Missa da Véspera da Solenidade de Santa Mãe de Deus na Catedral
Na
noite desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a Catedral Diocesana de Nossa
Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande, acolheu a última celebração
do ano com grande participação dos fiéis. A Santa Missa da Véspera da
Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo Vigário-Geral e Pároco da
Catedral, Padre Luciano Guedes, e pelo Vigário-Paroquial, Padre Mércio. A
celebração contou ainda com os serviços dos diáconos Ricardo e Anderson, além dos
seminaristas.
Em
sua homilia, o Bispo recordou o desejo universal de paz, tão repetido no início
de cada ano, mas ainda tão distante da realidade mundial. Ele alertou que a
verdadeira paz não é apenas ausência de guerra, e tampouco um desejo abstrato:
ela tem Nome e Rosto — Jesus Cristo.
“O
grande problema é que muitas vezes desejamos uma paz desencarnada, um mero
armistício. Para nós, cristãos, a paz tem Rosto, Nome e é uma Pessoa: Jesus
Cristo, Nosso Senhor. Se a paz não for Nele construída, teremos apenas uma
ausência de guerra, mas não a paz completa, porque “de fato, ele é a nossa paz”
(Ef 2,14), já que, em Si e Consigo, reconciliou-nos com Deus e com os outros”,
recordou.
Inspirado
na mensagem do Papa Leão XIV, o bispo lembrou que a paz de Deus é “desarmada e
desarmante”. Cada cristão é chamado a ser testemunha dessa paz, especialmente
em tempos marcados pela escuridão e pelo esquecimento de Deus.
“A
presença de Cristo, o seu dom e a sua vitória “reverberam na perseverança de
muitas testemunhas, por meio das quais a obra de Deus continua no mundo,
tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos”
(Ibidem). E que tempos obscuros estes que o mundo, que esquece Deus, sugere! Ao
lado desta maligna sugestão, na força do Espírito de Cristo devemos, no nosso
testemunho pessoal, sugerir a única paz possível, que nasce de Deus e perpassa
também nossas atitudes de mansidão e humildade...”, pregou.
Por
isso, não basta pedir paz: é preciso tê-la dentro de nós. Dom Dulcênio convidou
a uma análise sincera de sentimentos e atitudes, assumindo um caminho constante
de conversão. A paz começa nas pequenas escolhas diárias — no silêncio que
evita a briga, no perdão que reconstrói, no gesto que desarma.
“Também
por nós, a paz de Cristo quer continuar viva e vivificadora. Para tanto, é
preciso que, por uma contínua análise de nossos sentimentos, ações e omissões,
num espírito de conversão constante para manter e irradiar a paz de Cristo - a
paz que é Cristo! - sempre me questione, me desconstrua nos meus ímpetos
(talvez até selvagens), para me reconstruir no Senhor.
Por fim, o Evangelho
apresenta o Menino Deus recebendo o Nome de Jesus, que significa missão de
Salvação. Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, intercede para que seus filhos
vivam essa paz que é Cristo. Dom Dulcênio encerrou convidando os fiéis a serem
testemunhas dessa paz no mundo.
“Maria, humanamente falando,
tinha autoridade sobre o Menino-Deus (cf. Lc 2,51). Como Onipotência Suplicante
e Rainha da Paz, ela pode interceder por nós, para que nos convertamos, vivamos
e irradiemos a paz, o próprio Jesus, cujo nome significa uma missão: Salvador.
Que, ansiosos por salvação, que se dá na reconciliação com Deus e entre nós,
sejamos testemunhas da paz do Senhor, da paz que é o Senhor”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral


























