Paróquia de São Sebastião em Olivedos Celebra Oitava Noite da Festa com missa presidida por Dom Dulcênio
A
Paróquia de São Sebastião, no município de Olivedos, vive com fé e devoção a festa
em honra ao glorioso mártir São Sebastião, padroeiro da comunidade. Iniciada no
último dia 10 de janeiro, a programação segue reunindo fiéis em momentos de
espiritualidade e confraternização, com celebrações religiosas e atividades
culturais que fortalecem a fé do povo e a tradição local.
Na
noite deste sábado, 17 de janeiro, a oitava noite do novenário foi marcada pela
presença do Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a
celebração Eucarística. A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco local, Padre
Igor Matos, que acolheu fraternalmente o pastor diocesano, juntamente com a
comunidade paroquial.
Centenas
de fiéis e devotos participaram da celebração, reunidos em torno do altar para
louvar a Deus e elevar suas preces por intercessão de São Sebastião. O momento
foi marcado pela fé, pela comunhão e pela renovação da esperança, expressando a
forte devoção do povo de Olivedos ao seu santo padroeiro.
A
festa de São Sebastião prossegue até o dia 20 de janeiro, data em que a Igreja
celebra a memória litúrgica do santo mártir. Até lá, a comunidade segue unida
em oração, vivenciando intensamente este tempo de graça e testemunho cristão.
Homilia
Dom
Dulcênio apresentou Cristo como Cordeiro e Luz, destacando que essa dupla
designação revela a essência do mistério de Jesus. O título de Cordeiro
expressa sua mansidão, pureza e entrega total, mostrando que Ele se oferece em
sacrifício por amor à humanidade e para a salvação de todos.
“A
Sagrada Liturgia apresenta-nos o Senhor com uma dupla designação: Cordeiro e
Luz. Vislumbrar o Cristo como Cordeiro é uma prática bastante recorrente, principalmente
pela Santa Missa. o teólogo espanhol Frei Luís de Granada dirá o seguinte:
"[...] a palavra Cordeiro, referida a Cristo, significa três coisas: mansidão de condição,
pureza e inocência de vida, satisfação de sacrifício e oferenda",
explicou.
A
reflexão ressaltou que o exemplo de Cristo é um chamado direto à vida cristã. O
Cordeiro de Deus convida os fiéis à humildade, à pureza de coração e ao dom de
si, recordando que, na Eucaristia, o sacrifício de Jesus se torna presença
viva, alimento espiritual e fonte de renovação da fé.
Dom
Dulcênio também destacou o momento da comunhão como encontro transformador com
o Senhor. Ao acolher o Cristo que tira o pecado do mundo, o fiel permite que
sua luz dissipe as trevas do mal e ilumine a própria vida, conduzindo-o no
caminho da salvação e da esperança.
“Felizes
os convidados para a ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado
do mundo", ao que respondemos: "Senhor, eu não sou digno de que
entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo!". Sim, somos
felizes se nos deixamos abrir ao acolhimento do Cristo, Cordeiro Manso, Puro e
Sacrificado, em nossos corações, em nossas vidas. E o Servo do Senhor por
excelência, o próprio Jesus, imolado e recebido na comunhão, será a nossa luz.
Iluminados por Ele, entramos e permanecemos no mistério de Sua Salvação”,
destacou.
Por
fim, a homilia apontou para a promessa do Céu, onde o Cordeiro glorioso é
contemplado eternamente. Unidos a Cristo, os cristãos são chamados à santidade
e à perseverança, certos de que a comunhão com Ele já começa aqui e se completa
na vida eterna.
“Somos
"chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o
nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1Cor 1,2). Nunca
nos esqueçamos: o Paraíso outro ambiente não é do que a eterna contemplação do
Trono do Senhor, onde o Cordeiro, redivivo, está imolado, como nos garante o Apocalipse de São João
(cf. Ap 19); e, como Ele, estaremos, absortos, glorificados em Sua glória,
vivificados em Sua divindade”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial


























