Dom Dulcênio Preside Missa em Ação de Graças pelo Centenário da Cidade de Esperança
A
cidade de Esperança celebrou, nesta segunda, 01 de dezembro, seus 100 anos de Emancipação
Política. E, como expressão de fé e reconhecimento pela própria história, a
Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho reuniu clérigos, autoridades e a comunidade
para uma Missa em Ação de Graças pelo centenário da cidade, coroando um momento
marcante para todos os seus filhos e filhas.
A
celebração foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de
Campina Grande, e contou com a presença do seu irmão no Episcopado, Dom
Francisco de Assis Gabriel, natural de Esperança e atualmente Bispo Diocesano
de Cajazeiras.
Concelebraram
também o Pároco local, Pe. Evanilson, seus Vigários Paroquiais, Pe. Joselino e Pe.
João de Deus — além de sacerdotes que já passaram pela Paróquia e que deixaram
parte de seu ministério na história de Esperança: Pe. Ednaldo, Pe. Alexandre e Pe.
Fabiano Cruz. Os Diáconos Douglas Câmara e Maurício auxiliaram na liturgia.
Presentes
também o Prefeito Tiago Moraes, o Presidente da Câmara Municipal, Abílio Maia,
vereadores, secretários e lideranças locais. O povo esperancense, em grande
número, tomou parte na celebração, reunindo-se diante do altar para colocar nas
mãos de Deus, sob o cuidado maternal de Nossa Senhora do Bom Conselho, a
história, o presente e o futuro da cidade centenária.
Após
a Santa Missa, os fiéis se dirigiram à área externa da Igreja Matriz, onde Dom
Dulcênio abençoou a imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, recentemente
instalada em frente à igreja, marcando um novo momento de devoção para a
comunidade.
A
palavra que reacende a esperança
A
homilia foi proferida por Dom Francisco Gabriel, que trouxe uma profunda
reflexão sobre o papel da Igreja Matriz na vida de Esperança. Em suas palavras,
ele afirmou que a Matriz deve ser contemplada como “o coração da cidade e
tesouro dos seus filhos e filhas”, superando a visão de mero cartão-postal ou
referência histórica.
O
bispo destacou que o templo, feito de pedra, é sobretudo o lugar da fé viva:
“Aqui
é o espaço do culto, da celebração da fé, da recomposição das forças e do envio
missionário. Daqui saem homens e mulheres chamados a serem luz do mundo, hoje e
sempre, na cidade e para a cidade de Esperança”.
Ele
recordou ainda que a Matriz é o lugar da escuta da Palavra, da oração, da graça
sacramental e da Eucaristia, “o pão de Deus dado aos homens”. Para Dom Gabriel,
uma cidade que celebra 100 anos precisa reconhecer na sua Igreja Matriz não
apenas um símbolo, mas o ponto de partida e de chegada da fé que sustenta
gerações.
O
bispo também ressaltou o carinho do povo por Maria Santíssima, afirmando que os
filhos e filhas de Esperança encontram na Igreja “o abraço materno de Nossa
Senhora”, que reacende diariamente a esperança que dá nome à cidade.
“Maria
é a Rainha dos Céus e, em Esperança, é Rainha da cidade; é refúgio seguro e
presença que acompanha cada passo do seu povo”, afirmou.
Palavras
de Dom Dulcênio
O
bispo dirigiu-se aos fiéis com palavras profundamente simbólicas, enraizadas na
fé e na identidade do povo esperancense. Ele destacou que todo o povo de Deus,
de Esperança, celebra não apenas um marco cronológico, mas um século de
história, de fé e de trabalho.
Nas
suas palavras, a cidade é como o “eterno lírio verde da Borborema”, plantado
por Deus no brejo paraibano como sinal de vida e de promessa. “O centenário não
é uma data vazia: é memória viva, é a celebração de um povo que fez brotar vida
onde muitos apenas enxergariam aridez. Um povo que, ao longo de cem anos,
aprendeu a transformar dificuldades em oportunidades, preservando suas raízes e
abrindo caminhos para o futuro”, disse.
Recordando
o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres” (Sl
126,3) — Dom Dulcênio sublinhou que essa alegria nasce da certeza de que Deus
sempre acompanhou o crescimento e as lutas da cidade.
O
bispo deu destaque especial à virtude que dá nome ao município: a esperança.
Segundo ele, Esperança não é apenas um título geográfico, mas vocação, missão e
identidade. No coração do brejo paraibano, a Terra da Mãe do Bom Conselho se
tornou referência e inspiração. Sob a proteção daquela que acolhe, orienta e
conduz, Maria, Mãe do Bom Conselho, a cidade resplandece como um sinal luminoso
de confiança em Deus e de coragem diante das adversidades.
Ao
revisitar os cem anos de história, Dom Dulcênio reconheceu que cada conquista
da cidade é fruto da união e da força de seu povo: famílias, agricultores,
comerciantes, educadores, líderes comunitários, religiosos e gestores públicos
— homens e mulheres que compreenderam, como ensina São Tiago, que onde há amor
e sabedoria, nada falta.
Por
fim, o bispo exortou a todos a viverem os próximos dias com fé, espírito de
serviço e coração reconciliado. Pediu que cada um mergulhe nas próprias raízes
e reconheça que tudo o que somos e temos é graça de Deus.
E
concluiu desejando que cada dia se torne oportunidade para renovar o
compromisso de construir um futuro ainda mais promissor para esta terra querida
de Nossa Senhora do Bom Conselho, que hoje celebra, com júbilo e esperança, um
século de vida.
Por: Ascom
Fotos: Decom da Prefeitura de Esperança


































