Com Missa e Crisma, tem Início a Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho em Esperança
Na
noite desta quinta-feira, 01, a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora do Bom
Conselho, na Cidade de Esperança, deu início à sua tradicional festividade em
honra à padroeira. O início das celebrações coincidiu com a Solenidade de Santa
Maria, Mãe de Deus, marco litúrgico que abre o ano civil com convite à oração e
renovação da fé.
A
Missa de abertura dos festejos foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, que também conferiu o Sacramento da Crisma a 95 jovens da
comunidade, fortalecendo neles o compromisso de vida cristã e testemunho no
seio da Igreja. Concelebrou a Eucaristia o Padre Evanilson, Pároco local, com o
auxílio litúrgico do diácono Maurício e seminaristas.
A
Festa da Padroeira segue até o próximo dia 11 de janeiro, quando será celebrada
a Missa Solene em honra à Mãe do Bom Conselho. Até lá, os devotos são
convidados a participar da novena que marca espiritualmente este percurso,
preparando o coração para celebrar Maria como intercessora e guia. Neste ano, a
festividade traz como tema: “Ó Mãe, aconselha-nos com o Teu amor”
Homilia
A
homilia convidou a olhar para a cena de Belém: os pastores encontram Maria,
José e o Menino na manjedoura. Ali, Maria se torna exemplo de adoração e
contemplação, transformando cada gesto e experiência em oração.
“O
que estariam fazendo Maria e José diante da manjedoura com o Menino-Deus senão
numa atitude de adoração e de contemplação do mistério divino da Encarnação e
da Redenção? Não apenas pelo que via, Maria, maravilhada, também rezava com o
testemunho, simples e fiel, dos pastores. Disto, podemos dizer que a Virgem
Santíssima, Mãe de Deus, é Mulher orante; e, depois do próprio Deus, Jesus
Cristo, é o modelo dos orantes”, iniciou sua pregação.
O
Evangelho a apresenta como mulher que guarda e medita tudo em seu coração. Nos
episódios do Templo e aos pés da Cruz, sua firmeza nasce da união com Cristo.
Seu silêncio orante ensina que a oração verdadeira nasce da escuta e da
fidelidade.
“Como
Mulher de adoração e contemplação, Maria não desperdiçava o que via, ouvia e
sentia... Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu
coração” (Lc 2,19). Esta mesma concepção da contínua oração de Maria é disposta
pelo autor do terceiro Evangelho quando, falando sobre o crescimento do Menino
Jesus na ocasião da sua perda e do seu reencontro no Templo de Jerusalém, tece
uma palavra sobre o espírito orante de Maria: “Sua mãe guardava todas estas
coisas no coração”.
O
bispo recordou as palavras do Papa Leão XIV, que ajuda a entender por que a
oração cristã tem caráter mariano. Maria não apenas reza: ela gera a Palavra de
Deus no mundo. Assim, quem reza inspirado por ela assume a vocação de permitir
que Deus encontre espaço na história.
“Se
a oração cristã é tão profundamente mariana, é porque em Maria de Nazaré vemos
uma de nós que gera. Deus tornou-a fecunda e veio ao nosso encontro com os seus
traços, como cada filho se assemelha à mãe. Ela é Mãe de Deus e nossa Mãe.
‘Nossa esperança’, dizemos na Salve Rainha. Assemelha-se ao Filho e o Filho
assemelha-se a ela. E nós assemelhamo-nos a esta Mãe que deu rosto, corpo e voz
à Palavra de Deus”, trouxe.
Ao
iniciar o novo ano, Dom Dulcênio apontou para Cristo como nossa verdadeira
esperança. Que os desejos de 2026 não superem o essencial: esperar no Senhor,
caminhar juntos pela fé e construir um mundo mais santo.
“Que
eles não cerceiem o desejo que sempre devemos ter de Deus, de conhecê-Lo e
amá-Lo. Tenho certeza de que muito esperamos para o novo ano. Entretanto, não
esqueçamos que a nossa esperança é Cristo Senhor, o Menino da manjedoura; Deus
nos braços da Sua criatura mais pura, mais bela, nos braços de Maria... Maria,
nossa esperança, acompanhe sempre a nossa peregrinação de fé e esperança!”
(Ibidem)”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial























