Paróquia do Ligeiro Vivencia o Novenário à sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição
A
Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Ligeiro, em Campina
Grande, segue vivenciando a novena em preparação para a grande festa da
padroeira, iniciada na última sexta-feira, 29, e que se estende até o dia 8 de
dezembro, dia dedicado à Imaculada Conceição. Neste domingo, 30, os fiéis se
reuniram para celebrar o segundo dia do novenário, marcado pelo espírito de fé
e unidade da comunidade paroquial.
A
noite contou com a presença do Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
que presidiu a Santa Missa.
A
celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Antônio Raimundo (Toninho), e
pelo Vigário Paroquial, Padre Adair Pasini, que, ao lado do bispo, conduziram a
comunidade em oração, reforçando o clima de acolhida, esperança e preparação
para a festa maior. A novena segue com programação diária até o dia 8, reunindo
comunidades, pastorais e fiéis em torno da Mãe Imaculada.
Homilia
Inicialmente,
recordou que o Advento inaugura um novo Ano Litúrgico marcado pela esperança. É
o tempo em que a Igreja espera o Senhor que vem, repetindo com fé: “Vem, Senhor
Jesus!”.
“O
Advento, o qual iniciamos neste domingo, e com o qual principiamos um novo Ano
Litúrgico, é marcadamente o tempo da esperança: esperamos Aquele que há de vir,
daí o Adventus no seu termo latino... "Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Ap
22,20).
O
bispo destacou que a atitude essencial do Advento é a vigilância. Assim como o
vigilante não pode dormir, o cristão é chamado a despertar para a fé. A exortação
de São Paulo — “já é hora de despertar” — alerta para o comodismo espiritual.
“Um
dos sentimentos concernentes à expectativa é o da atenção. Um vigilante que
descuida de estar atento, até da sua própria segurança, não é apto para aquilo
que lhe foi proposto. Da mesma maneira o cristão no mundo: estamos para esperar.
Se o Apóstolo faz tal observação, é porque percebe que muitos
estavam no torpor do sono do comodismo, cochilando em berço esplêndido,
descurando da fé”, destacou.
Dom
Dulcênio também lembrou que esperar o Senhor implica uma vida coerente. São
Paulo enumera comportamentos contrários ao Evangelho, e o bispo observa que
muitos deles persistem, hoje até de novas formas.
“O
que São Paulo elenca continua a acontecer; e pior: os pecados ganharam, pela
astúcia demoníaca e pelas espertezas dos ímpios, novas modalidades,
aparentemente discretas, mas igualmente desastrosas à alma que deveria esperar
o Cristo, mas que não é perseverante. Meios tecnológicos e refinados de pecar,
que redundam no que o Apóstolo acusa, provando a irresponsabilidade do que se
diz esperar”, trouxe.
Por
fim, ele afirmou que a verdadeira espera é alegre e comprometida. Preparar-se
para o Senhor envolve todas as dimensões da vida, como ensinou Bento XVI.
“Esperar
alguém que amamos é muito mais do que uma simples ânsia: é um movimento de
alegria. Preparar-nos, como nos ordena Jesus no Evangelho (cf. Mt 24,44), exige
bastante de nós. "A espera - explica o Papa Bento XVI - é uma dimensão que
atravessa toda a nossa existência pessoal, familiar e social”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

























