Com Fé e Devoção, Pocinhos Inicia Festa de sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição
A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Pocinhos, deu início
na noite deste sábado, 29 de novembro, às festividades em honra à sua
padroeira. A abertura foi marcada por uma expressiva participação dos fiéis,
que lotaram a Igreja Matriz para celebrar com fé e devoção o começo do
novenário.
A missa de abertura foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de
Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, que, juntamente com os seminaristas, foi
acolhido pelos Padres João Afonso e João Barbosa, e pela comunidade paroquial.
Durante a celebração, a comunidade se reuniu em agradecimento,
pedido e intenção, iniciando juntos um caminho espiritual em preparação para o
dia 8 de dezembro, festa dedicada à Imaculada Conceição.
Em sua homilia, O bispo apresentou o Advento como tempo de
esperança e de vigilância. Recordou que o cristão vive entre o Reino que já
chegou e a plenitude que ainda esperamos. Por isso, a vida de fé é marcada por
fidelidade em meio às dificuldades, sem desânimo nem acomodação.
“o viver do cristão é uma tensão entre a realidade em que está e
aquela que espera. Explico-me: vivendo neste mundo, inclusive em meio às
tentações, às dificuldades e perseguições, o que crê e espera em Jesus sabe que
o Reino de Deus já chegou; que, embora real, não se tornou pleno, e, por isso,
cabe-lhe esperar, aguardar sem esmorecimentos. O Catecismo da Igreja Católica
ensina-nos: "O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e
do testemunho, mas é também um tempo ainda marcado pela "desolação' e pela
provação do mal que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias.
É um tempo de espera e de vigília" (n. 672)”, disse.
Nesse caminho, a Igreja aparece como Mãe e Mestra que sustenta e
orienta os fiéis. Ela desperta do torpor, chama à conversão e recorda a
necessidade de uma vida sóbria, responsável e coerente. Ao ecoar o chamado
bíblico — “Ficai atentos! Vigiai!” — a Igreja educa para uma espera ativa, que
prepara o coração para acolher o Senhor.
“É ela quem aconselha aos que foram legados aos seus cuidados à
procedência honesta: "nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias
sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades" (Rm 13,13). É ela
que, como porta-voz do Senhor, faz ecoar a advertência: "Ficai atentos!
Vigiai! Percebei! Preparai-vos! Não vos distraiais!". Se a Igreja, Virgem
Prudente (cf. Mt 25,1-13), nos ensina a atenção, a vigilância e a preparação
como sentimentos embutidos à esperança, também é afiliada a esta virtude a
ansiedade”.
Dom Dulcênio apresentou ainda a dimensão esponsal da Igreja, que
deseja intensamente o encontro com Cristo. Ela clama “Vem!”, ornamenta-se com
boas obras e permanece vigilante, como a amada do Cântico dos Cânticos que
reconhece os sinais do Esposo que se aproxima.
“Como Esposa do Cristo que vem, ardentemente O deseja possuir, e,
para tanto, enfeita-se de boas obras, esperando estar mergulhada em Sua
presença para sempre (cf. Oração de Coleta do I Domingo do Advento). É imbuída
nesta ânsia que ela, diuturnamente, apressa-lhe, dizendo, juntamente com o
Espírito Santo que nela reza e a revigora em pedir: "Vem!" (Ap 22,17);
ela que já escuta e testemunha: "É a voz do meu amado! Ei-lo que vem,
saltando pelos montes, pulando por sobre as colinas. [...] Eu durmo, mas o meu
coração vigia" (Ct 2,8.5,2)”, trouxe.
Por fim, o bispo retomou o Evangelho: “um será levado e o outro
será deixado”. Diante disso, questionou: o que queremos para nós? Estar pronto
é essencial, pois o Senhor pode vir hoje. Ser levado pela graça é a realização
plena da vida cristã, fruto de quem vive esperando com fé e amor.
“Estejamos atentos e prontos: pode ser hoje. E ainda que,
aparentemente, tarde, não nos enfademos de aguardar, pois, ao que O esperamos,
já chegou, e esperar preparados é nosso dever primordial, porque "agora e
em todos os tempos, ele vem ao nosso encontro, presente em cada pessoa humana,
para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a
feliz realização de seu Reino" (Prefácio do Advento I). Queiramos ser
levados pela graça: esta é a mais plena realização da nossa existência”,
findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

















