Primeiro Domingo do Advento na Catedral Diocesana

Postado em 30/11/25 às 14:407 minutos de leitura47 views

A Igreja celebra, neste domingo, 30 de novembro, o Primeiro Domingo do Advento, tempo em que os cristãos são convidados a preparar o coração para a chegada do Salvador. Inicia-se, assim, o caminho espiritual que conduz ao Natal, marcado pela vigilância, esperança e renovação da fé.

Na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, a Missa do lar foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo Pároco da Catedral e Vigário Geral, Padre Luciano Guedes. Os fiéis se fizeram presentes de forma presencial na Igreja Mãe, e também muitos que acompanharam a celebração pela Rádio Caturité FM, e pelos canais da Diocese de Campina Grande e Abraço da Fé Produções.

O Advento é um tempo litúrgico de expectativa e preparação para acolher o nascimento de Jesus Cristo. Composto por quatro domingos, este período conduz os fiéis a refletirem sobre a esperança cristã e a vigilância necessária para viver com profundidade o mistério do Natal.

Homilia

Dom Dulcênio recordou que a Igreja inicia um novo ano litúrgico, momento em que somos conduzidos novamente ao mistério da salvação. A liturgia não apenas relembra os feitos de Cristo, mas os atualiza pela ação do Espírito Santo, tornando cada celebração um encontro vivo com o Senhor.

“Pedagógica e anualmente, a Liturgia nos faz aprofundar o mistério da nossa salvação por parte do Senhor Jesus Cristo, desde a Sua Encarnação até a esperança que Igreja possui e anuncia com a proclamação da vida do Evangelho, sempre tendo em vista a atualização do mistério pascal de Cristo. A liturgia cristã não se limita a recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes”, pregou.

Ao abrir o Advento, o bispo explicou que aguardamos não só o Natal, mas também a vinda gloriosa de Cristo no fim dos tempos. Essa espera não deve gerar medo, mas paz para quem vive na luz de Deus.

“Tal preparação dada na atenção que cada cristão deve possuir deve também prepará-lo, pessoalmente falando. Não deve ser motivo de pavor ou de medo, porque isto é atitude para quem descuida do segundo advento do Senhor, cuja lembrança traz ao coração de quem se prepara, de antemão, a paz que aquele dia nos dará”, disse.

São Paulo, na segunda leitura, reforçou esse chamado: abandonar as obras das trevas e revestir-se de Cristo. Dom Dulcênio destacou que o Advento exige escolhas concretas e vigilância interior, pois o mundo oferece caminhos que nos afastam da luz.

“[...] nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13-14a). Logo, entendemos que neste mundo que nos solicita para a vida das trevas, revestir-se do Senhor é deixar-se guiar pela luz do Senhor, ao contrário do pecado”, destacou.

No Evangelho, Jesus pede atenção constante à sua vinda. Para Dom Dulcênio, essa vigilância não é medo, mas atitude ativa e alegre de quem deseja fazer a vontade de Deus. Assim, o Advento torna-se tempo de despertar, de viver na graça e de preparar o coração, apressando, com a própria vida, a chegada do Senhor.

“Este estado de vigilância, ainda que produza a tensão - e pensemos tensão como carga, força, energia - faz-nos viver em busca da paz e da alegria que somente o fazer a vontade de Deus nos proporciona. Não fiquemos à espera do Senhor inertes; tampouco, amedrontados; mas que o façamos diligente e alegremente, de tal maneira que a nossa vida na graça seja um convite para que Ele venha, e, na intimidade do nosso ser, traga-nos a tranquilidade, antecipando a paz que aguardamos para toda a eternidade” concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial


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