Em Puxinanã: Fiéis e amigos se despedem de Padre Dorivaldo

Postado em 26/02/26 às 11:483 minutos de leitura11 views

A cidade de Puxinanã foi tomada por um clima de comoção e fé na despedida do Padre Dorivaldo. Após o velório e as celebrações realizadas no Seminário Diocesano, o corpo foi trasladado para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, onde permaneceu para visitação dos fiéis, que puderam prestar suas últimas homenagens.

Na manhã da quarta-feira, 25, às 9h, foi celebrada a Missa Exequial presidida pelo Padre Tobias, diretor da residência sacerdotal onde o sacerdote residia. Diversos padres da Diocese de Campina Grande participaram da celebração, unidos em oração e gratidão pela vida e missão daquele que serviu à Igreja com dedicação, fraternidade e zelo pastoral.

Após a Santa Missa, o corpo foi conduzido ao cemitério da cidade, onde ocorreu o sepultamento. Amigos, familiares e fiéis acompanharam o cortejo em um momento marcado por profunda dor, mas também por confiança na misericórdia de Deus.

Entre lágrimas e preces, a comunidade reafirmou a esperança cristã na ressurreição, rendendo graças pelo testemunho sacerdotal deixado por Padre Dorivaldo.

Na homilia, o Padre Tobias conduziu a assembleia por um caminho de dor iluminado pela esperança. Recordou que a comunidade não se reunia apenas para recordar a história do padre Dorivaldo, mas para confiá-la à misericórdia de Deus, “maior que toda fragilidade humana e mais forte que a própria morte”. Ao citar Judas Macabeu, destacou que rezar pelos mortos é um gesto de fé na ressurreição e na comunhão que não se rompe com a morte.

Ao olhar para o altar, aprofundou o sentido da Eucaristia na vida do sacerdote. Padre Dorivaldo viveu unido ao mistério que celebrava, oferecendo o Sacrifício em favor do povo. “Aquele que oferecia o Cordeiro é agora confiado ao Cordeiro”, afirmou, ressaltando que o sacerdócio é entrega e configuração a Cristo Servo, vivida no cotidiano do ministério.

Meditando o salmo — “O Senhor é a minha luz e a minha salvação” — reconheceu que a morte é noite e silêncio, mas que a fé acende uma luz na escuridão. Recordando o desejo de “habitar na casa do Senhor”, apresentou a vocação sacerdotal como busca constante da presença de Deus, agora plenamente realizada na eternidade.

À luz do Evangelho — “Vinde a mim, vós todos que estais cansados” — concluiu que a morte não é fracasso, mas transformação. “A vida não é tirada, mas transformada.” Entre saudade e confiança, a assembleia foi convidada a renovar a certeza de que a última palavra não é da morte, mas da misericórdia de Deus.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



Comentários (0)