Santa Missa Marca o Início do Ano Letivo no Seminário Diocesano de Campina Grande

Postado em 19/02/26 às 20:316 minutos de leitura100 views

Na tarde desta quinta-feira, 19 de fevereiro, foi celebrada a Santa Missa de abertura do ano letivo do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, em Campina Grande. A celebração aconteceu na capela do seminário e marcou oficialmente o início das atividades acadêmicas e formativas de 2026.

A Eucaristia foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e contou com a presença do Reitor, Padre Leandro de Normandia, do vice-reitor, Padre Joséque, além dos padres formadores e demais sacerdotes que concelebraram a Santa Missa.

Ao todo, 68 seminaristas retomaram suas atividades no seminário neste início do ano letivo. Entre eles, treze são da Diocese de Caruaru. Neste ano de 2026, ingressaram na etapa do Propedêutico 10 novos seminaristas da Diocese de Campina Grande, que passam a integrar a comunidade formativa.

A celebração marcou um momento de ação de graças e renovação do compromisso vocacional, confiando a Deus mais um ano de estudos, oração e preparação para o ministério sacerdotal a serviço da Igreja.

Homilia

Dom Dulcênio recordou que a formação sacerdotal está inserida no caminho quaresmal: seguir Jesus até o Calvário. A liturgia do dia apresentou as exigências do discipulado, marcadas por renúncias, incompreensões e sofrimentos.

Contudo, o bispo destacou que o horizonte do seguimento é a Ressurreição, sinal de que Deus não abandona os seus e promessa da vida eterna.

“É um caminho penoso, de muito sofrimento, no qual devemos estar preparados para rejeições, humilhações, incompreensões, perseguições… e até morte. Porém, no final deste via-crúcis está a ressurreição. Assim é o “marketing” vocacional de Jesus. Nada atraente, não fosse a presença dele e a ressurreição no terceiro dia”, destacou.

Ao falar aos seminaristas, enfatizou que a condição essencial para seguir Cristo é renunciar à própria vida, entendida como doação total. O sacerdócio não é busca de realização pessoal, mas serviço generoso ao povo de Deus, à imagem de Jesus.

“É renunciar aquilo que temos de essencial: a própria vida. Amados seminaristas, renunciar à própria vida significa colocar-se inteiramente a serviço, não pensando mais em nós mesmos, mas nos outros. A missão do padre é um doar-se completamente, como Jesus. Ele é o exemplo a ser seguido, o modelo a ser imitado, o caminho a ser percorrido. Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai a não ser por ele” (Jo 14,6)”, disse.

Dom Dulcênio também sublinhou a importância da formação integral, marcada pelo amadurecimento humano, comunitário e intelectual. Aos que ingressam no Propedêutico, pediu abertura para crescer na doutrina e na vivência fraterna.

“Uma palavra aos seminaristas que hoje entram no Propedêutico se faz necessária: Muitos de vocês precisam de um melhor embasamento sobre a doutrina católica. Além disso, mesmo provindo, frequentemente, de grupos engajados em paróquias e Movimentos, ainda não amadureceram a formação comunitária de convivência fraterna e de participação litúrgica, sobretudo na Missa e na Liturgia das Horas. Estejam abertos para essa nova realidade de vocês a partir de hoje”, trouxe.

Por fim, ressaltou os pilares indispensáveis à formação e convidou cada seminarista a revisar constantemente sua caminhada. A Igreja, afirmou, espera sacerdotes equilibrados, piedosos, intelectualmente preparados e capazes de viver em comunhão.

“Para que a formação acadêmica possa dar bons frutos, exigem-se… saúde física e mental… aptidão intelectual… piedade e vivência espiritual… senso comunitário... “A Igreja espera de vocês uma resposta positiva, um SIM bem Mariano, com coragem e determinação, abraçando a Cruz”, concluiu

Por: Ascom
Fotos: Aline Demétrio (Pascom Diocesana)



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