Arcebispo da Paraíba, Dom Delson, Preside Missa na Festa da Padroeira da Diocese de Campina Grande
Vivenciando intensamente o novenário em honra à sua
padroeira, a Imaculada Conceição, a Diocese de Campina Grande reuniu grande
número de fiéis na noite deste 01 de dezembro, na Catedral, para celebrar o terceiro
dia da programação. Nesta ocasião, o Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom
Manoel Delson, presidiu a novena e a Santa Eucaristia, marcando sua presença
fraterna e significativa dentro dos festejos dedicados à Mãe de Deus.
Dom Delson foi calorosamente acolhido pelo Bispo Diocesano
de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que destacou a alegria da
Diocese em receber novamente aquele que já a pastoreou com zelo e dedicação. Em
sua saudação inicial, Dom Dulcênio também agradeceu a presença dos Padres,
diáconos e leigos, enfatizando a participação das paróquias das Foranias Cariri
I e II, juntamente com o Movimento dos Homens do Terço e o Apostolado da
Oração, que foram homenageados como noitários da celebração.
Em sua mensagem à comunidade, Dom Delson expressou
gratidão pela acolhida de Dom Dulcênio, do Padre Luciano e de toda a comunidade
catedralícia. Disse estar feliz em retornar à Diocese e em participar desta
festa tão bonita em honra à Imaculada Conceição. O Arcebispo ainda exortou os
fiéis a continuarem firmes na vivência espiritual do novenário, preparando seus
corações para o dia 8 de dezembro, data em que a Igreja celebra solenemente a
Imaculada Conceição.
Ao final da celebração, Dom Dulcênio renovou o
convite aos fiéis para participarem do encerramento da festa, no dia 8,
enfatizando a programação: missa às 7h, missa solene às 10h e, às 16h, a
tradicional procissão que seguirá da Catedral ao Parque do Povo, onde ele
presidirá a missa de encerramento, reunindo toda a Diocese em um grande momento
de fé, unidade e devoção mariana.
O Bispo Diocesano também recordou duas datas
importantes que marcam a caminhada da Igreja local: no dia 12 de dezembro, três
jovens serão ordenados diáconos, dando mais um passo rumo ao presbiterado; e no
dia 15, será inaugurada a Residência Sacerdotal, casa preparada para acolher
padres idosos e enfermos. Nesta mesma celebração, Dom Dulcênio renderá ação de
graças pelos seus 40 anos de sacerdócio, convidando toda a comunidade a
participar desse momento especial.
Homilia
Dom Delson destacou o dom que Deus concedeu à
humanidade ao escolher Maria, “a concebida sem pecado”, como Mãe do Salvador.
Ele lembrou que o mistério da Encarnação revela a grandeza do amor divino, que
preencheu o coração da Virgem com graça e missão.
Assim, o Arcebispo recordou a presença constante de
Maria ao lado de Jesus: em Belém, no Egito, no Templo e nas Bodas de Caná.
Sublinhou que, naquele banquete, a sensibilidade materna se revelou quando ela
percebeu a necessidade antes mesmo de ser anunciada, mostrando sua atenção à
vida humana.
“Ela está presente onde Jesus está. Ela está
presente onde seus filhos estão. Maria acompanha Jesus: Belém, Caná, Templo
(apresentação), Jerusalém, na cruz. No início do ministério de Jesus, ela
estava presente, e intercedeu para que aquela família de Caná e os convivas não
experimentassem o dissabor de ver a festa terminar antes do tempo, por falta de
vinho. Ela fala com Jesus e assinala a necessidade de Jesus intervir. Mesmo não
sendo sua hora, ele atende e transforma água em vinho, e a festa continua e
renasce a esperança no coração de todos”, pregou.
Dom Delson enfatizou que o mandato mariano — “Fazei
tudo o que Ele vos disser” — continua sendo o grande caminho para a vida
cristã. A obediência ao que Jesus diz abre espaço para sua ação transformadora,
como ocorreu quando a água se tornou vinho, ensinando que Deus renova todas as
coisas.
“A falta de vinho fala da carência, da tristeza, da
incapacidade humana; Jesus traz o vinho novo, o melhor, e em abundância, e já
chegando para o final da festa, quando ninguém mais esperava. A presença de
Maria indica a presença de Jesus, e com Jesus, acontecem sempre as melhores
coisas e aquelas que duram para sempre. Aqui está outra lição preciosa do
Evangelho: convidar Jesus para a nossa vida, nossas festas, nossos eventos,
nossas celebrações”, disse.
O arcebispo também recordou a Igreja nascente, que
se reunia em oração junto de Maria. Sua presença, afirmou ele, gerava unidade e
coragem entre os discípulos, mostrando que a Mãe do Senhor continua a
acompanhar a vida da Igreja com seu silêncio, sua fé e sua esperança.
“A presença de Maria era
símbolo de unidade entre os discípulos. Eles eram assíduos na oração, na
presença de Maria. Uma das características que identificam a Igreja de Jesus
Cristo é ser uma comunidade orante. A Igreja se faz com a presença de Maria em
oração. Já se diz que a Igreja se faz de joelhos. E Nossa Senhora nos ensina o
silêncio, o recolhimento, a confiança e a guardar tudo no coração”.
Por fim, Dom Delson convidou os fiéis a viverem a
esperança que nasce de Cristo, lembrando que ela “não decepciona”. A oração, a
Eucaristia e a caridade, disse ele, revestem o coração da força divina,
conduzindo cada pessoa a uma vida renovada no amor.
“Crendo em Jesus e vivendo como seus discípulos, na
caridade, a esperança vai nos conduzindo de cabeça erguida, sempre em frente,
passando por meio dos obstáculos, dos desafios da vida, porque do mesmo jeito
que Jesus se encarnou no seio de Maria e a encheu de graça, Ele quer nos
revestir da sua força, que recebemos na oração, na Eucaristia, nas obras de
caridade. Que vive em Deus e para Deus, vive no amor, e o amor fecunda a vida
de esperança”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Matheus Borges (Pascom Diocesana)

























