II Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e celebração da Festa de São Sebastião em Picuí
Neste
Segundo Domingo do Tempo Comum, 18 de janeiro, Dom Dulcênio Fontes de Matos, o
Bispo Diocesano, celebrou na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição e
na tradicional Festa de São Sebastião, na cidade de Picuí, no Curimataú
paraibano.
Pela
manhã, o Bispo Diocesano presidiu a Missa do Lar, às 10h, na Catedral, reunindo
dezenas de fiéis na igreja-mãe da Diocese. A celebração contou com o apoio
litúrgico do diácono Anderson e dos seminaristas, em um momento de oração,
escuta da Palavra e comunhão, próprio do início do Tempo Comum, que convida os
cristãos a acompanharem a vida pública e a missão de Jesus.
Homilia
na Catedral
Iniciou
destacando a Primeira Leitura, onde Isaías apresenta o Servo do Senhor,
escolhido para glorificar o Pai. Essa missão estende-se à Igreja, o novo Israel
de Deus. Pelo Batismo, somos chamados a servir e glorificar o Senhor no mundo.
“Na
Primeira Leitura, o Profeta Isaías fala de como o Pai designou o Filho como Seu
Servo. “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado” (Is 49,3). Porém,
este serviço também recai sobre a Igreja de Cristo, porque, como diz o Apóstolo
São Paulo, somos o Israel de Deus (cf. Gl 6,16). Assim, como servos de Deus
porque batizados, como servos de Deus porque fizemos uma experiência com o
Senhor Jesus Cristo, devemos glorificar o Senhor e fazê-Lo glorificado no mundo”,
destacou.
O
profeta anuncia ainda que o Servo será luz das nações. Em Cristo, Servo, Luz e
Cordeiro, Deus reúne o seu povo e o conduz à salvação. São Paulo recorda que
fomos santificados em Cristo e chamados à santidade, fonte da verdadeira graça
e da paz.
“Servo
e Luz: eis o que Cristo é para compôr o novo Israel de Deus, a Sua Santa
Igreja, Seu Corpo Místico (cf. Ef 1,23; Rm 12,4-5; Cl 1,18). Servo e Luz: eis o
que Cristo é para conduzir o Seu Povo, salvo pelo Seu Sangue redentor,
congregando-o até as paragens eternas, nossa meta. Servo, Luz e Cordeiro,
portanto. Isto nos faz recordar a visão de São João no Apocalipse: “Porque o
Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes
da água vivificante” (Ap 7,17)”, trouxe.
Concluindo,
trouxe sublinhou o Evangelho, onde João Batista aponta Jesus como o Cordeiro de
Deus e testemunha com humildade aquilo que viu. Ele não busca brilhar, mas
refletir a Luz. Assim também somos chamados a iluminar pelo testemunho, à
semelhança da Virgem Maria.
“Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,34). E por
mais que, na sua humildade, João Batista não se reconhecesse luz, veio para
testemunhá-la (cf. Jo 1,8). Assim somos nós também: na única Luz, luzimo-La por
nosso testemunho. [...] Olhemos para a Virgem Santíssima, a Senhora da Luz,
e vejamos, aprendendo Dela, como apresenta a Luz do mundo, Jesus Cristo; que o
façamos, copiando-A; Ela, a serva humilde do Senhor (cf. Lc 1,48)”, findou.
Festa de São Sebastião, em
Picuí
Já no período da noite, o
bispo seguiu para a cidade de Picuí, onde presidiu a oitava noite da Festa de
São Sebastião, padroeiro da paróquia local. A festividade, uma das mais
tradicionais da região, tem como tema neste ano: “São Sebastião, 170 anos de
esperança que resiste ao tempo”, recordando a fé perseverante do povo picuiense
ao longo das gerações.
A Santa Missa reuniu
centenas de fiéis e contou com a concelebração dos padres Lucas, da Arquidiocese
de Brasília; Padre Marcos, Diocese do Crato; Padre Eliton, capelão da Marinha; Padre
Claudecir Soares, Pároco local, além dos diáconos Miguel Rocha (transitório), e
Wanderley.
Unidos em torno do altar, os
devotos renderam louvores a Deus e elevaram suas preces por intercessão do
mártir São Sebastião. A festa teve início no dia 11 de janeiro e segue até o
próximo dia 21, fortalecendo a fé e a devoção do povo de Picuí.
Homilia
A Liturgia conduz a Igreja
ao II Domingo do Tempo Comum, voltando o olhar para o início da vida pública de
Jesus. O Menino contemplado no Natal manifesta-se agora como o Senhor que
caminha entre os homens, anuncia o Evangelho, chama à conversão e revela a
salvação integral destinada a toda a humanidade.
Refletindo o Evangelho, o
Bispo sublinhou que João Batista aponta Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo”. Esse título, proclamado no início da missão de Cristo,
antecipa o mistério pascal, no qual o Cordeiro se entrega na cruz e vence a
morte pela ressurreição
“Jesus que, após o Seu
batismo, foi reconhecido e apontado por seu batista João "Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Se este designativo abre o
rol dos evangelhos que escutaremos ao longo da reflexão acerca da pregação
pública de Jesus, como um preâmbulo, ele também aponta para o Cristo Morto e
Ressuscitado, porque, ainda que João o trate assim - "Cordeiro de
Deus" -, este vocativo somente fará pleno sentido no mistério pascal do
Senhor”, destacou.
A imagem do Cordeiro une-se
à do Servo sofredor anunciado por Isaías, que realiza com obediência a vontade
do Pai. São Paulo recorda que Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado para
nos renovar, chamando-nos a uma vida nova.
“Ele foi maltratado,
humilhado, torturado; contudo, não abriu a sua boca; agiu como um cordeiro
levado ao matadouro" (Is 53,7). Com este trecho do canto do Servo
sofredor, Isaías é o primeiro a tratar o Cristo, que veio para nos salvar, como
Cordeiro, realizando, prazenteiro, a vontade de Deus, tal como cantávamos no
Salmo responsorial (cf. Sl 8a)”.
Por fim, trouxe que nesta
liturgia, Cristo é apresentado como Cordeiro, Servo e Luz. Ele glorifica o Pai,
reúne o novo Israel e ilumina o caminho da Igreja. Guiados por essa Luz,
caminhamos com esperança, alimentados pela Eucaristia.
“O Cordeiro vai à nossa
frente, guiando-nos porque somos o Seu povo. Por isso, diante do trono do
Cordeiro que se descortina na nossa história em cada Santa Missa, somos
felizes, imensamente felizes: "Felizes os convidados para a ceia das núpcias
do Cordeiro" (Ap 19,9). Núpcias iniciadas no Calvário, quando o Cordeiro,
por nós, Se imolou; núpcias atualizadas em cada celebração eucarística; aliança
nova e eterna consumada na eternidade da Sua presença, no Céu. "Eis o
Cordeiro de Deus", concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial














































