Residência Sacerdotal São João Maria Vianney Acolhe os Primeiros Padres com Santa Missa

Atualizado em 02/02/26 às 22:1615 minutos de leitura72 views

A Residência Sacerdotal São João Maria Vianney acolheu, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, os primeiros padres que passam a residir na nova casa destinada ao cuidado e à acolhida do clero idoso e enfermo da Diocese de Campina Grande. O início desta nova morada foi marcado pela celebração da Santa Missa, na solenidade da Apresentação do Senhor, realizada na capela da própria residência.

A Eucaristia foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, e contou com a presença de padres, diácono, seminaristas e fiéis leigos. Durante a celebração, foi vivenciado um momento de profunda comunhão e gratidão, simbolizando o cuidado da Igreja para com aqueles que doaram sua vida ao serviço do Evangelho.

A partir deste dia, passam a residir na casa quatro padres: Monsenhor Edvar, Padre Acírio, Padre Dorivaldo e Padre Romualdo. A residência é um espaço pensado para oferecer descanso, dignidade e acompanhamento fraterno aos sacerdotes que, mesmo diante das limitações da idade e da saúde, continuam sendo sinal de fé e testemunho para a Igreja diocesana.

Durante a Missa, Dom Dulcênio também realizou a nomeação do Padre Tobias Glêriston como Diretor da residência e do Padre José Hermes como vice-diretor, confiando a ambos a missão de administrar e cuidar da casa e, sobretudo, dos padres ali acolhidos. Em sua fala, o Padre Tobias agradeceu ao bispo pela confiança e afirmou que exercerá a missão com carinho, amor e dedicação, cuidando não apenas da estrutura, mas principalmente dos padres.

Em nome dos residentes, Monsenhor Edvar e Padre Acírio expressaram gratidão ao bispo pelo cuidado, pela generosidade e pelo amor demonstrados para com os padres da diocese. Emocionados, destacaram que a residência é um sinal concreto de atenção e valorização àqueles que, após anos de serviço à Igreja, encontram agora um espaço de acolhida e descanso.

A Residência Sacerdotal São João Maria Vianney foi inaugurada no dia 15 de dezembro de 2025. A chegada dos primeiros padres marca, assim, o pleno início da missão deste espaço, que se torna um verdadeiro lar de cuidado, fraternidade e reconhecimento.

Homilia

A homilia foi proferida pelo Padre Luciano Guedes, Vigário Geral, onde afirmou que a celebração marca um momento histórico para a Diocese. Assim como Jesus foi apresentado no Templo, a vida dos sacerdotes ali acolhidos também é oferecida a Deus, fazendo da casa um espaço de entrega, fé e confiança.

“Celebrar hoje a Apresentação do Senhor nesta Casa tem um significado muito especial e, ainda mais, escrevemos agora uma página histórica para a nossa amada Diocese de Campina Grande. Esta residência sacerdotal não será apenas um espaço de repouso; será um tempo de vida apresentado a Deus, assim como Maria e José apresentaram o Menino no Templo. Aqui, cada história, cada fragilidade, cada limite vivido será também uma oferta silenciosa”, iniciou.

Ao comentar o Evangelho, o Padre destacou Simeão e Ana como testemunhas da esperança que persevera. Para ele, a fecundidade da vida não está apenas no fazer, mas na fidelidade de quem permanece diante de Deus, mesmo quando as forças diminuem.

“O Evangelho deste dia nos coloca diante de dois servos, Simeão e Ana, dois idosos que não aparecem como figuras do passado, mas sim como mestres espirituais da esperança. Eles não estão mais na correria da vida, mas agora permanecem no Templo do Senhor. Eles já não produzem, mas perseveram. Já não caminham longas distâncias, mas esperam com fidelidade. E isso basta para Deus!”, destacou.

Pe. Luciano explicou que as palavras de Simeão — “Agora, Senhor, podes deixar teu servo partir em paz” — expressam plenitude e não desistência. Trata-se da oração de quem reconhece que a vida foi plenamente entregue ao longo da missão sacerdotal.

“Quantos aqui poderiam fazer dessa frase a sua própria oração! Depois de tantos anos de ministério, de celebrações, de encontros pastorais, de confissões, de visitas, de alegrias e de cruzes, chega o tempo em que a missão não é mais o fazer, mas o ser. Ser presença! Ser sinal e memória viva da fidelidade de Deus. Ser oração oferecida muitas vezes no recolhimento do quarto, na limitação do próprio corpo e na contemplação agradecida dos feitos de Deus na história pessoal e na história de nossa querida Igreja diocesana”.

Por fim, o Pe. Luciano convidou toda a Diocese a viver este novo tempo em comunhão com os sacerdotes residentes, ressaltando que esta etapa não deve ser vista como espera vazia, mas como uma espera habitada pela presença amorosa de Deus.

“Que a festa deste dia nos ajude a viver bem unidos a cada sacerdote residente desta nova Casa, vivenciando este tempo não como uma espera vazia, mas como espera habitada pela presença amorosa de Deus. E que cada um possa, no ritmo que lhe é possível, repetir com confiança: “Hoje meus olhos viram a tua salvação!”, findou.

Alocução de Dom Dulcênio

Dom Dulcênio destacou que a acolhida aos padres no Lar Sacerdotal representa um marco histórico para a Diocese. Mais do que uma construção física, a casa é a realização de um sonho pastoral, nascido da sensibilidade da Igreja para com aqueles que consagraram a vida ao Reino de Deus.

Ao recordar a motivação do projeto, Dom Dulcênio ressaltou que a residência nasce do cuidado com os padres idosos e enfermos, reconhecendo a entrega daqueles que serviram com fidelidade ao Povo de Deus.

“Este projeto nasceu de uma inquietação pastoral e, acima de tudo, da nossa sensibilidade para com os padres idosos e enfermos. Aqueles que tanto cuidaram do Povo de Deus e gastaram suas vidas no serviço ao Altar merecem, agora, o nosso mais terno cuidado e a garantia de uma velhice digna e acompanhada”, disse.

Dom Dulcênio dirigiu uma palavra de gratidão à equipe organizadora e ao clero diocesano, destacando o empenho do Padre Hermes e a comunhão fraterna dos sacerdotes. O bispo sublinhou que o Lar Sacerdotal é fruto da união, da partilha e do compromisso coletivo da Igreja.

“Minha profunda gratidão à Equipe Organizadora que esteve presente desde o primeiro momento, enfrentando desafios com fé e perseverança; faço isso na pessoa do Padre Hermes, cuja dedicação foi o pilar desta caminhada. Estendo este agradecimento a todo o nosso Clero Diocesano, que se uniu de forma exemplar, ajudando tanto na dimensão sistemática e logística, quanto na sustentação espiritual deste sonho, como irmãos unidos”, sublinhou.

Ao refletir sobre o acolher, o prelado afirmou que acolher vai além de oferecer um espaço físico: é abrir o coração para que o outro se sinta verdadeiramente em casa. Segundo o bispo, o Lar Sacerdotal deve ser um lugar seguro, onde o silêncio gera paz e a fragilidade é acolhida com amor e cuidado.

“Acolher não é apenas abrir uma porta ou oferecer um quarto; é abrir o coração para que o outro se sinta, verdadeiramente, em casa. É proporcionar o sentir-se seguro, sabendo que, nos momentos de maior vulnerabilidade ou cansaço, haverá uma mão estendida e um olhar atento. Por isso, reafirmo: este é um Lugar Seguro. Um lugar onde o silêncio não será solidão, mas paz; onde a fragilidade não será um peso, mas uma oportunidade para a caridade cristã se manifestar”, refletiu.

E encerrou fazendo referência a Campanha da Fraternidade deste ano: “Ao inaugurarmos este espaço neste ano, não podemos ignorar o chamado da Campanha da Fraternidade, que nos provoca com o tema “Moradia e Fraternidade”. No lema que nos guia, recordamos que “Ele veio morar entre nós”. Se o Verbo se fez carne e habitou entre os homens, nós, como Igreja, somos chamados a garantir que a habitação seja um sinal de dignidade e amor. Que este Lar Sacerdotal seja, portanto, um santuário de fraternidade, onde ninguém se sinta esquecido, mas onde todos sintam que o Senhor continua habitando em nosso meio, através do nosso amparo e da nossa união. E não esqueçam: - Esta casa não é lugar de esquecimento, mas de EVIDÊNCIA DE QUEM FEZ MUITO PELA NOSSA DIOCESE”.

Confira, na íntegra, a alocução completa

É com o coração transbordante de gratidão a Deus que nos reunimos hoje para participar desta graça divina e celebrar um marco histórico em nossa caminhada eclesial. O que contemplamos diante de nossos olhos não é apenas uma construção de pedra, mas a concretização de um sonho que finalmente vira realidade; fruto de uma profunda sensibilidade a quem decidiu, um dia, consumar sua vida pelo Reino.

Este projeto nasceu de uma inquietação pastoral e, acima de tudo, da nossa sensibilidade para com os padres idosos e enfermos. Aqueles que tanto cuidaram do Povo de Deus e gastaram suas vidas no serviço ao Altar merecem, agora, o nosso mais terno cuidado e a garantia de uma velhice digna e acompanhada.

Nada disso seria possível sem o empenho de mãos incansáveis, por isso, expresso minha profunda gratidão à Equipe Organizadora que esteve presente desde o primeiro momento, enfrentando desafios com fé e perseverança; faço isso na pessoa do Padre Hermes, cuja dedicação foi o pilar desta caminhada. Estendo este agradecimento a todo o nosso Clero Diocesano, que se uniu de forma exemplar, ajudando tanto na dimensão sistemática e logística, quanto na sustentação espiritual deste sonho, como irmãos unidos. Agradeço a cada um de vocês, meus padres, por compreenderem que esta casa é um gesto de amor por nós mesmos e por nossa história.

Neste momento, o meu coração se volta para o significado profundo do acolher. Acolher não é apenas abrir uma porta ou oferecer um quarto; é abrir o coração para que o outro se sinta, verdadeiramente, em casa. É proporcionar o sentir-se seguro, sabendo que, nos momentos de maior vulnerabilidade ou cansaço, haverá uma mão estendida e um olhar atento. Por isso, reafirmo: este é um Lugar Seguro. Um lugar onde o silêncio não será solidão, mas paz; onde a fragilidade não será um peso, mas uma oportunidade para a caridade cristã se manifestar.

Aos familiares dos nossos sacerdotes e aos próprios padres que aqui residirão, quero reafirmar a nossa confiança mútua. Esta Casa, que será Lar, nasce para ser um Lugar Seguro, um porto de tranquilidade onde o cuidado profissional se une ao calor humano e espiritual. Que vocês possam recordar, felizes, daquele dia em que entraram pela primeira vez no Seminário com o sonho de “serem padres”, pois este lar, é extensão de um sonho realizado; de uma vida doada e de uma experiência vivida.

 Aos funcionários que hoje recebem as nossas boas-vindas, (tendo como Diretor da Casa, o Padre Tobias, e em seu auxílio, como Vice-Diretor, o Padre Hermes), lembrem-se: o seu trabalho aqui é uma extensão da caridade de Cristo. O Lar Sacerdotal não será uma clínica, tampouco uma casa de repouso, será realmente, um Lar onde habitam Sacerdotes que tanto falaram de Deus ao povo. Ensinaram o que é olhar para o outro; lavar os pés dos outros; chorar com o outro; sorrir com o outro, aliás, SER UM COM O OUTRO.

Ao inaugurarmos este espaço neste ano, não podemos ignorar o chamado da Campanha da Fraternidade, que nos provoca com o tema “Moradia e Fraternidade”. No lema que nos guia, recordamos que “Ele veio morar entre nós”. Se o Verbo se fez carne e habitou entre os homens, nós, como Igreja, somos chamados a garantir que a habitação seja um sinal de dignidade e amor. Que este Lar Sacerdotal seja, portanto, um santuário de fraternidade, onde ninguém se sinta esquecido, mas onde todos sintam que o Senhor continua habitando em nosso meio, através do nosso amparo e da nossa união. E não esqueçam: - Esta casa não é lugar de esquecimento, mas de EVIDÊNCIA DE QUEM FEZ MUITO PELA NOSSA DIOCESE.

Que este lugar seja abençoado e que o Espírito Santo ilumine a todos que aqui viverem e trabalharem e também, obrigado por fazerem muito por mim!

Por: Ascom
Fotos: Dvanilson Marinho



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