Com Missa e Crisma, tem Início a Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho em Esperança

Postado em 01/01/26 às 23:157 minutos de leitura88 views

Na noite desta quinta-feira, 01, a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora do Bom Conselho, na Cidade de Esperança, deu início à sua tradicional festividade em honra à padroeira. O início das celebrações coincidiu com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, marco litúrgico que abre o ano civil com convite à oração e renovação da fé.

A Missa de abertura dos festejos foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que também conferiu o Sacramento da Crisma a 95 jovens da comunidade, fortalecendo neles o compromisso de vida cristã e testemunho no seio da Igreja. Concelebrou a Eucaristia o Padre Evanilson, Pároco local, com o auxílio litúrgico do diácono Maurício e seminaristas.

A Festa da Padroeira segue até o próximo dia 11 de janeiro, quando será celebrada a Missa Solene em honra à Mãe do Bom Conselho. Até lá, os devotos são convidados a participar da novena que marca espiritualmente este percurso, preparando o coração para celebrar Maria como intercessora e guia. Neste ano, a festividade traz como tema: “Ó Mãe, aconselha-nos com o Teu amor”

Homilia

A homilia convidou a olhar para a cena de Belém: os pastores encontram Maria, José e o Menino na manjedoura. Ali, Maria se torna exemplo de adoração e contemplação, transformando cada gesto e experiência em oração.

“O que estariam fazendo Maria e José diante da manjedoura com o Menino-Deus senão numa atitude de adoração e de contemplação do mistério divino da Encarnação e da Redenção? Não apenas pelo que via, Maria, maravilhada, também rezava com o testemunho, simples e fiel, dos pastores. Disto, podemos dizer que a Virgem Santíssima, Mãe de Deus, é Mulher orante; e, depois do próprio Deus, Jesus Cristo, é o modelo dos orantes”, iniciou sua pregação.

O Evangelho a apresenta como mulher que guarda e medita tudo em seu coração. Nos episódios do Templo e aos pés da Cruz, sua firmeza nasce da união com Cristo. Seu silêncio orante ensina que a oração verdadeira nasce da escuta e da fidelidade.

“Como Mulher de adoração e contemplação, Maria não desperdiçava o que via, ouvia e sentia... Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19). Esta mesma concepção da contínua oração de Maria é disposta pelo autor do terceiro Evangelho quando, falando sobre o crescimento do Menino Jesus na ocasião da sua perda e do seu reencontro no Templo de Jerusalém, tece uma palavra sobre o espírito orante de Maria: “Sua mãe guardava todas estas coisas no coração”.

O bispo recordou as palavras do Papa Leão XIV, que ajuda a entender por que a oração cristã tem caráter mariano. Maria não apenas reza: ela gera a Palavra de Deus no mundo. Assim, quem reza inspirado por ela assume a vocação de permitir que Deus encontre espaço na história.

“Se a oração cristã é tão profundamente mariana, é porque em Maria de Nazaré vemos uma de nós que gera. Deus tornou-a fecunda e veio ao nosso encontro com os seus traços, como cada filho se assemelha à mãe. Ela é Mãe de Deus e nossa Mãe. ‘Nossa esperança’, dizemos na Salve Rainha. Assemelha-se ao Filho e o Filho assemelha-se a ela. E nós assemelhamo-nos a esta Mãe que deu rosto, corpo e voz à Palavra de Deus”, trouxe.

Ao iniciar o novo ano, Dom Dulcênio apontou para Cristo como nossa verdadeira esperança. Que os desejos de 2026 não superem o essencial: esperar no Senhor, caminhar juntos pela fé e construir um mundo mais santo.

“Que eles não cerceiem o desejo que sempre devemos ter de Deus, de conhecê-Lo e amá-Lo. Tenho certeza de que muito esperamos para o novo ano. Entretanto, não esqueçamos que a nossa esperança é Cristo Senhor, o Menino da manjedoura; Deus nos braços da Sua criatura mais pura, mais bela, nos braços de Maria... Maria, nossa esperança, acompanhe sempre a nossa peregrinação de fé e esperança!” (Ibidem)”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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