Paróquia do Ligeiro Vivencia o Novenário à sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição

Postado em 30/11/25 às 23:467 minutos de leitura51 views

A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Ligeiro, em Campina Grande, segue vivenciando a novena em preparação para a grande festa da padroeira, iniciada na última sexta-feira, 29, e que se estende até o dia 8 de dezembro, dia dedicado à Imaculada Conceição. Neste domingo, 30, os fiéis se reuniram para celebrar o segundo dia do novenário, marcado pelo espírito de fé e unidade da comunidade paroquial.

A noite contou com a presença do Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa.

A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Antônio Raimundo (Toninho), e pelo Vigário Paroquial, Padre Adair Pasini, que, ao lado do bispo, conduziram a comunidade em oração, reforçando o clima de acolhida, esperança e preparação para a festa maior. A novena segue com programação diária até o dia 8, reunindo comunidades, pastorais e fiéis em torno da Mãe Imaculada.

Homilia

Inicialmente, recordou que o Advento inaugura um novo Ano Litúrgico marcado pela esperança. É o tempo em que a Igreja espera o Senhor que vem, repetindo com fé: “Vem, Senhor Jesus!”.

“O Advento, o qual iniciamos neste domingo, e com o qual principiamos um novo Ano Litúrgico, é marcadamente o tempo da esperança: esperamos Aquele que há de vir, daí o Adventus no seu termo latino... "Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22,20).

O bispo destacou que a atitude essencial do Advento é a vigilância. Assim como o vigilante não pode dormir, o cristão é chamado a despertar para a fé. A exortação de São Paulo — “já é hora de despertar” — alerta para o comodismo espiritual.

“Um dos sentimentos concernentes à expectativa é o da atenção. Um vigilante que descuida de estar atento, até da sua própria segurança, não é apto para aquilo que lhe foi proposto. Da mesma maneira o cristão no mundo: estamos para esperar. Se o Apóstolo faz tal observação, é porque percebe que muitos estavam no torpor do sono do comodismo, cochilando em berço esplêndido, descurando da fé”, destacou.

Dom Dulcênio também lembrou que esperar o Senhor implica uma vida coerente. São Paulo enumera comportamentos contrários ao Evangelho, e o bispo observa que muitos deles persistem, hoje até de novas formas.

“O que São Paulo elenca continua a acontecer; e pior: os pecados ganharam, pela astúcia demoníaca e pelas espertezas dos ímpios, novas modalidades, aparentemente discretas, mas igualmente desastrosas à alma que deveria esperar o Cristo, mas que não é perseverante. Meios tecnológicos e refinados de pecar, que redundam no que o Apóstolo acusa, provando a irresponsabilidade do que se diz esperar”, trouxe.

Por fim, ele afirmou que a verdadeira espera é alegre e comprometida. Preparar-se para o Senhor envolve todas as dimensões da vida, como ensinou Bento XVI.

“Esperar alguém que amamos é muito mais do que uma simples ânsia: é um movimento de alegria. Preparar-nos, como nos ordena Jesus no Evangelho (cf. Mt 24,44), exige bastante de nós. "A espera - explica o Papa Bento XVI - é uma dimensão que atravessa toda a nossa existência pessoal, familiar e social”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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