4º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e em São Sebastião de Lagoa de Roça
Celebrando o Quarto Domingo do Tempo Comum, neste dia 1º de
fevereiro, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
presidiu pela manhã a Santa Missa na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da
Conceição. A celebração reuniu dezenas de fiéis presencialmente e também muitos
que acompanharam pelas transmissões da Rádio Catolé FM, além do canal oficial
da Diocese de Campina Grande e do Abraço da Fé Produções.
Concelebraram a Eucaristia o Pároco da Catedral e Vigário Geral da
Diocese, Padre Luciano Guedes, e o Padre Luciano Lima, da Diocese de Jataí, no
estado de Goiás, e, natural de Guarabira (PB); a assistência ficou por conta do
diácono Ricardo e seminaristas.
Homilia
A Liturgia deste Domingo, com o início do Sermão das
Bem-Aventuranças, leva-nos a refletir sobre quem são, de fato, os pobres. Dom
Dulcênio recordou que Jesus, ao subir ao monte para ensinar, aponta para uma
pobreza que não se limita ao aspecto material, mas revela uma dimensão
espiritual essencial para a vida cristã.
“Pensemos sobre o justo conceito de pobres, sem distorções
ideológicas ou "arrazoados" superficialmente financeiros. Primeiramente,
percebemos que, na Sua atitude de Mestre para a vida espiritual dos cristãos
(maestria única, diga-se de passagem), "vendo Jesus as multidões, subiu ao
monte e sentou-se" (Mt 5,1), porque é Ele mesmo quem encarna em si tudo o
que vai ensinar àqueles que desejam, de sincero coração, com Ele aprender”,
disse.
A primeira bem-aventurança — “Bem-aventurados os pobres em
espírito” (Mt 5,3) — sustenta todas as outras. O bispo destacou que o próprio
Cristo é o modelo dessa pobreza, pois se esvaziou de si mesmo ao assumir a
condição humana, revelando que a verdadeira riqueza é Deus.
“Embora fosse de divina condição, Cristo Jesus não se apegou
ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Porém esvaziou-se de sua glória
e assumiu a condição de um escravo, fazendo-se aos homens semelhantes. Reconhecido
exteriormente como homem, humilhou-se, obedecendo até à morte, até à morte
humilhante numa cruz" (Fl 2,6-8), como "contou" o Apóstolo São
Paulo. Assim, foi assumindo a nossa pobreza essencial que Ele nos deu a riqueza
de Deus, a riqueza que é Deus; Ele, o nosso modelo”, destacou.
À luz do profeta Sofonias, Dom Dulcênio esclareceu que pobre é
aquele que busca o Senhor, pratica a justiça e vive a humildade (cf. Sf 2,3).
Essa pobreza espiritual abre o coração para Deus e para o próximo, conduzindo à
comunhão com Cristo e à verdadeira paz.
Ser pobre em espírito é uma vocação universal. Deus escolhe
aqueles que o mundo despreza, porque desejam possuir unicamente a Ele. Dom
Dulcênio concluiu que somente quem se esvazia de si mesmo alcança a verdadeira
alegria e a recompensa prometida por Cristo.
“Os que se empobrecem de si mesmos e consequentemente desejam Deus
como único bem valioso candidatam-se - e logram - à verdadeira alegria e
exultação. Isso porque, como concluiu Jesus, "será grande a vossa
recompensa nos céus" (Mt 5,12a). As riquezas do mundo e da soberba de si
nunca satisfazem o coração humano que sempre deseja o "infinitamente
mais". Mas, como pode buscar o "infinitamente mais" no que é
perecível? Somente um é quem nos dá o infinito: Aquele cujo Ser faz brotar
todos os seres; Aquele que, sendo o nosso bem, concede-nos tudo o que necessitamos;”,
findou.
Missa com Investidura de novos Ministros em S. Sebastião de Lagoa
de Roça
Já no período da noite, Dom Dulcênio seguiu para a cidade de São
Sebastião de Lagoa de Roça, onde presidiu a Missa na Igreja matriz. Durante a
celebração, aconteceu a investidura de 16 novos Ministros Extraordinários da
Sagrada Comunhão, em um momento marcado pela fé, compromisso e serviço à
Igreja.
O bispo foi acolhido pela Comunidade Paroquial, pelo Pároco local,
Padre Fagner, e pelo diácono Hélio. Ao final da Missa, Dom Dulcênio e o Pároco
agradeceram aos novos ministros pelo “sim” dado ao serviço, que já vinha sendo
exercido nas comunidades e agora é confirmado de forma ainda mais plena. A
celebração contou também com a presença de outros ministros que renovaram seu
compromisso durante a Eucaristia.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre o primeiro grande discurso de Jesus,
proclamado no monte, às margens do Lago da Galileia. Ao subir e sentar-se para
ensinar, o Senhor revela-se como o novo Moisés, comunicando não uma ideologia,
mas uma palavra que vem do Alto e ilumina a condição humana.
“Neste discurso, chama-nos atenção os gestos do Senhor: “vendo
Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e
Jesus começou a ensiná-los” (Mt 5,1-2). Jesus, novo Moisés, “toma o seu lugar
na ‘cátedra’ da montanha” (Gesù di Nazaret, Milano 2007, p. 88) e proclama
“bem-aventurados” os pobres de espírito, os aflitos, os misericordiosos,
quantos têm fome de justiça, os puros de coração e os que são perseguidos (cf.
Mt 5,3-10). Não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem
do Alto e diz respeito à condição humana”, refletiu.
As Bem-Aventuranças constituem um verdadeiro programa de vida
cristã, libertando dos falsos valores do mundo e conduzindo aos bens
autênticos. Inspirado em Bento XVI, Dom Dulcênio recordou que esse ensinamento
só pode ser vivido no seguimento de Jesus, no caminho com Ele.
“O Sermão da montanha é dirigido ao mundo inteiro, no presente e
no futuro … e só pode ser compreendido e vivido no seguimento de Jesus, no
caminho com Ele” (Gesù di Nazaret, p. 92). As Bem-Aventuranças constituem um novo
programa de vida, para nos libertarmos dos falsos valores do mundo e nos
abrirmos aos bens verdadeiros, presentes e futuros”.
Dom Dulcênio destacou que as Bem-Aventuranças refletem a própria
vida de Cristo, que assume a cruz, a perseguição e o desprezo para oferecer a
salvação à humanidade. Assim, a história da Igreja confirma que Deus escolhe o
que o mundo considera fraco.
“As Bem-Aventuranças são a transposição da cruz e da ressurreição
na existência dos discípulos” (Ibid., p. 97). Elas refletem a vida do Filho de
Deus, que se deixa perseguir e desprezar até à condenação à morte, a fim de que
aos homens seja concedida a salvação... ‘Deus escolheu o que o mundo considera
como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo
considera como fraco, para assim confundir o que é forte; Deus escolheu o que
para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia,
para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante”, destacou.
Por fim, o bispo, citando Santo Agostinho, exortou os fiéis a não
temerem a pobreza, o desprezo e a perseguição, mas a vivê-los com alegria por
amor a Cristo. Confiantes na intercessão da Virgem Maria, somos chamados a
buscar o Senhor e a seguir o caminho das Bem-Aventuranças.
“Santo Agostinho recorda-nos que “não é útil padecer tais males,
mas suportá-los pelo nome de Jesus, não apenas com o espírito tranquilo, mas
também com alegria” (De sermone Domini in monte, I, 5, 13: CCL 35, 13). Caros
irmãos e irmãs, invoquemos a Virgem Maria, a Bem-Aventurada por excelência
porque acreditou (cf. Lc 1,45), pedindo a força para procurar o Senhor (cf. Sf
2,3) e para O seguir sempre com alegria, no caminho das Bem-Aventuranças”,
concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom de S. Sebastião de Lagoa de Roça















FOTOS EM S. SEBASTIÃO DE LAGOA E ROÇA

































