Missa da Véspera da Solenidade de Santa Mãe de Deus na Catedral

Postado em 31/12/25 às 22:487 minutos de leitura75 views

Na noite desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande, acolheu a última celebração do ano com grande participação dos fiéis. A Santa Missa da Véspera da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo Vigário-Geral e Pároco da Catedral, Padre Luciano Guedes, e pelo Vigário-Paroquial, Padre Mércio. A celebração contou ainda com os serviços dos diáconos Ricardo e Anderson, além dos seminaristas.

Em sua homilia, o Bispo recordou o desejo universal de paz, tão repetido no início de cada ano, mas ainda tão distante da realidade mundial. Ele alertou que a verdadeira paz não é apenas ausência de guerra, e tampouco um desejo abstrato: ela tem Nome e Rosto — Jesus Cristo.

“O grande problema é que muitas vezes desejamos uma paz desencarnada, um mero armistício. Para nós, cristãos, a paz tem Rosto, Nome e é uma Pessoa: Jesus Cristo, Nosso Senhor. Se a paz não for Nele construída, teremos apenas uma ausência de guerra, mas não a paz completa, porque “de fato, ele é a nossa paz” (Ef 2,14), já que, em Si e Consigo, reconciliou-nos com Deus e com os outros”, recordou.

Inspirado na mensagem do Papa Leão XIV, o bispo lembrou que a paz de Deus é “desarmada e desarmante”. Cada cristão é chamado a ser testemunha dessa paz, especialmente em tempos marcados pela escuridão e pelo esquecimento de Deus.

“A presença de Cristo, o seu dom e a sua vitória “reverberam na perseverança de muitas testemunhas, por meio das quais a obra de Deus continua no mundo, tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos” (Ibidem). E que tempos obscuros estes que o mundo, que esquece Deus, sugere! Ao lado desta maligna sugestão, na força do Espírito de Cristo devemos, no nosso testemunho pessoal, sugerir a única paz possível, que nasce de Deus e perpassa também nossas atitudes de mansidão e humildade...”, pregou.

Por isso, não basta pedir paz: é preciso tê-la dentro de nós. Dom Dulcênio convidou a uma análise sincera de sentimentos e atitudes, assumindo um caminho constante de conversão. A paz começa nas pequenas escolhas diárias — no silêncio que evita a briga, no perdão que reconstrói, no gesto que desarma.

“Também por nós, a paz de Cristo quer continuar viva e vivificadora. Para tanto, é preciso que, por uma contínua análise de nossos sentimentos, ações e omissões, num espírito de conversão constante para manter e irradiar a paz de Cristo - a paz que é Cristo! - sempre me questione, me desconstrua nos meus ímpetos (talvez até selvagens), para me reconstruir no Senhor.

Por fim, o Evangelho apresenta o Menino Deus recebendo o Nome de Jesus, que significa missão de Salvação. Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, intercede para que seus filhos vivam essa paz que é Cristo. Dom Dulcênio encerrou convidando os fiéis a serem testemunhas dessa paz no mundo.

“Maria, humanamente falando, tinha autoridade sobre o Menino-Deus (cf. Lc 2,51). Como Onipotência Suplicante e Rainha da Paz, ela pode interceder por nós, para que nos convertamos, vivamos e irradiemos a paz, o próprio Jesus, cujo nome significa uma missão: Salvador. Que, ansiosos por salvação, que se dá na reconciliação com Deus e entre nós, sejamos testemunhas da paz do Senhor, da paz que é o Senhor”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



Comentários (0)