Milhares de Fiéis Participam da Procissão e Missa de Encerramento da Festa de Nossa Senhora da Conceição
Com grande júbilo, a Igreja de Campina Grande celebrou, nesta
segunda-feira (08), a Solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira da Diocese. Desde
as primeiras horas da tarde, milhares de fiéis se reuniram na Catedral para a
oração do Santo Terço. Em seguida, pontualmente às 16h, a multidão saiu em
procissão, acompanhada do Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e seminaristas. Ao redor da imagem
da Imaculada, os devotos entoaram cantos e preces, conduzindo Maria, Mãe da
Esperança, em um clima de profunda fé e devoção.
O percurso levou os fiéis até o Parque do Povo, que mais uma vez
se transformou em um grande templo a céu aberto. Ali, todos se reuniram ao
redor do Altar, rendendo graças a Deus pela proteção e intercessão da Virgem
Maria. A Missa solene de encerramento foi presidida por Dom Dulcênio, que, em
sua homilia, refletiu sobre Maria como “Aurora da Esperança”, aquela que
anuncia Cristo, o Sol da Justiça, e conduz os fiéis à luz que dissipa toda escuridão.
Homilia
Dom Dulcênio ressaltou que celebrar a Imaculada é contemplar Maria
como Mãe da Esperança. Às vésperas do encerramento do Ano Jubilar da
Encarnação, o Bispo destacou que sua pureza não é mero título devocional, mas
sinal luminoso que anuncia Cristo, o “Sol da Justiça”, que vence as trevas do
pecado.
“Celebrar a Imaculada Conceição de Maria é “o sinal certo do fim
da noite, pois trouxe ao mundo a certeza de ver terminada, em breve, a noite do
paganismo, a superstição dos gentios, a corrupção e o erro em que jazia a pobre
humanidade, para dar lugar à luz da verdadeira fé em Deus justo, eterno e
clemente. Veio substituir o erro pela verdade; o vício, pela virtude; o ódio,
pela caridade cristã! Sim, Maria é a estrela da manhã, que anunciou a vinda do
sol da justiça; é a aurora da qual nasceu o sol”, pregou.
O Bispo explicou o título “Estrela da Manhã”, presente na Ladainha
Lauretana. Como o astro que precede o sol, Maria indica a chegada do Salvador.
Mesmo sabendo que a estrela d’alva é Vênus, o sentido espiritual permanece: ela
não tem luz própria, mas reflete a claridade de Cristo.
“A luz de Maria é reflexo do clarão de Cristo, pois, em si mesma,
Ela não dispõe de iluminação própria. Também em relação à ideia de Vênus, deusa
pagã de quem o segundo planeta em ordem ao sol recebeu o nome, podemos intuir
como o Filho da Virgem Maria, ao decretar a derrota do pecado e da morte,
representados também pelas trevas do paganismo, faz com que a Virgem
resplandeça a luz do Seu Filho e Deus para nos orientar a Ele, fazendo-nos
romper, esperançosos, com tudo o que Dele nos afasta”, disse.
Dom Dulcênio lembrou também que Maria cumpre a profecia do
Gênesis: a Mulher que vence a serpente. Por isso, Deus a revestiu de beleza,
sinal da vitória do bem. A Igreja, olhando para essa beleza espiritual, busca
nela exemplo de virtude e caminho para irradiar graça no mundo, tornando-se
reflexo da luz divina.
“Ora, Maria como Mãe-Aurora da Esperança já é sinal que aponta
para a derrota do mal. Para tanto, para dizer-nos que o bem será vitorioso
sobre o mal, Deus cumulou Maria de toda a beleza para aludir-nos da fealdade e
da caducidade de Satanás e das suas pérfidas obras. Esta beleza, a Igreja, como
sua filha, a persegue para que, bela nas virtudes, faça triunfar a beleza da graça
nos seus membros”.
Destacou que Maria não é apenas uma estrela entre outras, mas a
estrela que permanece até a plena manifestação do Sol. A imagem bíblica da
“mulher vestida de sol” confirma essa verdade: a Assunta brilha porque
contempla eternamente o Filho.
“Como Mãe da Esperança, ‘Maria Santíssima não é uma estrela
qualquer, é a estrela da manhã! Quando as outras estrelas empalidecem e perdem
o seu brilho à luz do dia, que desponta, a estrela da manhã conserva-se no
horizonte até chegar o astro-rei, acompanhando-o então na sua marcha. Maria
Santíssima também excede a todos os santos em brilho e claridade”, destacou.
Ao concluir, Dom Dulcênio elevou uma oração à Imaculada, pedindo
que os fiéis nunca percam a esperança. Quando a escuridão do desânimo ameaçar,
que olhem para Maria, precursora daquele que é a nossa paz.
“coisas gloriosas dizem de Vós,
Estrela do Sol que é a nossa única esperança. Que nós, Vossos filhos,
não cessemos de esperar em Vós, porque assim esperamos no bendito Fruto do
Vosso Ventre puríssimo. Quando o breu da desesperança quiser amedrontar-nos,
que olhemos para Vós, reconhecendo-Vos precursora Daquele que nos traz a paz,
porque “Ele é a nossa paz” (Ef 2,14)”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Diocesana

























