II Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e celebração da Festa de São Sebastião em Picuí

Postado em 19/01/26 às 00:5613 minutos de leitura66 views

Neste Segundo Domingo do Tempo Comum, 18 de janeiro, Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano, celebrou na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição e na tradicional Festa de São Sebastião, na cidade de Picuí, no Curimataú paraibano.

Pela manhã, o Bispo Diocesano presidiu a Missa do Lar, às 10h, na Catedral, reunindo dezenas de fiéis na igreja-mãe da Diocese. A celebração contou com o apoio litúrgico do diácono Anderson e dos seminaristas, em um momento de oração, escuta da Palavra e comunhão, próprio do início do Tempo Comum, que convida os cristãos a acompanharem a vida pública e a missão de Jesus.

Homilia na Catedral

Iniciou destacando a Primeira Leitura, onde Isaías apresenta o Servo do Senhor, escolhido para glorificar o Pai. Essa missão estende-se à Igreja, o novo Israel de Deus. Pelo Batismo, somos chamados a servir e glorificar o Senhor no mundo.

“Na Primeira Leitura, o Profeta Isaías fala de como o Pai designou o Filho como Seu Servo. “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado” (Is 49,3). Porém, este serviço também recai sobre a Igreja de Cristo, porque, como diz o Apóstolo São Paulo, somos o Israel de Deus (cf. Gl 6,16). Assim, como servos de Deus porque batizados, como servos de Deus porque fizemos uma experiência com o Senhor Jesus Cristo, devemos glorificar o Senhor e fazê-Lo glorificado no mundo”, destacou.

O profeta anuncia ainda que o Servo será luz das nações. Em Cristo, Servo, Luz e Cordeiro, Deus reúne o seu povo e o conduz à salvação. São Paulo recorda que fomos santificados em Cristo e chamados à santidade, fonte da verdadeira graça e da paz.

“Servo e Luz: eis o que Cristo é para compôr o novo Israel de Deus, a Sua Santa Igreja, Seu Corpo Místico (cf. Ef 1,23; Rm 12,4-5; Cl 1,18). Servo e Luz: eis o que Cristo é para conduzir o Seu Povo, salvo pelo Seu Sangue redentor, congregando-o até as paragens eternas, nossa meta. Servo, Luz e Cordeiro, portanto. Isto nos faz recordar a visão de São João no Apocalipse: “Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água vivificante” (Ap 7,17)”, trouxe.

Concluindo, trouxe sublinhou o Evangelho, onde João Batista aponta Jesus como o Cordeiro de Deus e testemunha com humildade aquilo que viu. Ele não busca brilhar, mas refletir a Luz. Assim também somos chamados a iluminar pelo testemunho, à semelhança da Virgem Maria.

“Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,34). E por mais que, na sua humildade, João Batista não se reconhecesse luz, veio para testemunhá-la (cf. Jo 1,8). Assim somos nós também: na única Luz, luzimo-La por nosso testemunho. [...] Olhemos para a Virgem Santíssima, a Senhora da Luz, e vejamos, aprendendo Dela, como apresenta a Luz do mundo, Jesus Cristo; que o façamos, copiando-A; Ela, a serva humilde do Senhor (cf. Lc 1,48)”, findou.

Festa de São Sebastião, em Picuí

Já no período da noite, o bispo seguiu para a cidade de Picuí, onde presidiu a oitava noite da Festa de São Sebastião, padroeiro da paróquia local. A festividade, uma das mais tradicionais da região, tem como tema neste ano: “São Sebastião, 170 anos de esperança que resiste ao tempo”, recordando a fé perseverante do povo picuiense ao longo das gerações.

A Santa Missa reuniu centenas de fiéis e contou com a concelebração dos padres Lucas, da Arquidiocese de Brasília; Padre Marcos, Diocese do Crato; Padre Eliton, capelão da Marinha; Padre Claudecir Soares, Pároco local, além dos diáconos Miguel Rocha (transitório), e Wanderley.

Unidos em torno do altar, os devotos renderam louvores a Deus e elevaram suas preces por intercessão do mártir São Sebastião. A festa teve início no dia 11 de janeiro e segue até o próximo dia 21, fortalecendo a fé e a devoção do povo de Picuí.

Homilia

A Liturgia conduz a Igreja ao II Domingo do Tempo Comum, voltando o olhar para o início da vida pública de Jesus. O Menino contemplado no Natal manifesta-se agora como o Senhor que caminha entre os homens, anuncia o Evangelho, chama à conversão e revela a salvação integral destinada a toda a humanidade.

Refletindo o Evangelho, o Bispo sublinhou que João Batista aponta Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Esse título, proclamado no início da missão de Cristo, antecipa o mistério pascal, no qual o Cordeiro se entrega na cruz e vence a morte pela ressurreição

“Jesus que, após o Seu batismo, foi reconhecido e apontado por seu batista João "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Se este designativo abre o rol dos evangelhos que escutaremos ao longo da reflexão acerca da pregação pública de Jesus, como um preâmbulo, ele também aponta para o Cristo Morto e Ressuscitado, porque, ainda que João o trate assim - "Cordeiro de Deus" -, este vocativo somente fará pleno sentido no mistério pascal do Senhor”, destacou.

A imagem do Cordeiro une-se à do Servo sofredor anunciado por Isaías, que realiza com obediência a vontade do Pai. São Paulo recorda que Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado para nos renovar, chamando-nos a uma vida nova.

“Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro" (Is 53,7). Com este trecho do canto do Servo sofredor, Isaías é o primeiro a tratar o Cristo, que veio para nos salvar, como Cordeiro, realizando, prazenteiro, a vontade de Deus, tal como cantávamos no Salmo responsorial (cf. Sl 8a)”.

Por fim, trouxe que nesta liturgia, Cristo é apresentado como Cordeiro, Servo e Luz. Ele glorifica o Pai, reúne o novo Israel e ilumina o caminho da Igreja. Guiados por essa Luz, caminhamos com esperança, alimentados pela Eucaristia.

“O Cordeiro vai à nossa frente, guiando-nos porque somos o Seu povo. Por isso, diante do trono do Cordeiro que se descortina na nossa história em cada Santa Missa, somos felizes, imensamente felizes: "Felizes os convidados para a ceia das núpcias do Cordeiro" (Ap 19,9). Núpcias iniciadas no Calvário, quando o Cordeiro, por nós, Se imolou; núpcias atualizadas em cada celebração eucarística; aliança nova e eterna consumada na eternidade da Sua presença, no Céu. "Eis o Cordeiro de Deus", concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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