Dom Dulcênio Preside Missa em Ação de Graças pelo Centenário da Cidade de Esperança

Postado em 02/12/25 às 00:1110 minutos de leitura104 views

A cidade de Esperança celebrou, nesta segunda, 01 de dezembro, seus 100 anos de Emancipação Política. E, como expressão de fé e reconhecimento pela própria história, a Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho reuniu clérigos, autoridades e a comunidade para uma Missa em Ação de Graças pelo centenário da cidade, coroando um momento marcante para todos os seus filhos e filhas.

A celebração foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, e contou com a presença do seu irmão no Episcopado, Dom Francisco de Assis Gabriel, natural de Esperança e atualmente Bispo Diocesano de Cajazeiras.

Concelebraram também o Pároco local, Pe. Evanilson, seus Vigários Paroquiais, Pe. Joselino e Pe. João de Deus — além de sacerdotes que já passaram pela Paróquia e que deixaram parte de seu ministério na história de Esperança: Pe. Ednaldo, Pe. Alexandre e Pe. Fabiano Cruz. Os Diáconos Douglas Câmara e Maurício auxiliaram na liturgia.

Presentes também o Prefeito Tiago Moraes, o Presidente da Câmara Municipal, Abílio Maia, vereadores, secretários e lideranças locais. O povo esperancense, em grande número, tomou parte na celebração, reunindo-se diante do altar para colocar nas mãos de Deus, sob o cuidado maternal de Nossa Senhora do Bom Conselho, a história, o presente e o futuro da cidade centenária.

Após a Santa Missa, os fiéis se dirigiram à área externa da Igreja Matriz, onde Dom Dulcênio abençoou a imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, recentemente instalada em frente à igreja, marcando um novo momento de devoção para a comunidade.

A palavra que reacende a esperança

A homilia foi proferida por Dom Francisco Gabriel, que trouxe uma profunda reflexão sobre o papel da Igreja Matriz na vida de Esperança. Em suas palavras, ele afirmou que a Matriz deve ser contemplada como “o coração da cidade e tesouro dos seus filhos e filhas”, superando a visão de mero cartão-postal ou referência histórica.

O bispo destacou que o templo, feito de pedra, é sobretudo o lugar da fé viva:

“Aqui é o espaço do culto, da celebração da fé, da recomposição das forças e do envio missionário. Daqui saem homens e mulheres chamados a serem luz do mundo, hoje e sempre, na cidade e para a cidade de Esperança”.

Ele recordou ainda que a Matriz é o lugar da escuta da Palavra, da oração, da graça sacramental e da Eucaristia, “o pão de Deus dado aos homens”. Para Dom Gabriel, uma cidade que celebra 100 anos precisa reconhecer na sua Igreja Matriz não apenas um símbolo, mas o ponto de partida e de chegada da fé que sustenta gerações.

O bispo também ressaltou o carinho do povo por Maria Santíssima, afirmando que os filhos e filhas de Esperança encontram na Igreja “o abraço materno de Nossa Senhora”, que reacende diariamente a esperança que dá nome à cidade.

“Maria é a Rainha dos Céus e, em Esperança, é Rainha da cidade; é refúgio seguro e presença que acompanha cada passo do seu povo”, afirmou.

Palavras de Dom Dulcênio

O bispo dirigiu-se aos fiéis com palavras profundamente simbólicas, enraizadas na fé e na identidade do povo esperancense. Ele destacou que todo o povo de Deus, de Esperança, celebra não apenas um marco cronológico, mas um século de história, de fé e de trabalho.

Nas suas palavras, a cidade é como o “eterno lírio verde da Borborema”, plantado por Deus no brejo paraibano como sinal de vida e de promessa. “O centenário não é uma data vazia: é memória viva, é a celebração de um povo que fez brotar vida onde muitos apenas enxergariam aridez. Um povo que, ao longo de cem anos, aprendeu a transformar dificuldades em oportunidades, preservando suas raízes e abrindo caminhos para o futuro”, disse.

Recordando o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres” (Sl 126,3) — Dom Dulcênio sublinhou que essa alegria nasce da certeza de que Deus sempre acompanhou o crescimento e as lutas da cidade.

O bispo deu destaque especial à virtude que dá nome ao município: a esperança. Segundo ele, Esperança não é apenas um título geográfico, mas vocação, missão e identidade. No coração do brejo paraibano, a Terra da Mãe do Bom Conselho se tornou referência e inspiração. Sob a proteção daquela que acolhe, orienta e conduz, Maria, Mãe do Bom Conselho, a cidade resplandece como um sinal luminoso de confiança em Deus e de coragem diante das adversidades.

Ao revisitar os cem anos de história, Dom Dulcênio reconheceu que cada conquista da cidade é fruto da união e da força de seu povo: famílias, agricultores, comerciantes, educadores, líderes comunitários, religiosos e gestores públicos — homens e mulheres que compreenderam, como ensina São Tiago, que onde há amor e sabedoria, nada falta.

Por fim, o bispo exortou a todos a viverem os próximos dias com fé, espírito de serviço e coração reconciliado. Pediu que cada um mergulhe nas próprias raízes e reconheça que tudo o que somos e temos é graça de Deus.

E concluiu desejando que cada dia se torne oportunidade para renovar o compromisso de construir um futuro ainda mais promissor para esta terra querida de Nossa Senhora do Bom Conselho, que hoje celebra, com júbilo e esperança, um século de vida.

Por: Ascom
Fotos: Decom da Prefeitura de Esperança


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