Primeiro Domingo do Advento na Catedral Diocesana
A
Igreja celebra, neste domingo, 30 de novembro, o Primeiro Domingo do Advento,
tempo em que os cristãos são convidados a preparar o coração para a chegada do
Salvador. Inicia-se, assim, o caminho espiritual que conduz ao Natal, marcado
pela vigilância, esperança e renovação da fé.
Na
Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, a Missa do lar foi presidida
pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo Pároco
da Catedral e Vigário Geral, Padre Luciano Guedes. Os fiéis se fizeram presentes
de forma presencial na Igreja Mãe, e também muitos que acompanharam a
celebração pela Rádio Caturité FM, e pelos canais da Diocese de Campina Grande e
Abraço da Fé Produções.
O
Advento é um tempo litúrgico de expectativa e preparação para acolher o
nascimento de Jesus Cristo. Composto por quatro domingos, este período conduz
os fiéis a refletirem sobre a esperança cristã e a vigilância necessária para
viver com profundidade o mistério do Natal.
Homilia
Dom
Dulcênio recordou que a Igreja inicia um novo ano litúrgico, momento em que
somos conduzidos novamente ao mistério da salvação. A liturgia não apenas
relembra os feitos de Cristo, mas os atualiza pela ação do Espírito Santo,
tornando cada celebração um encontro vivo com o Senhor.
“Pedagógica
e anualmente, a Liturgia nos faz aprofundar o mistério da nossa salvação por
parte do Senhor Jesus Cristo, desde a Sua Encarnação até a esperança que Igreja
possui e anuncia com a proclamação da vida do Evangelho, sempre tendo em vista
a atualização do mistério pascal de Cristo. A liturgia cristã não se limita a
recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes”,
pregou.
Ao abrir o Advento, o bispo explicou que aguardamos não só o
Natal, mas também a vinda gloriosa de Cristo no fim dos tempos. Essa espera não
deve gerar medo, mas paz para quem vive na luz de Deus.
“Tal
preparação dada na atenção que cada cristão deve possuir deve também
prepará-lo, pessoalmente falando. Não deve ser motivo de pavor ou de medo,
porque isto é atitude para quem descuida do segundo advento do Senhor, cuja
lembrança traz ao coração de quem se prepara, de antemão, a paz que aquele dia
nos dará”, disse.
São Paulo, na segunda leitura, reforçou esse chamado: abandonar as
obras das trevas e revestir-se de Cristo. Dom Dulcênio destacou que o Advento
exige escolhas concretas e vigilância interior, pois o mundo oferece caminhos
que nos afastam da luz.
“[...]
nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de
brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm
13,13-14a). Logo, entendemos que neste mundo que nos solicita para a vida das
trevas, revestir-se do Senhor é deixar-se guiar pela luz do Senhor, ao
contrário do pecado”, destacou.
No
Evangelho, Jesus pede atenção constante à sua vinda. Para Dom Dulcênio, essa
vigilância não é medo, mas atitude ativa e alegre de quem deseja fazer a
vontade de Deus. Assim, o Advento torna-se tempo de despertar, de viver na
graça e de preparar o coração, apressando, com a própria vida, a chegada do
Senhor.
“Este
estado de vigilância, ainda que produza a tensão - e pensemos tensão como
carga, força, energia - faz-nos viver em busca da paz e da alegria que somente
o fazer a vontade de Deus nos proporciona. Não fiquemos à espera do Senhor
inertes; tampouco, amedrontados; mas que o façamos diligente e alegremente, de
tal maneira que a nossa vida na graça seja um convite para que Ele venha, e, na
intimidade do nosso ser, traga-nos a tranquilidade, antecipando a paz que aguardamos
para toda a eternidade” concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



























