do Evangelho — “Vinde a mim, vós todos que estais cansados” — concluiu que
a morte não é fracasso, mas transformação. “A vida não é tirada, mas
transformada.” Entre saudade e confiança, a assembleia foi convidada a renovar
a certeza de que a última palavra não é da morte, mas da misericórdia de Deus.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial






